Larissa Besen foi convocada para substituir Julia Kudiess na Seleção Brasileira feminina de vôlei. A central do Osasco se juntará ao grupo após a lesão
no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo da titular, um dos principais destaques do Brasil na VNL de 2026.
A escolha de José Roberto Guimarães, porém, levantou dúvidas entre os torcedores. Larissa vinha atuando principalmente em uma função diferente daquela exercida por Julia Kudiess no sistema ofensivo brasileiro.
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Durante a live do Olimpíada Todo Dia, Rafael Zito explicou as diferenças entre as chamadas redes de dois e de três, analisou como o Brasil pode reorganizar o meio de rede e apontou qual deve ser o papel de Larissa no grupo.
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A diferença entre as funções
Julia Kudiess vinha sendo utilizada como central de rede de dois. Nessa rotação, a levantadora está na linha de frente e a central precisa se deslocar para atacar pelas costas da armadora, muitas vezes por meio da bola conhecida como “china”.
O movimento exige velocidade, sincronismo e capacidade de atacar em uma região mais próxima da saída de rede. Segundo Zito, Julia evoluiu nesse fundamento e se tornou a principal central brasileira para exercer a função.
Larissa Besen, por sua vez, habituou-se a jogar como central de rede de três. Nessa formação, a equipe conta com três atacantes na linha de frente e a central recebe mais bolas próximas da levantadora, pelo centro da rede.
Isso não significa que Larissa não possa atuar em outras rotações, mas indica que ela não chega para reproduzir automaticamente o papel desempenhado por Julia.
Como o Brasil pode reorganizar as centrais?
A análise de Rafael Zito aponta Diana como uma das possibilidades para assumir mais responsabilidades na rede de dois. A jogadora já exerceu essa função no Sesi Bauru quando formava dupla com Mayany.
Nesse cenário, Luzia poderia ganhar espaço como central de rede de três, atacando bolas mais próximas da levantadora. Lorena também possui características compatíveis com a rede de dois, mas recebeu poucas oportunidades durante a fase preliminar da VNL.
A definição dependerá dos treinamentos e da estratégia de José Roberto Guimarães. A projeção apresentada durante a live não representa uma decisão oficial da comissão técnica.
Larissa pode começar como quarta opção
Zito avalia que Larissa pode chegar inicialmente como a quarta opção entre as centrais. Além de Diana, Luzia e Lorena já estarem integradas ao grupo principal, a jogadora do Osasco terá pouco tempo para se adaptar ao sistema utilizado pela Seleção.
A convocação também pode fazer parte de um processo de observação. Larissa tem 25 anos, vinha trabalhando com a Seleção B e pode ganhar experiência em uma fase decisiva da competição.
A central se destacou nas últimas temporadas pelo Osasco, principalmente no bloqueio. Ela também apresentou evolução ofensiva e ganhou espaço na equipe paulista.
Outras opções estavam na Seleção B
A discussão durante a live também passou por outras centrais que trabalhavam com a Seleção B. Entre elas estavam Lanna, Juliana Gandra, a Juju, e Lívia Gomes.
Na avaliação de Zito, Lanna seria uma alternativa mais próxima da função exercida por Julia Kudiess por possuir maior experiência na rede de dois. Juliana Gandra também atuou nessa posição durante as categorias de base.
Mesmo assim, a escolha de Larissa pode estar relacionada ao desempenho observado nos treinamentos, ao potencial da jogadora e ao planejamento da comissão técnica para o atual ciclo olímpico.
Ausência de Julia muda o sistema brasileiro
A lesão de Julia Kudiess vai além da perda de uma titular. A central era uma das principais opções ofensivas do Brasil e ocupava uma função para a qual a Seleção não possui uma substituta com características idênticas.
Sem Julia, José Roberto Guimarães precisará adaptar a distribuição das levantadoras e reorganizar as responsabilidades das demais centrais. O Brasil também já não conta com Gabi, outro desfalque importante para a fase decisiva da VNL.
A convocação de Larissa Besen, portanto, não deve ser analisada apenas como uma troca direta. A mudança pode exigir uma nova configuração tática para que a Seleção mantenha velocidade e variedade pelo meio da rede.













