Muitos atletas relatam a mesma sensação após jogos disputados à noite: o corpo está cansado, mas o sono simplesmente não vem. Esse fenômeno é comum no esporte de alto rendimento e tem explicação na forma
como o organismo reage após momentos de grande exigência física e emocional.
Durante uma partida, o corpo permanece em estado elevado de ativação. Hormônios como adrenalina e cortisol aumentam a frequência cardíaca, estimulam a atenção e deixam músculos e cérebro preparados para respostas rápidas. Mesmo após o apito final, esses níveis não caem imediatamente.
Além disso, jogos noturnos costumam terminar tarde, muitas vezes acompanhados de entrevistas, deslocamentos e rotinas de recuperação, o que prolonga ainda mais o estado de alerta.
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Outro fator importante está relacionado à temperatura corporal. Durante o esforço físico, o corpo aquece para sustentar o desempenho. Para dormir, no entanto, o organismo precisa justamente iniciar um processo natural de resfriamento. Quando isso demora a acontecer, o sono também pode demorar.
A exposição à iluminação forte dos estádios, vestiários e dispositivos eletrônicos também pode interferir na produção de melatonina, hormônio ligado ao ciclo do sono.
Por isso, muitos clubes adotam protocolos específicos após partidas noturnas, incluindo controle de luz, técnicas de respiração, alimentação leve e estratégias de relaxamento.











