Quem procura uma aula de Pilates costuma encontrar duas opções principais: exercícios no solo, geralmente realizados sobre um colchonete, ou sessões no Reformer,
aparelho formado por uma plataforma deslizante, molas, alças e barras de apoio.
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Os dois formatos seguem princípios semelhantes, como controle dos movimentos, respiração, precisão, estabilidade do centro do corpo e atenção à postura. A principal diferença está na maneira como a resistência e o apoio são oferecidos durante os exercícios. Uma revisão científica define o Pilates como uma prática que reúne força, estabilidade, flexibilidade, controle muscular, postura e respiração, com exercícios feitos no solo ou em equipamentos específicos.
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Como funciona o Pilates solo
No Pilates solo, também chamado de Mat Pilates, o corpo trabalha principalmente contra a gravidade. A pessoa sustenta posições, movimenta braços e pernas e controla o tronco sem a estrutura de uma máquina.
Bolas, faixas elásticas, círculos e pequenos pesos podem aparecer nas aulas, mas não são obrigatórios. Isso torna o formato mais acessível para academias, aulas coletivas e prática em casa.
A ausência do aparelho não significa que o treino seja fácil. Em alguns movimentos, o praticante precisa estabilizar o corpo sem receber ajuda das molas ou das alças. Sustentar as pernas elevadas, controlar lentamente a descida do tronco ou manter uma posição de prancha pode exigir bastante força e coordenação.
A dificuldade depende do exercício escolhido, do número de repetições, do tempo sob tensão e da capacidade de manter o controle. Portanto, uma aula no colchonete pode ser adaptada tanto para iniciantes quanto para praticantes experientes.
O que muda no Reformer
O Reformer possui um carrinho que desliza sobre trilhos. Molas conectadas à plataforma oferecem diferentes níveis de tensão, enquanto alças, barras e apoios permitem executar movimentos deitado, sentado, ajoelhado ou em pé.
As molas podem cumprir duas funções. Em determinados exercícios, aumentam a resistência que precisa ser vencida. Em outros, ajudam a sustentar parte do peso corporal ou orientam o movimento. Por isso, colocar mais molas nem sempre torna o exercício mais difícil: a direção do movimento e a posição do corpo também importam.
O aparelho oferece muitas possibilidades de ajuste. A amplitude, a resistência e os pontos de apoio podem ser modificados conforme a experiência, a mobilidade e o objetivo do aluno. A plataforma móvel também exige que o praticante controle a ida e a volta do carrinho, sem deixar que as molas façam todo o trabalho.
Qual dos dois é melhor para iniciantes?
Não existe uma resposta válida para todas as pessoas. O Pilates solo tem a vantagem da simplicidade: não exige um equipamento grande e pode ser praticado em diferentes ambientes. No entanto, alguns exercícios podem ser difíceis para quem ainda não consegue sustentar o próprio corpo com controle.
O Reformer pode oferecer assistência e referências físicas que ajudam a entender o movimento. As alças, a barra e o trajeto do carrinho permitem que o professor ajuste o exercício. Ao mesmo tempo, uma aula rápida ou avançada no aparelho pode ser complexa para quem nunca praticou.
Mais importante do que começar obrigatoriamente no solo ou no aparelho é escolher uma turma compatível com o próprio nível. A orientação do professor, a progressão dos exercícios e a possibilidade de fazer adaptações influenciam mais do que o nome da modalidade.
O Reformer produz resultados melhores?
As pesquisas não permitem afirmar que um formato seja superior para todos os objetivos. Em um estudo com pessoas com esclerose múltipla, tanto o Pilates solo quanto o Reformer melhoraram equilíbrio, mobilidade funcional, estabilidade do tronco, fadiga e qualidade de vida. A maior parte dos resultados foi semelhante entre os grupos.
Outro ensaio acompanhou 86 pessoas com dor lombar crônica. Após seis meses, o grupo que treinou em aparelhos apresentou vantagens em alguns indicadores de incapacidade e medo de movimento, mas não houve diferença na intensidade da dor ou na percepção global de melhora. Os resultados se referem a uma população clínica específica e não provam que o Reformer seja melhor para pessoas saudáveis.
Estudos comparativos costumam envolver grupos pequenos, programas diferentes e públicos específicos. Assim, o resultado depende do objetivo, da frequência, da qualidade das aulas e da adesão ao programa — não apenas do equipamento usado.
Como escolher entre solo e Reformer
O Pilates solo pode fazer mais sentido para quem deseja:
- uma opção mais acessível;
- praticar em casa ou em aulas coletivas;
- aprender a controlar o corpo com poucos equipamentos;
- repetir exercícios fora do estúdio.
O Reformer pode ser interessante para quem busca:
- maior variedade de posições e exercícios;
- resistência ajustável por meio das molas;
- apoio para adaptar determinados movimentos;
- aulas com grupos menores ou atendimento individualizado.
Também é possível combinar os dois. O solo ajuda a desenvolver controle sem depender da máquina, enquanto o aparelho permite explorar novas resistências, amplitudes e posições.
Quem possui dor persistente, lesão ou está em processo de reabilitação deve procurar avaliação profissional antes de escolher exercícios. Nesses casos, não basta optar pelo Reformer por parecer mais seguro ou pelo solo por parecer mais simples.
Para a saúde geral, a prática também pode integrar uma rotina mais ampla. A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos combinem atividades aeróbicas com exercícios de fortalecimento dos grandes grupos musculares.













