Conhecida como dry brushing ou escovação a seco, existe uma técnica que consiste em passar uma escova nos glúteos e nas coxas antes de tomar banho. A prática promete suavizar a celulite e remover células
mortas, deixando a pele mais macia.
Embora pareça oferecer um efeito visual imediato, o dry brushing não tem comprovação científica no tratamento dos famosos “furinhos”.
Funciona?
Ao Metrópoles, o médico Chris Lima, especialista em harmonização glútea, explica que a celulite é causada pela relação entre pele, gordura e tecido conjuntivo. Ao contrário disso, a escovação atua apenas na superfície.
“A escovação pode deixar a pele mais uniforme ao toque, mas não consegue romper as traves fibrosas que puxam a pele e contribuem para os furinhos. Uma pele mais macia não significa que a celulite foi tratada”, destaca.
Sabendo disso, o profissional alerta que a impressão de melhora imediata não deve ser encarada como um resultado duradouro.
“Se a pessoa percebe os furinhos menos visíveis naquele momento, isso não comprova uma redução da celulite. É preciso diferenciar uma mudança passageira de um efeito que permanece”, lembra.
Cuidados essenciais
Chris alerta que é fundamental ter cuidado com a força e repetição dos movimentos, que podem causar irritações e pequenas lesões. Ele reforça que, além de não aumentar a probabilidade de eliminar os “furinhos”, o excesso de atrito pode comprometer a barreira cutânea da pele — especialmente as sensíveis.
A orientação para quem se incomoda com as celulites é direta: buscar avaliação individual antes de escolher ou realizar qualquer tratamento por contra própria.
“Observo as depressões e as condições da pele para entender o que pode ser feito em cada caso. A escovação pode fazer parte de uma rotina de esfoliação, mas não deve ser apresentada como intervenção para celulite”, encerra Chris Lima.








