É comum associar a vacinação à infância, quando a caderneta costuma ser acompanhada com mais atenção pelos pais. Na vida adulta, porém, algumas pessoas
deixam de conferir quando receberam a última dose ou até perdem o registro das vacinas. O problema é que a proteção contra algumas doenças depende justamente de manter o esquema vacinal atualizado.
O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde estabelece as recomendações para diferentes fases da vida e é atualizado periodicamente. Na versão de 2026, a faixa de adulto corresponde às pessoas de 25 a 59 anos.
Quais vacinas o adulto deve conferir?
Para adultos de 25 a 59 anos, o calendário do Ministério da Saúde inclui vacinas como hepatite B, dupla adulto (dT), febre amarela e tríplice viral. A necessidade e o número de doses dependem do histórico de cada pessoa.
A hepatite B, por exemplo, prevê três doses conforme o histórico vacinal. Já a vacina dT, que protege contra difteria e tétano, também pode exigir a complementação de três doses quando o esquema anterior não estiver completo.
A febre amarela aparece com uma dose para adultos, de acordo com o histórico vacinal e as orientações do calendário. Já a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, tem recomendações diferentes conforme a idade e a situação vacinal. Para quem tem de 25 a 29 anos, são previstas duas doses; entre 30 e 59 anos, uma dose, considerando o histórico. Trabalhadores da saúde têm recomendação específica.
Por isso, não é possível montar uma lista única de vacinas que todos os adultos precisam tomar imediatamente. O primeiro passo é verificar quais doses já foram recebidas.
E se a vacina estiver atrasada?
Uma dose atrasada não significa necessariamente que todo o esquema precise começar novamente.
O Ministério da Saúde orienta que, quando alguma dose não foi aplicada no período recomendado, a pessoa procure uma unidade de saúde para atualizar o Cartão de Vacinas. As doses que já foram recebidas devem ser consideradas na definição do esquema necessário.
Isso é especialmente importante para quem não sabe exatamente quando recebeu determinada vacina. Em vez de tentar reconstruir o calendário por conta própria, a recomendação é levar a caderneta a uma unidade de saúde para avaliação.
Perdi minha carteira de vacinação. E agora?
A perda do documento não impede que a pessoa procure atendimento.
Segundo o Ministério da Saúde, a ausência do Cartão de Vacinas não impede a aplicação das vacinas indicadas. Em caso de perda, é possível solicitar uma nova via e verificar as informações disponíveis sobre o histórico vacinal.
Hoje, portanto, perder a caderneta não precisa significar abandonar o acompanhamento. O importante é procurar uma unidade de saúde para verificar a situação e registrar as doses que forem identificadas ou aplicadas.
Quem viaja precisa de atenção especial
A vacinação também pode mudar de acordo com o destino da viagem.
Alguns países exigem ou recomendam determinadas vacinas para viajantes, e a situação deve ser verificada antes do embarque. O próprio Ministério da Saúde orienta que viajantes confiram a vacinação previamente. No caso da tríplice viral, por exemplo, a pasta recomenda atenção especial antes de viagens internacionais por causa da circulação de sarampo e rubéola em outros países.
Por isso, quem pretende viajar para o exterior deve considerar a vacinação como parte do planejamento, junto com passagens, hospedagem e documentos.
Vacinação muda conforme a fase da vida
Outro erro comum é pensar que existe apenas um calendário de vacinação para adultos.
O Programa Nacional de Imunizações divide as recomendações por diferentes fases da vida. Crianças, adolescentes e jovens, adultos, idosos e gestantes possuem orientações específicas. Pessoas com determinadas condições de saúde também podem ter recomendações diferentes e, em alguns casos, devem ser avaliadas pelos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
A partir dos 60 anos, por exemplo, existe um calendário específico para idosos. Ele inclui recomendações próprias para vacinas como influenza e covid-19, além de outras indicações conforme o histórico e as características de cada pessoa.
Quando foi a última vez que você conferiu sua carteira?
A vacinação de rotina está disponível durante todo o ano no SUS. O Ministério da Saúde recomenda manter o Cartão de Vacinas atualizado e procurar regularmente uma unidade de saúde para conferir se há alguma dose pendente.
Mais do que esperar uma campanha ou uma viagem para lembrar das vacinas, revisar a caderneta pode ser uma forma simples de manter a proteção em dia. E, quando houver dúvida sobre doses anteriores, a melhor alternativa é levar o histórico disponível a um profissional de saúde, que poderá indicar o que precisa ser atualizado.









