O dólar opera em queda de 0,75% frente ao real, cotado a R$ 5,12, nesta segunda-feira (22/6). A cotação da moeda americana recua com o alívio da tensão na guerra entre Estados Unidos e Irã, que tem reduzido
os preços do petróleo.
Às 9h30, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, caía 2%, a US$ 78,96. Já o tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, baixava 2,10%, a US$ 74,95.
O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), sobe. Às 12h50, ele registrava elevação de 1,22%, aos 170,3 mil pontos. No último pregão, na sexta-feira (19/6), o indicador fechou em leve alta de 0,03%, o que na prática representou estabilidade, aos 168,3 mil pontos.
Os mercados de câmbio e ações, contudo, seguem oscilando. As negociações de paz no Oriente Médio avançam, mas o caminho tem sido tortuoso, ciclotímico, alternando doses mais leves e pesadas de estresse.
Ata do Copom
No cenário interno, os investidores acompanham os desdobramentos do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que cortou os juros básicos do Brasil, a Selic, em 0,25 ponto percentual, na quarta-feira (17/6).
Nesse caso, os agentes econômicos aguardam a divulgação da ata do Copom, que ocorrerá nesta terça-feira (23/6). O comunicado do órgão do BC, veiculado na semana passada, deixou dúvidas a respeito da indicação de novas reduções da Selic num cenário de expectativas inflacionárias desancoradas (ou seja, fora da meta) e atividade econômica resiliente.
Alta de juros
Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, a pesquisa semanal realizada com economistas do mercado pelo BC, mostrou alta das expectativas de inflação e juros. A projeção do IPCA para este ano subiu de 5,30% para 5,33%, na 15ª alta seguida. A estimativa da Selic foi de 13,75% para 14%, no terceiro avanço consecutivo.
A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do país para 2026 também aumentou: foi de 1,96% a 1,98%.












