Como o próprio nome diz, todos os atletas foram para Londres com a expectativa de entregar os melhores desempenhos para seus países. Porém, alguns jogadores
se firmaram como os líderes de suas equipes, enquanto outros chegaram sem muitas expectativas, mas saem com holofotes sobre si para o resto da temporada. E não a toa, Sun Yingsha e Wang Chuqin venceram os troféus de destaque individual do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa por Equipes 2026.
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Wang Chuqin lidera a China masculina
Em meio a um elenco que colocou muitas dúvidas a respeito do domínio chinês no tênis de mesa masculino, um nome se manteve firme e forte. Wang Chuqin perdeu oito sets durante o torneio, mas terminou o Mundial invicto após 10 partidas. Não à toa, foi agraciado com o Prêmio Viktor Barna, que homenageia o mesatenista húngaro, e que representaria a Inglaterra a partir de 1939.
+ Lin Shidong supera dúvidas e China é dodecacampeã mundial no masculino
Ainda que alguns dos confrontos mais esperados não vieram (contra o japonês Harimoto Tomokazu na final ou o sueco Truls Möregårdh na fase de grupos), ele venceu dois jogadores do top 10 no caminho: o japonês Matsushima Sora, oitavo do ranking, na final, e o francês Félix Lebrun, quarto melhor do mundo, na semifinal, quando também derrotou Flavien Coton em uma batalha de cinco sets.
+RELEMBRE: Wang Chuqin e Liang Jingkun se salvam e China derrota a França no Mundial
Harimoto Tomokazu foi o atleta mais jogou em Londres
Não houve ninguém que jogou tanto, seja no masculino ou no feminino quanto Harimoto Tomokazu. O japonês disputou 13 partidas, vencendo nove delas. Ele perdeu para o alemão Dang Qiu e para o francês Félix Lebrun, na fase de grupos, mas conseguiu vitórias fundamentais para a campanha japonesa, como quando derrubou os alemães Benedikt Duda e Dang Qiu nas quartas de final. Sua maior vitória foi contra o taiwanês Lin Yun-Ju, sétimo melhor do mundo, na semifinal.
+ Harimoto Tomokazu lidera Japão em retorno à final do Mundial de Tênis de Mesa após 10 anos
Pela França, Félix Lebrun assumiu bem a posição de número 1 do seu país, disputando dez partidas e vencendo oito delas. Infelizmente, o duelo mais aguardado, pelo menos para os fãs brasileiros, não veio: contra Hugo Calderano pelas quartas de final.
O brasileiro foi um dos que mais jogou em todo o torneio: nos seis confrontos pelo Brasil, ele foi convocado para cinco (ficou de fora do jogo contra Uzbequistão na fase de grupos), vencendo oito partidas e perdendo apenas sua última, contra o francês Flavien Coton.
+ Brasil vence jogo dramático contra Inglaterra no Mundial e faz história
Flavien Coton sai do Mundial de Tênis de Mesa como grande revelação
Coton, inclusive, talvez tenha sido a grande revelação deste torneio. Campeão mundial cadete (sub-15) em 2022, o 23º colocado chegou em Londres como reserva da seleção formada pelos irmãos Lebrun e Simon Gauzy, 19º colocado do ranking. No confronto contra o Japão, o atleta de 18 anos substituiu Gauzy e venceu o japonês Togami Shusunke, 18º melhor do mundo, por 3 a 2.
+ Conheça o verdadeiro Marty Supreme, medalhista no Mundial de Tênis de Mesa
Na fase eliminatória, Alexis Lebrun foi poupado, e Flavien Coton entrou como raquete 2, vencendo o norte-americano Kanak Jha, 29º do mundo, no primeiro jogo da vitória da França sobre os EUA por 3 a 1. Em seguida, já estabelecido como raquete 3, no lugar de Gauzy, Flavien Coton derrotou João Geraldo para garantir a vitória nas oitavas por 3 a 0 sobre Portugal.
+RELEMBRE: Flavien Coton dá ponto decisivo para a França nas oitavas de final
Nas quartas de final, veio sua maior vitória da curta carreira. Ele abriu o confronto contra o brasileiro Hugo Calderano, número 4 do mundo, e venceu por 3 a 0, assumindo de vez o papel de raquete 2, atrás apenas de Félix Lebrun. Foi assim que ele quase conseguiu uma vitória surpreendente sobre o líder do ranking mundial Wang Chuqin. Após desperdiçar dois set points no primeiro set, ganhou o segundo e o terceiro, mas levou a virada, caindo por 3 a 2. A China venceu por 3 a 1 o confronto e, portanto, Flavien Coton não voltou para enfrentar Lin Shidong.
