O Santos pode ampliar a lista de punições que impedem o registro de reforços. O clube recebeu três novos transfer bans da Fifa, relacionados a dívidas pelo mecanismo de solidariedade, e passou a ter sete
sanções ativas. Além disso, o caso envolvendo o atacante Yusupha Njie pode resultar em uma nova punição.
Os novos débitos incluem uma cobrança de 55 mil dólares, cerca de R$ 275 mil, e outras duas que somam 120 mil euros, aproximadamente R$ 671 mil. As sanções se somam às quatro punições aplicadas na semana anterior por dívidas com o técnico português Pedro Caixinha e seus três auxiliares, cujo valor ultrapassa R$ 15 milhões.
Caso Yusupha Njie mantém alerta no Santos
A Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS) confirmou a decisão da Fifa sobre a dívida do Santos com o Al-Markhiya, do Catar, pela contratação por empréstimo de Yusupha Njie. O atacante da Gâmbia chegou ao clube no segundo semestre de 2024, permaneceu por quatro meses e não entrou em campo. Embora o vínculo previsse permanência até junho de 2025, o Santos encerrou o acordo no fim de 2024 e devolveu o jogador.
Na rescisão, os clubes acertaram o pagamento de sete parcelas de 50 mil euros, entre janeiro e julho de 2025. O Santos não quitou nenhuma delas. Por isso, o Al-Markhiya acionou a Fifa e pediu os 350 mil euros previstos inicialmente, além de multas de 10% ao ano por parcela atrasada e outra penalidade de 10% sobre o valor total, conforme as cláusulas do acordo.
Dívida supera R$ 2 milhões com multas
O Santos reconheceu a dívida, mas alegou dificuldades financeiras e pediu um desconto de 5% referente ao mecanismo de solidariedade da Fifa. O clube brasileiro também solicitou a redução das multas de 10% para 5%, sob o argumento de que o percentual original excedia os padrões de contratos internacionais.
A decisão acolheu parcialmente o pedido santista e reduziu o valor principal de 350 mil para 332,5 mil euros, cerca de R$ 1,8 milhão. As multas, porém, foram mantidas, elevando a dívida total para 399 mil euros, aproximadamente R$ 2,2 milhões. A Fifa também determinou que o Santos pague integralmente as custas processuais, fixadas em 25 mil dólares, cerca de R$ 140 mil.
Enquanto não resolver as pendências, o clube segue impedido de registrar novos jogadores. A punição relacionada a Pedro Caixinha já prevê bloqueio por até três janelas de transferências.
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