A espera acabou para os torcedores, que após mais de duas décadas de ausência, celebrarão o retorno da Turquia à Copa do Mundo. A nação não disputava o torneio desde o histórico terceiro lugar conquistado
em 2002, e a classificação foi selada com drama na repescagem europeia, após triunfos magros de 1 a 0 sobre Kosovo e Romênia. Agora, sob o comando do italiano Vincenzo Montella, a equipe busca provar que os talentos espalhados pelas gigantes da Europa podem superar as recentes baixas médicas e recolocar o país entre as potências do esporte.
Desafios médicos
Apesar da euforia, o departamento médico é a principal dor de cabeça para a comissão técnica. O astro Hakan Çalhanoğlu, da Inter de Milão, é dúvida devido a uma lesão muscular na perna esquerda que já o afastou de nove jogos na Itália. Outra preocupação central na Turquia é a joia Arda Güler; o jovem de 21 anos do Real Madrid sofreu um problema no posterior da coxa no final de abril, colocando em risco sua disponibilidade. Caso os craques não se recuperem, o peso da criação recairá sobre Kenan Yıldız, da Juventus, que soma 10 gols na temporada, e Ferdi Kadıoğlu, lateral do Brighton e herói da classificação.
O caminho no Grupo D
Ocupando o 22º lugar no ranking da Fifa, a equipe de Montella terá um grupo equilibrado pela frente. A estreia da Turquia ocorre contra a Austrália, em Vancouver, seguida por duelos contra Paraguai e os anfitriões Estados Unidos. O técnico Montella, que afirma se sentir e "pensar como um turco", terá o desafio de equilibrar o DNA ofensivo do time — que marcou 17 gols na fase de grupos — com a solidez defensiva demonstrada na repescagem, onde a equipe não foi vazada.
- 14 de junho (domingo): Turquia x Austrália — 01h00
- 20 de junho (sábado): Turquia x Paraguai — 00h00
- 25 de junho (quinta-feira): Turquia x Estados Unidos — 23h00
O retrospecto da Turquia em Mundiais é de alta eficiência, com 10 jogos, cinco vitórias e um empate somados em duas participações. Em 2002, a seleção atingiu seu ápice ao conquistar o terceiro lugar, campanha consolidada com o gol de ouro de İlhan Mansız nas quartas de final e o recorde de Hakan Sükür, que anotou o gol mais rápido da história das Copas aos 11 segundos da disputa pelo bronze. Já em sua estreia, em 1954, a equipe registrou uma vitória expressiva por 7 a 0 sobre a Coreia do Sul antes de ser eliminada pela Alemanha Ocidental. Agora, o elenco liderado por Kenan Yıldız tenta converter essa tradição em resultados na América do Norte, buscando superar o hiato de 24 anos e a irregularidade defensiva apresentada nas Eliminatórias, onde sofreu 12 gols em seis partidas.
Ver essa foto no Instagram











