O grupo armado Houthis, que controla parte do Iêmen e é aliado do regime islâmico iraniano, anunciou nesta segunda-feira (20/7) um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, após trocar ataques com o reino
árabe na semana passada.
O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, anunciou o “bloqueio marítimo contra o inimigo criminoso saudita, baseado na lei de ‘olho por olho’, com efeito imediato após a emissão desta declaração”.
O grupo armado islâmico acusa a Arábia Saudita de ter atacado o aeroporto de Sanaa e impor um bloqueio por vias marítimas e aéreas contra o Iêmen. Houthis e Arábia Saudita têm relação tensa há pelo menos 10 anos, quando ocorreu a guerra civil iemenita e os Houthis tomaram controle de partes do país.
O grupo Houthis, islâmico, faz parte do chamado “Eixo da Resistência” do Oriente Médio, com diversas organizações armadas apoiadas pelo Irã, como o Hamas, da Palestina, e o Hezbollah, do Líbano.
O porta-voz ameaçou retaliar “o bloqueio [saudita] com um bloqueio e responder a toda escalada com uma escalada”.
Uma das partes do Iêmen sob controle dos Houthis é a costa do Estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas comerciais do Oriente Médio.
A rota do Estreito de Bab el-Mandeb conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico, sendo uma das mais importantes hidrovias no comércio global petróleo, derivados de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), além de contêineres com produtos manufaturados e eletrônicos.
Especialistas avaliam que um possível fechamento da rota impactaria no preço de combustíveis, terrestre e aéreo, E repercutiria na formação de preços de vários itens, principalmente os que dependem do custo do frete marítimo para definição de preço.







