Giovanna Grigio vive a personagem Mia no filme Trago Seu Amor, que chega às salas de cinema nesta quinta-feira (11). Pela terceira vez na carreira, ela interpreta
uma pessoa LGBTQIA+. A atriz comenta que a naturalidade com que a sexualidade da protagonista é tratada foi determinante para despertar seu interesse pela trama.
- Sinopse do filme Trago Seu Amor:
Mia é uma bruxa capaz de enfeitiçar as pessoas com seu beijo e presta serviços para quem busca se reconciliar com o ex. - No entanto, os clientes correm um sério risco: ao beijar Mia, o ex pode voltar a amar o antigo parceiro ou se apaixonar perdidamente pela própria bruxa.
- O feitiço vira contra Mia quando ela se apaixona por René (Jê Soares), ex-namorada de um cliente que procura seus serviços.
- A protagonista vive um dilema entre entregar o serviço prometido ao cliente ou correr atrás de viver a paixão com René.
"Antes mesmo de ler o filme, ainda na fase dos testes, quando a gente só sabia a sinopse, eu já estava supermotivada a contar esta história. Depois, fui percebendo esse ponto de que a sexualidade dela é tratada de uma forma que, de fato, nunca é uma questão. E isso é muito interessante, porque abre espaço para mostrar diferentes orientações sexuais como são: de maneira natural", reflete a atriz em entrevista ao Notícias da TV.
A artista viveu personagens LGBTQIA+ na versão da Netflix para Rebelde (2022) e em Malhação: Viva a Diferença (2017). O romance das personagens Samantha (Giovanna) e Lica (Manoela Aliperti) na novelinha fez tanto sucesso que elas migraram para o spin-off As Five (2020-2024).
Nas duas tramas, a sexualidade costurava os conflitos: na série da Netflix, Emilia opta por manter a relação em segredo pelo temor das reações na escola; já na novela teen da Globo, o casal foi alvo de ataques homofóbicos.
Com mais uma personagem não heterossexual no currículo, Giovanna defende sua escolha por contar histórias LGBTQIA+ "com protagonismo, sem que isso precise necessariamente pautar a forma como a história de amor é contada."
Mia é uma bruxa egocêntrica, que usa seu poder de maneira nem sempre ética. A personagem apresenta uma série de defeitos que desconstroem os estereótipos das mocinhas de comédia romântica. Giovanna conta que, em alguns momentos, os espectadores vão sentir raiva da protagonista; ela descreve a construção da personagem como "um baita desafio".
A Mia, para ser quem ela é, precisava de todos os seus defeitos, defeitos esses que ela cultiva com muito carinho (risos). O que eu sinto que acontece é que, mesmo fazendo muita besteira, a Mia é real demais, ela nos cativa porque ela é humana como a gente --e a gente erra um monte. Então, ter uma protagonista que uma hora você gosta e dá risada e, em outra, sente raiva, era fundamental para que nossa história funcionasse também.













