A CazéTV tem ganhado protagonismo na cobertura da Copa do Mundo deste ano. Responsável pela transmissão de todos os jogos no YouTube, o canal de Casimiro
Miguel vem registrando recordes de audiência na plataforma e ampliando a concorrência com a TV aberta. A repercussão, no entanto, também provocou questionamentos sobre os números divulgados. Nas redes sociais, internautas passaram a levantar suspeitas de que o projeto da Livemode estaria inflando seus dados para fortalecer a disputa com Globo e SBT.
Na estreia da Seleção Brasileira, a CazéTV informou ter alcançado pico de mais de 12,3 milhões de acessos simultâneos, marca apontada como recorde no YouTube.
Embora transmita os jogos apenas em território brasileiro por conta do uso de geoblocks (quando detentores de direitos autorais restringem a exibição de um vídeo em outros países), muitos vídeos virais nas redes sociais ensinam o público estrangeiro a burlar os mecanismos de bloqueio do Google por meio de VPNs (ferramenta para utilizar rede de internet de qualquer lugar do mundo).
Criadores de conteúdo têm divulgado nas redes sociais que o uso de VPN permitiria assistir gratuitamente à Copa do Mundo pela CazéTV no YouTube, mesmo fora do Brasil. A prática, porém, não parece funcionar de forma uniforme. Nos comentários dessas publicações, há relatos de usuários que conseguiram acessar as transmissões, mas também de brasileiros no exterior que afirmam continuar bloqueados, mesmo com o recurso ativado. A dificuldade é atribuída a mecanismos de segurança e controle territorial adotados pelas plataformas digitais.
Confira uma das postagens citadas:
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Ao Notícias da TV, uma fonte da Livemode destaca que o percentual que consegue passar por todas as barreiras de proteção do Google é tão irrisório que não faz diferença na audiência consolidada.
Uma fonte avalia que o uso de VPNs, mesmo em grande escala, não seria suficiente para produzir esse impacto, sobretudo em uma Copa do Mundo, competição com ampla distribuição internacional.
Combate aos VPNs
Com os direitos esportivos inflacionados, os canais desembolsam montantes mais altos para transmitir partidas relevantes. Assim, se tornou de interesse dessas grandes empresas proteger a exclusividade no Brasil, e no resto do mundo também.
Apesar de não fazer diferença nos números, de acordo com a CazéTV e o YouTube, o VPN ainda é um vilão para as plataformas, mesmo com bloqueios cada vez mais sofisticados.
"O VPN já foi uma solução. Agora, depois de a tecnologia evoluir, está tudo bloqueado já", complementa a fonte do canal esportivo.
Procurado pelo Notícias da TV, o YouTube enviou uma nota sobre as tentativas de acesso às transmissões por meio de VPNs. A plataforma de vídeos do Google afirma que trabalha em melhorias contínuas para impedir acessos fora das regras de licenciamento.
Veja a nota na íntegra:
A detecção de VPN do YouTube depende de uma combinação de sistemas automatizados e análise de dados para identificar endereços IP associados a serviços de VPN, e esse processo está melhorando constantemente à medida que a tecnologia evolui. Trabalhamos em estreita colaboração com nossos parceiros para ajudá-los a proteger seus direitos e a experiência do usuário.