+RELEMBRE: Sensação de 18 anos surpreende Hugo Calderano no Mundial de Tênis de Mesa
Brasil alcança campanha histórica e mesatenistas têm bons jogos
Além de Hugo Calderano, outros brasileiros também tiveram um bom desempenho no mundial. Felipe Arado disputou seu primeiro jogo, com vitória. Já, Guilherme Teodoro terminou a campanha com quatro vitórias em sete partidas. Já Leonardo IIzuka venceu apenas dois de seus sete jogos, mas é importante notar que ele em geral enfrentava o melhor atleta do país adversário. Contra a Hungria, após perder para o 80º do mundo Andras Csába, conseguiu uma virada heroica sobre Szantosi David por 3 a 2 e fez um duelo muito acirrado contra o francês Alexis Lebrun, 12º melhor do mundo, pelas quartas de final.
+ Brasil no Mundial de Tênis de Mesa 2026: campanha histórica da seleção masculina
Outro nome que chamou a atenção na disputa masculina foi o do cazaque Kirill Gerassimenko. O atleta de 29 anos disputou dois jogos em todos os confrontos de seu país. Após duas vitórias sobre a Turquia, Egito e Tailândia na fase de grupos, ele também foi o herói da vitória sobre a Espanha por 3 a 1. Contra o Japão, o número 58 do mundo derrotou o japonês Matsushima Sora, oitavo colocado do ranking mundial, por 3 a 1. Após nove vitórias no Mundial de Tênis de Mesa por Equipes, veio uma derrota para o japonês Harimoto Tomokazu, por 3 a 0.
+Relembre: Kirill Gerassimenko vence top 10, mas Japão avança no Mundial de Tênis de Mesa
Sun Yingsha domina o torneio feminino
No feminino, não teve outro nome: Sun Yingsha terminou de forma invicta, vencendo nove partidas e perdendo apenas dois sets, em um confronto de quartas de final. Na grande decisão, ela venceu por 3 a 0 as japonesas Harimoto Miwa e Hayata Hina. Ela foi a escolhida para receber o prêmio Diane Schöler, uma mesatenista inglesa, que também competiu pela Alemanha Ocidental.
+ China reage e é hepta no Mundial de Tênis de Mesa, com líder invicta
Harimoto Miwa cresce como protagonista do Japão
Porém, quem saiu com mais vitórias entre as mulheres, foi justamente Harimoto Miwa. A japonesa, número 5, não teve descanso e atuou em todos os oito confrontos do Japão durante o Mundial de Tênis de Mesa por Equipes. Contra Alemanha, França, na fase de grupos, e China, na grande final, ela precisou ir à mesa por duas vezes. Portanto, entrou em ação dez vezes. Sua única derrota foi justamente no último jogo, contra Sun Yingsha.
+ Harimoto Miwa leva Japão à final contra a China no Mundial de Tênis de Mesa
Apesar de ter vários títulos no circuito, ter sido medalhista de prata nos Jogos Olímpicos Paris 2024 pela equipe e ter sido medalhista de bronze nas duplas femininas, ela ainda não conseguiu um resultado expressivo no individual. Quem sabe o desempenho em Londres pode ser o que ela precisava para começar a desafiar as chinesas. Inclusive, neste domingo, ela venceu pela primeira vez em 12 jogos a chinesa Wang Manyu, vice-líder do ranking.
+Ni Xia Lian, de Luxemburgo, segue em alto nível no tênis de mesa aos 62 anos
Bernadette Szőcs e Sabine Winter colocam a Europa no pódio
A Romênia quebrou um jejum de 26 anos sem medalhas e a seleção do leste europeu teve um grande nome para liderar sua campanha: Bernadette Szőcs, A romena, que já foi top 10 do mundo em 2024, ganhou sete de seus dez jogos na competição e comemorou em alto estilo, subindo na mesa com toda a equipe. Ela foi o grande nome do país nas quartas de final contra a França, vencendo suas partidas contra Prithika Pavade e Jia Nan Yuan.
+ Bernadette Szőcs lidera Romênia em vitória histórica contra França no Mundial
Já pela Alemanha, Sabine Winter chegou como a melhor não-asiática do ranking, ocupando a nona colocação. Ela marcou o único ponto da Alemanha contra o Japão, ao vencer Hashimoto Honoka por 3 a 2. Suas únicas derrotas foram para japonesas: Harimoto Miwa, pela fase de grupos, por 3 a 1, e para Hayata Hina, por 3 a 2, de virada após ganhar os primeiros sets, pela semifinal.
+ Alemanha vence Hong Kong e busca quebrar jejum de 89 anos no Mundial
Bruna Takahashi e Hana Goda fecham Mundial invicta
Dentre os países que não chegaram à disputa de medalhas, alguns grandes nomes se destacaram. A egípcia Hana Goda venceu suas sete partidas pelo Egito, inclusive no duelo de líderes contra a romena Bernardette Szocs, enquanto Bruna Takahashi também terminou a competição invicta, com seis vitórias pelo Brasil.
+ Bruna Takahashi se mantém invicta, mas Brasil é eliminado do Mundial
Ainda pelo Brasil, Giulia Takahashi e Laura Watanabe se despediram com duas vitórias, enquanto Victoria Strassburger fez sua estreia em mundiais com uma vitória.
+ Brasil no Mundial de Tênis de Mesa 2026: relembre a campanha da seleção feminina











