A justiça de São Paulo condenou o médico oftalmologista Paulo Barição a 40 anos de prisão por ter provocado a perda de visão, parcial ou permanente, de 21 pessoas. Os casos ocorreram em 2016, no ABC.
De
acordo com o processo, Paulo realizou cirurgias de catarata durante mutirão e, em razão da má esterilização do material, 21 dos 27 pacientes foram infectados por uma bactéria que causou lesões permanentes nos pacientes.
As investigações também apontam que houve utilização de apenas duas caixas cirúrgicas para diversos pacientes operados em sequência, quando, na verdade, cada paciente deveria dispor de kit próprio e material devidamente esterilizado. Esse processo demanda um tempo incompatível com a dinâmica do mutirão
Além disso, o oftalmologista afirmou que não trocou o avental entre as cirurgias. O juiz entendeu que Paulo sabia que estava assumindo risco de contaminar os pacientes ao não seguir com protocolos essencias de higiene, devendo ser condenado.
O Metrópoles procurou a defesa do médico, mas não localizou o contato. O espaço segue aberto para manifestações.











