A seleção brasileira feminina começa a VNL 2026 diante da torcida e com uma sequência importante na primeira semana da Liga das Nações. O Brasil jogará
no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, entre os dias 3 e 7 de junho, contra Holanda , República Dominicana, Bulgária e Itália. A etapa brasileira também terá Turquia como uma das atrações, mas a seleção turca não enfrenta o time de José Roberto Guimarães nesta primeira fase da competição.
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O Brasil chega à VNL depois de ser vice-campeão da última edição da Liga das Nações e bronze no Mundial de 2025. Para a abertura da temporada, Zé Roberto iniciou a preparação com uma lista que mistura jogadoras experientes e nomes em disputa por espaço, como Macris, Roberta, Kisy, Tainara, Ana Cristina, Helena, Rosamaria, Gabi, Julia Bergmann, Diana, Julia Kudiess, Lorena, Luzia, Marcelle, Natinha e Nyeme.
Jogos do Brasil na primeira semana da VNL
Estreia contra a Holanda
A Holanda será a primeira adversária do Brasil na VNL. A equipe europeia chega a Brasília embalada pelo título da Four Nations Cup, torneio amistoso disputado em Apeldoorn contra Ucrânia, França e Alemanha. A seleção comandada por Felix Koslowski venceu as três partidas: superou a Ucrânia por 3 sets a 1, bateu a França também por 3 a 1 e derrotou a Alemanha por 3 a 1 no jogo que confirmou o título do torneio.
Apesar da campanha invicta, o técnico tentou reduzir o peso dos resultados. Segundo Koslowski, a prioridade da Holanda no torneio não era apenas vencer, mas testar formações, rodar o elenco e acelerar a adaptação de jogadoras que chegaram recentemente ao grupo. A semana em Brasília, no entanto, será bem mais dura. Além do Brasil, a Holanda enfrentará Turquia, Itália e República Dominicana.
O principal desfalque holandês é Nika Daalderop. Ponteira, capitã e maior pontuadora da seleção no Mundial de 2025, ela sofreu uma lesão no posterior da coxa e vai perder o começo da VNL. Marrit Jasper também não deve defender a seleção neste verão, salvo em caso de emergência. Assim, a equipe deve se apoiar em nomes como Sarah van Aalen, Britt Bongaerts, Elles Dambrink, Eline Timmerman, Britte Stuut, Florien Reesink e Hester Jasper.
No torneio preparatório em Apeldoorn, Koslowski utilizou 16 jogadoras: Sarah van Aalen, Britt Bongaerts, Florien Reesink, Hester Jasper, Jolien Knollema, Jet Kok, Laura Jansen, Nova Marring, Fleur Savelkoel, Iris Vos, Eline Timmerman, Britte Stuut, Indy Baijens, Suus Gerritsen, Elles Dambrink e Nicole van de Vosse.
República Dominicana tem força física e estrelas conhecidas
A República Dominicana será a segunda adversária do Brasil, no dia 4 de junho, às 20h. As Reinas del Caribe chegam a Brasília com uma base experiente e nomes conhecidos do vôlei internacional. A equipe comandada por Marcos Kwiek estreia contra a Turquia no dia 3 e enfrenta o Brasil no dia seguinte.
Entre as principais referências dominicanas estão Brenda Castillo, Brayelin Martínez, Yonkaira Peña, Jineiry Martínez, Gaila González, Alondra Tapia e Niverka Marte. A seleção dominicana mantém uma identidade muito clara: força física, saque agressivo, bolas altas nas extremidades e boa capacidade defensiva.
Brayelin Martínez chega como uma das principais armas ofensivas. Na VNL 2025, ela foi destaque, segue como capitã e referência técnica da equipe. Brenda Castillo dá segurança ao fundo de quadra, enquanto Jineiry Martínez fortalece o bloqueio e o ataque pelo meio. A lista para a etapa de Brasília também conta com Camila de la Rosa, Massiel Matos, Flormarie Heredia, Géraldine González, Florangel Terrero, Yaneirys Rodríguez e Larismer Martínez.
Um ponto importante é que Bethania de la Cruz não aparece entre as atletas relacionadas para a primeira semana. Mesmo assim, a República Dominicana chega com um grupo forte e experiente.
O histórico recente favorece o Brasil. Na VNL 2025, a seleção brasileira venceu as dominicanas por 3 sets a 0. As equipes também se enfrentaram no Mundial de 2025, quando a República Dominicana venceu o primeiro set, mas o Brasil reagiu e fechou por 3 sets a 1 nas oitavas de final.
Bulgária passa por renovação
A Bulgária será a terceira adversária brasileira, no sábado, 6 de junho, às 11h. A equipe europeia chega à VNL em um processo de reconstrução sob o comando do italiano Marcello Abbondanza, que voltou à seleção búlgara para conduzir uma transição de elenco.
A imprensa búlgara trata a temporada como o início de uma nova etapa. O grupo atual tem várias mudanças em relação a 2025 e deixou fora nomes experientes como Hristina Vuchkova, Nasya Dimitrova, Maria Krivoshiyska e Lora Kitipova. Ao mesmo tempo, manteve atletas como Lora Slavcheva, Margarita Guncheva, Aleksandra Milanova, Miroslava Paskova, Borislava Saykova, Mikaela Stoyanova e Mila Pashkuleva como parte da base.
