O dólar comercial abriu praticamente estável nesta terça-feira (21/7), sendo negociado próximo dos R$ 5,08 nos primeiros minutos do pregão. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), operava
em leve queda de 0,29%, aos 172,8 mil pontos.
Os investidores iniciam o dia monitorando a continuidade das tensões no Oriente Médio, que voltaram a impulsionar os preços internacionais do petróleo, além das negociações envolvendo as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
O mercado também acompanha o início de uma semana importante para a temporada de balanços corporativos nos EUA, com expectativa em torno dos resultados das gigantes de tecnologia previstos para os próximos dias.
No mercado internacional, o dólar ganhava força frente às principais moedas do mundo. O índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana em relação a uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,15%, aos 101,11 pontos. Apesar disso, a moeda americana apresentava pouca oscilação frente ao real na abertura do pregão.
Petróleo volta a disparar
O principal destaque do início desta terça-feira é, mais uma vez, o petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, avançava 2,23%, sendo negociado acima dos US$ 91. Já o petróleo WTI registrava alta de 2,68%, superando os US$ 84 por barril.
Os preços continuam sendo sustentados pelas preocupações do mercado com eventuais interrupções na oferta global em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento beneficia empresas do setor de petróleo e gás ao redor do mundo e ajuda a sustentar o desempenho das ações da Petrobras na abertura do pregão.
Bolsa abre sem direção definida
Na Bolsa brasileira, as principais ações apresentavam comportamento misto no início do dia. Os papéis da Petrobras e da Vale operavam em leve alta, assim como as ações do Santander.
Na ponta contrária, os papéis da Rede D’Or registravam uma queda mais expressiva, superior a 2%, figurando entre as principais baixas da abertura.
O desempenho do Ibovespa também reflete a cautela dos investidores em relação ao cenário externo. Além das tensões geopolíticas, permanecem no radar as negociações comerciais entre Brasil e EUA e os possíveis impactos das tarifas americanas sobre a economia brasileira.
Wall Street abre em alta
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários iniciaram o pregão no campo positivo. O S&P 500 avançava 0,38%, enquanto o Dow Jones subia 0,30%. Já o Nasdaq 100 liderava os ganhos, com valorização de 1,35%.
O movimento reflete a expectativa positiva do mercado em relação aos balanços das grandes empresas americanas previstos para esta semana, além da manutenção das apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) poderá adotar uma postura menos restritiva nos próximos meses caso os indicadores econômicos continuem apontando desaceleração da inflação.
A expectativa é de um pregão novamente influenciado pelo noticiário internacional. Além dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, investidores permanecem atentos aos sinais vindos dos Estados Unidos, tanto no campo econômico quanto nas negociações comerciais envolvendo o Brasil.













