Na coletiva pós-goleada do Brasil sobre o Panamá no Maracanã, o técnico Carlos Ancelotti foi questionado sobre a mudança tática no meio-campo no segundo
tempo. Com o meio-campo sofrendo investidas do adversário, o técnico saiu do tão falado 4-2-4 e foi para o 4-3-3. O reforço de Danilo Santos e Paquetá no setor foi visto com bons olhos: "Encaixam, de um modo ou de outro, encaixam. [...] Mas, até a Copa, quero criar um pouco de suspense, porque senão não temos tema para falar", brincou o treinador.
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O jogo do Brasil contra o Panamá pode ter criado dúvidas na cabeça de Carlo Ancelotti. Sobretudo, no que diz respeito à fragilidade defensiva que a Seleção apresentou diante de um adversário fraco. No primeiro tempo, o time ficou exposto a contra ataques e cedeu muitos espaços com dois homens no setor. Porém, tirando um atacante e compondo com um volante mais fixo (Fabinho), um de mobilidade (Danilo Santos) e um articulador (Lucas Paquetá), a equipe se portou melhor.
Ancelotti avaliou essa possibilidade quando a pergunta foi se Danilo e Paquetá seriam apenas substitutos de Bruno Guimarães ou disputavam com um dos atacantes do quarteto. "Encaixam, de um modo ou de outro. Não podemos nos travar, porque, se coloco o Paquetá na esquerda, sei perfeitamente que não pode jogar de extremo. Porém, no aspecto defensivo, pode atuar para controlar o lateral quando estamos pressionados. Mas, até a Copa, quero criar um pouco de suspense, senão não temos tema para falar. É uma ajuda para vocês (jornalistas), porque acabou o tema Neymar. Então, é o que temos que fazer, é um bom tema para falar e algo que preciso estar atento".
Dúvidas para o treinador
"Passa na minha cabeça a possibilidade de mudar a equipe e a estratégia. Eu acho que o jogo do segundo tempo me deixou com mais dúvidas, e é bom para mim", argumentou Ancelotti. "A dúvida é escolher a melhor escalação para o primeiro jogo, a certeza é que temos uma equipe muito forte. O time ainda não está definido, faltam jogadores, Marquinhos, Magalhães, Martinelli, a lista não está completa. Sigo pensando que tenho uma boa lista, temos que avaliar o treino nesses dias. Tem jogadores em mais condição física, outros em menos. Com calma, vamos tomar a decisão correta. De uma coisa estou seguro, serão 11 em campo no primeiro jogo", completou o treinador.
Evidentemente, Ancelotti pretende usar o tempo que lhe resta para tirar essas dúvidas que pairam às vésperas da estreia. Se o parâmetro do Panamá poderia balizar o comportamento da Seleção para o segundo jogo contra o Haiti, a necessidade de qualificar a fase defensiva pode acelerar mudanças já contra o Egito. O país africano tem escola parecida com Marrocos, adversário da estreia e jogadores mais técnicos do meio para frente que os países da América Central.