Para a primeira semana da VNL, Abbondanza definiu 14 jogadoras. As levantadoras são Margarita Guncheva e Lora Slavcheva. As opostas são Monika Krasteva e Mikaela Stoyanova. Nas pontas, aparecem Miroslava Paskova, Maria Koleva, Tsvetelina Ilieva, Kalina Veneva e Aleksandra Milanova. No meio, foram chamadas Borislava Saykova, Kaya Nikolova e Darina Naneva. As líberos são Mila Pashkuleva e Zhana Todorova.
A preparação teve resultados mistos. A Bulgária venceu a Suécia por 3 sets a 1 em amistoso em Sofia, mas depois perdeu dois jogos seguidos para a Argentina por 3 sets a 0, em Santa Fe e Rosario. Os testes serviram para Abbondanza rodar o elenco, ajustar formações e adaptar o grupo antes da viagem para Brasília.
Contra o Brasil, a Bulgária entra sem favoritismo. Para a seleção brasileira, o jogo aparece como uma oportunidade importante para somar pontos em casa, mas diante de um adversário que pode jogar com menos pressão e usar a VNL como laboratório competitivo.
Itália fecha a semana como rival mais forte
O jogo mais aguardado da primeira semana será contra a Itália, no domingo, 7 de junho, às 14h30. A seleção italiana chega à VNL como a principal potência do vôlei feminino mundial. O time comandado por Julio Velasco é atual campeão olímpico, campeão da VNL e campeão mundial.
A Itália também carrega uma sequência histórica de vitórias em jogos oficiais. Desde 2024, a equipe empilhou títulos e se consolidou como a seleção mais dominante do ciclo. Em 2025, venceu o Brasil na final da VNL por 3 sets a 1, de virada, em Lodz, na Polônia. Depois, conquistou o Mundial ao bater a Turquia na decisão.
Campeãs desfalcadas
Mas a Itália que jogará em Brasília não virá com força máxima. Julio Velasco optou por abrir a competição com um grupo alternativo, sem Paola Egonu, Alessia Orro, Myriam Sylla, Anna Danesi e Sarah Fahr. Aposentada da seleção, Monica De Gennaro também não aparece na lista de inscritas da VNL 2026.
A lista italiana para Brasília tem Carlotta Cambi como capitã e Francesca Scola como levantadoras. As ponteiras são Stella Nervini, Loveth Omoruyi, Gaia Giovannini e Ekaterina Antropova. As centrais são Denise Meli, Yasmina Akrari, Linda Nwakalor e Linda Manfredini. As opostas são Merit Adigwe e Binto Diop. As líberos são Ilaria Spirito e Eleonora Fersino.
A principal novidade é Antropova como ponteira. Tradicionalmente usada como oposta, ela aparece nessa função na lista da primeira semana, abrindo espaço para Adigwe e Diop na saída de rede. A Itália já testou essa formação na preparação, inclusive na vitória sobre a Polônia por 3 sets a 2 no torneio de Gênova.
Mesmo com desfalques, a Itália continua sendo o teste mais forte do Brasil em Brasília. A equipe tem sistema de jogo bem estruturado, atletas acostumadas a ligas fortes e uma comissão técnica que costuma usar a VNL como espaço de observação sem abrir mão de competitividade.
Ingressos para a VNL em Brasília
Os ingressos para a etapa feminina da VNL em Brasília estão à venda pela Ticketmaster. A competição será disputada no Ginásio Nilson Nelson, entre 3 e 7 de junho, com Brasil, Holanda, República Dominicana, Bulgária, Turquia e Itália.
O ingresso comprado para cada dia dá acesso a todas as partidas programadas naquela data. Portanto, quem comprar entrada para o dia 3 de junho, por exemplo, poderá assistir também aos outros jogos da rodada, além de Brasil x Holanda.
Onde assistir aos jogos do Brasil
Os jogos do Brasil na primeira semana da VNL feminina têm transmissão prevista por Sportv/Sportv 2, GE TV e VBTV, plataforma oficial da Volleyball World. A partida contra a Itália também aparece na programação com transmissão pela TV Globo e Globoplay.
Serviço — jogos do Brasil em Brasília
Brasil x Holanda
Data: 3 de junho, quarta-feira
Horário: 20h
Local: Ginásio Nilson Nelson, em Brasília
Transmissão: Sportv/Sportv 2, GE TV e VBTV
Brasil x República Dominicana
Data: 4 de junho, quinta-feira
Horário: 20h
Local: Ginásio Nilson Nelson, em Brasília
Transmissão: Sportv/Sportv 2, GE TV e VBTV
Brasil x Bulgária
Data: 6 de junho, sábado
Horário: 11h
Local: Ginásio Nilson Nelson, em Brasília
Transmissão: Sportv/Sportv 2, GE TV e VBTV
Brasil x Itália
Data: 7 de junho, domingo
Horário: 14h30
Local: Ginásio Nilson Nelson, em Brasília
Transmissão: TV Globo, Sportv 2, Globoplay e VBTV











