O lendário velejador Robert Scheidt participou da CBC & Clubes EXPO 2026, realizada em Campinas (SP), onde palestrou sobre liderança, resiliência e tomada
de decisão nesta quinta-feira (23). Em entrevista coletiva após o evento, ele compartilhou suas expectativas para os próximos ciclos olímpicos e o desenvolvimento da vela brasileira. Para Scheidt, o Brasil possui nomes promissores que podem elevar o desempenho técnico do país nas raias internacionais.
WHATSAPP, TWITTER,Em relação aos Jogos de Los Angeles 2028, o bicampeão olímpico destacou nomes como Bruno Lobo, Lucas Fonseca e Matheus Isaac, além de um possível retorna da dupla Martine e Kahena. Ele evitou projetar medalhas de forma precoce, mas ressaltou o potencial dos atletas.
"Eu acho que é difícil falar em medalha, nem quando a gente tem favoritos. Eu não gosto de ficar projetando medalha, mas acho que em 2028 a gente tem alguns atletas que estão mostrando desempenho bom, que vão chegar com boas perspectivas", afirmou o experiente atleta.
Revolução em Brisbane 2032
Sobre o futuro nos Jogos em Brisbane, Scheidt acredita em uma profunda mudança geracional com atletas que hoje são juvenis. "Para 2032, eu acho que vai ter uma mudança geracional. Vão ter talentos que hoje estão com 17, 18 anos que vão estar bem", afirmou.
Entre eles está seu filho, Erik Scheidt, atual vice-campeão mundial júnior na classe ILCA 4. O pai destaca a importância de não interferir na trajetória do jovem, permitindo que ele construa a própria identidade esportiva.
"Quanto ao Erick, como pai, eu acho que sair da frente é uma coisa mais importante. É importante não interferir. Fatalmente existe, entre aspas, o peso do que o pai já fez, do que a mãe já fez. Então, é importante ele trilhar o caminho dele" disse. Robert é casado com Gintarė Volungevctute, velejadora lituana também medalhista olímpica.
Robert enfatizou que, em casa, o papel da família é ser um porto seguro para o jovem velejador. Ele pontuou que o sonho e a resiliência devem partir do próprio Erik, sem o peso das conquistas dos pais. "Só o fato de ele fazer o esporte já coloca ele num caminho muito positivo", concluiu.












