Na noite desta segunda-feira, dia 18, o Hall da Fama do Vôlei (IVHF) anunciou seus nove novos membros para a Classe de 2026. Dentre eles, três nomes brasileiros.
A bicampeã olímpica Fabi Alvim, líbero da seleção feminina; Alison Cerutti, o “Mamute”, campeão olímpico na Rio-2016 no vôlei de praia, e finalmente Ary Graça, que já foi presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). A brasileira Juliana Felisberta também era finalista, mas agora espera entrar nos próximos anos. Confira a lista completa abaixo.
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Esta é a 40ª turma do Hall da Fama que contará enfim com 194 membros de 28 países. A Inglaterra terá seu primeiro membro, com a entrada de Denis Le Breuilly. O dirigente de vôlei sentado, que trabalhou por mais de 30 anos na World ParaVolley, a federação internacional do esporte paralímpico.
Fabi e Alison ‘Mamute’ foram eleitos pelo voto popular, assim como o cubano Joël Despaigne, vice-campeão mundial no vôlei masculino em 1990 e quarto colocado nos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992.
Rival de Fabi em jogos importantes, Gamova também entra no Hall da Fama
Ekaterina Gamova é outra das homenageadas. A oposta foi uma das líderes da Rússia rumo ao bicampeonato mundial em 2006 e 2010, em finais épicas contra o Brasil de Fabi Alvim. Ela ainda conquistou duas medalhas olímpicas de prata, em Sydney 2000 e Atenas 2004.
Outro ícone do vôlei de praia, April Ross também é imortalizada
A norte-americana April Ross, ouro em Londres 2012, bronze no Rio 2016 e prata em Tóquio 2020 no vôlei de praia, sempre com parceiras diferentes, também está entre as homenageadas.
Jogadores formam maioria dos escolhidos, mas além de dirigentes, a escolha também contemplou um técnico e um árbitro. O francês Laurent Tillie participou dos Jogos Olímpicos de Seul 1988 e Barcelona 1992 como jogador, mas entrou para a história do esporte como o técnico do primeiro título olímpico da França em Tóquio 2020. Já o árbitro japonês Takashi Shimoyama atuou em três edições de Jogos Olímpicos, incluindo na decisão do bronze de vôlei masculino entre Iugoslávia e Rússia.
Além disso, outros quatro membros receberam prêmios da FIVB por suas contribuições à entidade. Um deles foi o jornalista argentino Alejandro Coccia, âncora por 21 anos do SportsCenter em língua castelhana para a ESPN. Ele ainda foi comentarista de vôlei em seis edições dos Jogos Olímpicos, de Sydney 2000 até Paris 2024.
'Pioneira', Fabi Alvim é homenageada como uma das melhores líberos da históri
Fabi venceu o voto dos fãs da entidade para ser imortalizada no museu do IVHF. No comunicado do Hall da Fama, Fabi é apresentada como uma “pioneira na posição de líbero e uma das maiores especialistas defensivas da história do voleibol, Fabi ajudou a definir a importância e o impacto da posição de líbero no cenário internacional”.
O site ainda aponta que a atleta e jornalista “desempenhou um papel vital na ascensão do Brasil ao domínio global durante sua época, ajudando a Seleção Brasileira Feminina a conquistar medalhas de ouro olímpicas consecutivas nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012”, lembrando ainda dos dois vice-campeonatos mundiais, de seus 10 títulos na Superliga feminina de vôlei, mas sem esquecer de seus mais de 20 prêmios individuais em torneios.
“Sua energia incansável, brilhantismo defensivo e liderança ajudaram a inspirar uma nova geração de jogadoras de líbero e elevaram o nível do jogo defensivo em todo o mundo”, completou a comunicação sobre a jogadora que se aposentou das quadras em 2018.
Presença na rede e bloqueios marcaram longa carreira de Alison 'Mamute'
Alison Cerutti também foi selecionado por votação popular. Segundo o Hall da Fama do Voleibol, o capixaba “consolidou-se como um dos principais bloqueadores e jogadores mais dominantes do vôlei de praia moderno durante uma carreira internacional que se estendeu de 2006 a 2023”, antes de se aposentar nas areias de Copacabana em 2025.
O comunicado ainda lembrou de suas três participações Olímpicas, incluindo a prata em Londres 2012 e o ouro na Rio 2016, mas também enfatizou os dois títulos mundiais. Além disso, foram 28 títulos e 61 medalhas em eventos da FIVB Beach Tour.
“Conhecido por sua presença física na rede, intensidade competitiva e jogo completo de elite, Alison ajudou a manter a rica tradição de excelência do Brasil no vôlei de praia”, completou, enfim, a IVHF.
Confira a lista completa da Classe de 2026 do Hall da Fama do Voleibol
- Alison Cerutti (Brasil, vôlei de praia)
- Ary Graça (Brasil, dirigente)
- April Ross (EUA, vôlei de praia feminino)
- Denis Le Breuilly (Inglaterra, vôlei sentado masculino)
- Ekaterina Gamova (Rússia, vôlei feminino)
- Fabiana Alvim (Brasil, vôlei feminino)
- Laurent Tillie (França, técnico)
- Takashi Shimoyama (Japão, árbitro)
- Yoel (Joël) Despaigne (Cuba, vôlei masculino)











