O Vasco voltou a ter autorização para enfrentar o Boca Juniors no Maracanã, mas a definição do palco para o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana continua cercada de incertezas. Nesta terça-feira,
13, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), reconsiderou a decisão que havia suspendido a liberação do estádio e determinou que a Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o local para a partida de 20 de outubro, às 21h30.
A decisão restabelece a tutela anteriormente concedida ao Vasco e atende a argumentos relacionados à segurança pública e à organização do evento. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) defendeu a realização do confronto no Maracanã com base em avaliações técnicas que apontaram o estádio como a alternativa mais adequada para receber o público. A proximidade da partida e a quantidade de ingressos já comercializados também pesaram na análise.
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— Vasco da Gama (@VascodaGama) October 13, 2026
O novo capítulo da disputa judicial, porém, veio acompanhado de um alerta da Conmebol. Segundo informações divulgadas pelo jornalista André Rizek, no sportv, a entidade notificou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de que, caso uma nova decisão judicial impeça a realização do jogo no Maracanã, a partida será transferida para o Paraguai. A medida busca evitar que a indefinição sobre o estádio continue às vésperas do confronto decisivo.
A disputa começou depois que o Vasco conseguiu autorização judicial para utilizar o Maracanã, na sexta-feira, 9. No dia seguinte, a Fla-Flu Serviços, concessionária formada por Flamengo e Fluminense para administrar o complexo, obteve uma liminar que suspendeu os efeitos daquela decisão. O entendimento considerava questões relacionadas à operação do estádio, à preservação do gramado e à realização de outro evento esportivo no complexo na mesma data.
Com a decisão desta terça-feira, o cenário voltou a favorecer o clube cruzmaltino. O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto acolheu os argumentos apresentados pelo MPRJ em pedido de reconsideração e restabeleceu a determinação para que o Maracanã seja disponibilizado. O órgão ministerial sustentou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno deve ser considerada prioritária, além de apontar condições de mobilidade e logística favoráveis à realização da partida.
A escolha do Maracanã também tem relação com as exigências da Conmebol para as semifinais da competição. São Januário não atende à capacidade mínima exigida para essa fase, o que levou o Vasco a procurar outro estádio para exercer o mando de campo. A possibilidade de mudança para o Paraguai, portanto, não é apenas uma ameaça relacionada à disputa judicial: representa uma alternativa para que a entidade consiga garantir a realização do confronto caso o impasse continue.
O planejamento da partida já mobilizou milhares de torcedores. O Vasco iniciou a venda de ingressos no sábado, 10, e mais de 45 mil entradas foram comercializadas em poucas horas. Nesta terça-feira, o clube informou que a carga disponibilizada estava esgotada, aumentando o impacto que uma eventual mudança de sede poderia ter sobre a logística dos torcedores.
O confronto de volta está marcado para terça-feira, 20 de outubro, às 21h30, no Maracanã, conforme a decisão judicial vigente. Antes disso, Vasco e Boca Juniors se enfrentam nesta terça-feira, 13, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires, pelo jogo de ida da semifinal. A definição do resultado da primeira partida dará ainda mais peso ao duelo decisivo, que vale uma vaga na final da Copa Sul-Americana.











