O Irã chega à Copa do Mundo de 2026 cercado de expectativa para tentar alcançar um feito inédito: avançar ao mata-mata pela primeira vez em sua história. Embalada por uma campanha sólida nas Eliminatórias
Asiáticas e liderada por nomes experientes, a seleção asiática desembarca na América do Norte sonhando em transformar regularidade continental em protagonismo mundial.
Atual 21ª colocada do Ranking da FIFA, a equipe comandada por Amir Ghalenoei disputará sua sétima Copa do Mundo. O país garantiu classificação antecipada nas Eliminatórias da AFC após terminar na liderança do grupo com autoridade.
Além da confiança dentro de campo, o Irã também chega ao Mundial vivendo um cenário de tensão política fora das quatro linhas, principalmente por conta dos conflitos envolvendo Estados Unidos e Israel. Apesar das incertezas extracampo, a FIFA trabalha para assegurar a participação iraniana na competição.
Tabu histórico na Copa do Mundo
O principal desafio da seleção iraniana segue sendo superar a fase de grupos. Até hoje, o país nunca conseguiu avançar ao mata-mata em seis participações anteriores. A melhor campanha aconteceu na Rússia, em 2018, quando o Irã terminou com quatro pontos em um grupo complicado que contava com Espanha, Portugal e Marrocos. Na ocasião, os iranianos venceram os marroquinos, empataram com Portugal e ficaram a poucos minutos de uma classificação histórica.
Outro momento marcante aconteceu em 1998, quando o país conquistou sua primeira vitória em Copas ao derrotar os Estados Unidos por 2 a 1. Já em 2022, no Catar, veio o primeiro triunfo contra uma seleção europeia: 2 a 0 sobre País de Gales. Ao todo, o Irã soma participações em 1978, 1998, 2006, 2014, 2018, 2022 e agora em 2026.
Seleção aposta em organização defensiva e contra-ataques
Sob o comando de Amir Ghalenoei, a seleção mantém características tradicionais do futebol iraniano: forte organização defensiva, linhas compactas e transições rápidas. O treinador costuma montar a equipe em um esquema 4-2-3-1, priorizando intensidade física e disciplina tática. No meio-campo, Saeed Ezatolahi é peça importante no combate defensivo, enquanto Alireza Beiranvand segue como referência no gol.
No setor ofensivo, o principal nome continua sendo Mehdi Taremi. O atacante do Olympiacos chega como líder técnico da equipe e principal esperança de gols do país no Mundial. Outro destaque é Mohammad Mohebi, ponta veloz que ganhou espaço no ciclo de preparação e se tornou peça importante nos contra-ataques iranianos.
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Irã chega à Copa em meio a tensão política
Além das questões esportivas, o Irã vive um momento delicado fora de campo. O país convive com tensões políticas envolvendo os Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo.
Internamente, houve até discussões sobre um possível boicote à competição. O Ministério dos Esportes iraniano chegou a solicitar que as partidas da seleção fossem realizadas no México para evitar entrada em território norte-americano. Apesar disso, a expectativa é de participação confirmada no torneio. Na fase de grupos, o Irã enfrentará Nova Zelândia, Bélgica e Egito no Grupo G.
- Irã x Nova Zelândia — 15 de junho, às 22h (de Brasília), em Los Angeles
- Bélgica x Irã — 21 de junho, às 16h (de Brasília), em Los Angeles
- Egito x Irã — 27 de junho, à 0h (de Brasília), em Seattle











