O dólar opera em alta de 0,50% frente ao real, cotado a R$ 5,10, nesta segunda-feira (27/7). O avanço da moeda americana deu-se a partir das 9h50. Até então, ela permanecia estável, com pequenas oscilações.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou a sessão em alta. Às 10h30, o indicador avançava 0,32%, aos 174,5 mil pontos. Nos últimos três pregões da semana passada, entre quarta e sexta-feira, ele anotou sucessivas quedas.
A tendência é que os mercados de câmbio e ações iniciem esta semana sob menor tensão. Depois da retomada de confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, que durou quase duas semanas ininterruptas, a indicação é de pausa nos ataques. Com isso, aumentam as expectativas de uma solução diplomática para a guerra no Oriente Médio.
Petróleo
Diante dessa possibilidade, os preços do petróleo caem. Nesta manhã, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, recua 11,03%, a US$ 86,11. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, cai 6,46%, a US$ 83,54. Com a volta dos ataques nas últimas semanas, os valores voltaram a superar os US$ 100 por barril, no caso do Brent.
Com o indício de alívio no Oriente Médio, a definição dos juros nos Estados Unidos ganha protagonismo entre os investidores globais. Nesta quarta-feira (29/7), o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), fixa a nova taxa, que atualmente está no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
Os agentes econômicos apostam na manutenção desse patamar. Para a reunião do Fed de setembro, porém, a estimativa majoritária é de um aumento dos juros de 0,25 ponto percentual, elevando o intervalo para entre 3,75% e 4,00%.
Inflação no Brasil
No Brasil, a agenda da semana inclui a divulgação de dados importantes. O principal deles é o IPCA-15, a prévia da inflação oficial do Brasil. Os números serão veiculados nesta terça-feira (28/7), antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC). O encontro ocorrerá entre 4 e 5 de setembro e estabelecerá o novo patamar da taxa básica de juros do país, a Selic.
O Boletim Focus, a pesquisa semanal realizada pelo BC com economistas do mercado, trouxe nesta segunda-feira uma nova estimativa de queda para a inflação de 2026. Ela passou de 5,15% para 5,12%, na quarta semana seguida de baixa da previsão.
Emprego
Na quinta-feira (30/7), o mercado conhecerá os novos números do mercado de trabalho a respeito de junho. A Pnad Contínua vai trazer a taxa de desemprego desse mês e o Caged mostrará o resultado da criação líquida de postos de trabalho com carteira assinada no país no mesmo período. Ambas as informações oferecem indícios importantes sobre o ritmo da economia brasileira, cuja avaliação é crucial para a definição da Selic por parte do Copom.







