O Brasil volta à quadra neste sábado (25) para encarar a Itália na semifinal da Liga das Nações (VNL) feminina, às 5h (horário de Brasília). Mais do que
uma vaga na decisão, o jogo reúne duas das principais seleções do vôlei mundial na atualidade, com as italianas no topo do ranking e as brasileiras ocupando a segunda colocação. Além disso, o confronto coloca frente a frente duas protagonistas que se transformaram em verdadeiras máquinas de gerar pontos para suas equipes. De um lado, a ponteira Ana Cristina. Do outro, a oposta Antropova. Duas jogadoras de força, altura, potência e presença em todos os fundamentos.
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Duelo de gigantes
Ana Cristina e Antropova decidem no ataque, aparecem no bloqueio e também mudam o rumo de um set no saque. Os números ajudam a explicar o peso desse duelo particular. A oposta italiana é a quarta maior pontuadora da VNL, com 225 pontos. Já a ponteira brasileira aparece em oitavo, com 208. No ataque, a atleta comandada pelo técnico Zé Roberto Guimarães tem 176 pontos e é a oitava melhor da competição. Já a atacante que trabalha com o treinador ítalo-argentino Julio Velasco vem logo atrás entre as dez primeiras, com 170.
No bloqueio, o equilíbrio também chama atenção. Antropova tem 19 tocos. Ana Cristina soma 18. Já no saque, a italiana lidera toda a VNL, com 36 aces. Já a brasileira é a terceira melhor, com 14 pontos diretos. Mais do que estatísticas, elas são as bolas de segurança das suas levantadoras. Roberta assumiu a titularidade do Brasil durante a VNL e encontrou em Ana Cristina uma referência nos momentos de pressão. Do outro lado, Orro, uma das bases da Itália, chegou à competição na fase decisiva e tem em Antropova a opção de confiança para resolver.
Brasil e Itália têm elencos fortes, sistemas consistentes e muitas armas. Mas, numa semifinal desse tamanho, o detalhe pode estar nas mãos de quem conseguir transformar pressão em ponto. E, nesse duelo, Ana Cristina e Antropova prometem ser o centro das atenções. Além das levantadoras, outra disputa interessante de coadjuvantes terá do lado brasileiro a ponteira Julia Bergmann contra a experiente italiana Sylla, jogadora da mesma posição.
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