Os principais nomes do tênis mundial ameaçam promover um boicote em Roland Garros em meio à pressão por aumento na premiação dos Grand Slams. O grupo, que reúne atletas como Aryna Sabalenka, Carlos Alcaraz,
Jannik Sinner e Coco Gauff, discute ações para cobrar mudanças estruturais e maior participação dos jogadores na gestão dos torneios.
Segundo informações do The Athletic, uma das estratégias planejadas para o Aberto da França será reduzir drasticamente o tempo de entrevistas coletivas. A ideia é que os atletas permaneçam apenas 15 minutos diante da imprensa, em referência aos 15,6% da receita do torneio destinados à premiação.
Neste ano, Roland Garros distribuirá 61,7 milhões de euros (R$ 360,5 milhões), enquanto o faturamento estimado do torneio chega a 395 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões).Os jogadores entendem que a divisão financeira é desproporcional quando comparada a outros eventos do circuito. O grupo pede que os Grand Slams destinem 22% das receitas às premiações, número semelhante ao praticado em torneios Masters 1000 da ATP e da WTA.
Mesmo com previsão de aumento de 9,5% em 2026, Roland Garros segue atrás dos outros Grand Slams em valores pagos aos atletas. O Australian Open distribuiu cerca de R$ 551,8 milhões, enquanto o US Open pagou aproximadamente R$ 444,6 milhões. Wimbledon, por sua vez, chegou a R$ 264,3 milhões em premiação.
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Sabalenka lidera movimento entre os atletas
Além das entrevistas reduzidas, os tenistas também estudam deixar de falar com veículos oficiais do torneio e emissoras detentoras dos direitos de transmissão, como TNT Sports e Eurosport. Apenas entrevistas rápidas após os jogos seriam mantidas para evitar punições previstas no regulamento.
Número 1 do mundo, Aryna Sabalenka se tornou uma das vozes mais fortes do movimento e defendeu maior valorização dos atletas. “Quando você vê os números e o valor que os jogadores estão recebendo... sinto que a responsabilidade é nossa. Sinto que sem nós não haveria torneio e nem entretenimento”, afirmou a bielorrussa. “Com certeza merecemos receber mais”, completou.
Coco Gauff também apoia o protesto, assim como outros nomes do top 20 do ranking mundial, que já teriam assinado cartas direcionadas aos organizadores dos Grand Slams.











