O Mundial Júnior da World Surf League (WSL) terá um novo palco em 2026. A praia de La Bocana, em La Libertad, El Salvador, receberá os principais surfistas
sub-20 do mundo entre os dias 25 e 29 de novembro. Os representantes brasileiros ainda serão definidos pelo circuito sul-americano e por eventuais convites da entidade.
A competição contará com 24 homens e 24 mulheres. Os atletas buscarão a classificação por meio dos circuitos regionais da WSL na Austrália/Oceania, Ásia, África, Europa, Havaí/Tahiti Nui, América do Norte e América do Sul. A entidade completará as duas chaves com wildcards internacionais e vagas destinadas ao país-sede.
La Bocana fica na região de El Tunco e tem uma onda que permite disputas tanto para a esquerda quanto para a direita. A esquerda, mais conhecida no pico, oferece paredes para sequências de manobras. A direita costuma apresentar seções mais curtas e oportunidades para ataques verticais e aéreos.
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Brasil ainda não tem representantes definidos
A WSL ainda não divulgou a lista de classificados para a edição de 2026. Pela América do Sul, o Brasil disputará as vagas com surfistas de países como Peru, Argentina, Chile e Equador ao longo do circuito regional.
O formato adotado nas últimas edições classificou os dois melhores homens e as duas melhores mulheres de cada região. A WSL também distribuiu convites para completar o grupo de 48 participantes. Assim, atletas brasileiros que não terminarem nas primeiras posições do ranking ainda poderão chegar ao Mundial por meio de um wildcard.
Na edição anterior, nas Filipinas, p Brasil contou com Laura Raupp, Luara Mandelli, Gabriel Klaussner, Rickson Falcão e Ryan Kainalo. Rickson e Gabriel conseguiram os melhores resultados da equipe brasileira e chegaram às quartas de final. Ryan caiu nas oitavas justamente diante de Rickson, enquanto Laura e Luara também se despediram nessa fase. Com isso, o país ficou fora das semifinais nos dois naipes.
Os títulos ficaram com a Austrália. Isla Huppatz derrotou a compatriota Sierra Kerr por 12,67 a 12,17 na decisão feminina. Entre os homens, Dane Henry superou o israelense Nadav Attar por 13,67 a 11,40. Ambos conquistaram seus primeiros títulos mundiais juniores.
Tradição brasileira no Mundial Júnior
O Brasil possui um dos históricos mais vitoriosos da competição masculina. Pedro Henrique abriu a sequência de conquistas em 2000. Depois dele, Adriano de Souza, Pablo Paulino, Caio Ibelli, Gabriel Medina, Lucas Silveira, Mateus Herdy e Lucas Vicente também chegaram ao topo do pódio. Pablo é o único brasileiro bicampeão, com títulos em 2004 e 2007.
Ao todo, o país soma nove conquistas entre os homens. A mais recente veio com Lucas Vicente, em 2019, um ano depois do triunfo de Mateus Herdy.
No feminino, Luana Silva encerrou uma longa espera ao vencer a edição de 2024, disputada em janeiro de 2025 também nas Filipinas. Ela derrotou a japonesa Kana Nakashio e tornou-se a primeira brasileira campeã mundial júnior da WSL.
O Mundial de El Salvador será, portanto, a primeira oportunidade para uma nova geração tentar recolocar o Brasil no topo após o desempenho sem semifinais na edição anterior.
Mundial Júnior de Surfe, porém. Portanto. Assim. Então. Todavia. Surfe.













