Animada, a Seleção masculina do Brasil principal se despediu de seu torcedor com uma vitória diante do Panamá, no amistoso do Maracanã. Com um minuto de jogo,
Vini Jr. fez o estádio explodir de alegria e abriu a contagem com gol de grande habilidade. Tomou o empate, porém construiu uma goleada no segundo tempo. Foi a quinta vitória sobre a equipe da América Central, naquilo que pode servir de ensaio para o segundo jogo na Copa do Mundo. Agora, o time viaja para os Estados Unidos e tem um último desafio contra Egito antes da estreia oficial.
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Carlo Ancelotti optou por começar o jogo, com exceção da zaga, com o time que deve ser o titular do Brasil para começar a Copa. Sem contar com Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, que disputaram a final da Champions por PSG e Arsenal no dia anterior. Então, os onze iniciais tiveram Alisson, Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro, Casemiro (C) e Bruno Guimarães, Raphinha, Luiz Henrique, Vini Jr e Matheus Cunha.
Jogo de começo eletrizante
Assim, no primeiro ataque, ao melhor estilo perde e pressiona, o Brasil abriu o placar. Após a investida de Vini Jr. que a bola ficou com o defensor panamenho, Casemiro interceptou o passe e a bola voltou para o atacante brasileiro. Na sua característica de velocidade, Vini fintou duas vezes o marcador, seguindo em progressão e chutou de chapa de fora da área. Um disparo indefensável, no ângulo direito do goleiro Orlando Mosquera.
Depois, o Brasil chegou mais duas vezes com Vini Jr. partindo da esquerda para dentro, para três finalizações em dez minutos. Na segunda investida, o atacante cortou na ponta da área e chutou rasteiro, que o goleiro defendeu. Já na terceira, Matheus Cunha invadia a área pelo centro, mas sofreu o corte dos zagueiros que saíram errado, com Casemiro roubando e tocando para Vini. Na ponta, o atacante tentava uma trivela dentro da área, virando o jogo, porém o movimento foi em direção ao gol e se transformou em uma finalização.
Empate na bola parda
Aos 13 minutos, uma falta que o Brasil cometeu com Bruno Guimarães na entrada da defesa gerou o gol de empate do Panamá. No tiro direto, Murillo chutou mirando o lado esquerdo de Alisson, contudo o desvio de Matheus Cunha na barreira, impossibilitou a chegada do goleiro no contrapé. A equipe visitante se sentiu mais confortável, sobretudo, depois de uma pressão inicial que souberam conter os ímpetos. E até chegou mais uma vez antes de uma nova finalização de Raphinha, que acertou a rede pelo lado de fora.
No retorno da pausa para hidratação, o Brasil apresentou um jogo moroso, com Raphinha com ligeiro destaque entre os jogadores da Seleção. Alisson também precisou fazer intervenção em um chute panamenho.
Seleção na frente
Com mais perigo pela esquerda, o Brasil desempatou e retomou a liderança com 38 minutos. Alex Sandro começou a jogada com Vini Jr., que fintou e cruzou forte para o centro da área. Como um centroavante, Casemiro, em sua temporada mais artilheira, entrou no caminho da bola e cabeceou, desviando do goleiro e colocando o 2 a 1 no placar.
O lance precisou de revisão do VAR e, com as linhas traçadas, a torcida, principalmente, comemorou o gol. A arbitragem confirmou a decisão. Além disso, Raphinha, novamente, apareceu mais duas vezes, para a Seleção tentar ampliar ainda no final do primeiro tempo.
Um novo jogo
No acordo do amistoso, dez substituições foram permitidas para o jogo e Ancelotti tratou de usar todas no intervalo. Assim, o Brasil voltou com Ederson, Danilo, Ibañez, Léo Pereira e Douglas Santos, Fabinho, Danilo Santos e Lucas Paquetá, Rayan, Igor Thiago e Endrick. Logo, todos querendo mostrar trabalho e empenho para mostrar-se como uma opção para o técnico italiano.
Deu certo e o Brasil desandou a fazer gols. Aos sete minutos, Igor Thiago desviou a saída de bola do goleiro do Panamá, a bola foi para os pés do jovem Rayan. O garoto cria do Vasco de 19 anos e que pode ser um nome de Seleção olímpica mostrou que tem estrela e categoria. Dominou e bateu por cobertura, de canhota, fora da área pelo lado direito, e a bola morreu no cantinho da rede.
Em seguida, aos 14, a jogada pela esquerda teve tabela de Danilo Santos com Douglas Santos, que tocou para a entrada da área. O volante do Botafogo fez o corta-luz e Paquetá chutou, a bola desviou e entrou para o quarto gol do Brasil. Na sequência, dois minutos mais tarde, Igor Thiago recebeu de Fabinho, deu uma meia lua no marcador e sofreu pênalti na saída do goleiro. Marcado, principalmente, por ser um grande batedor, o atacante converteu no canto direito.
Já aos 35, Danilo Santos usou uma de suas características mais marcantes, a infiltração na área, rompendo linhas vindo de trás. Desse modo, o Brasil chegou ao sexto gol, com lançamento em profundidade de Paquetá, que encontrou o volante, que driblou o marcador antes de finalizar.
Desatenção defensiva
Mesmo com a fragilidade do adversário, o Brasil mostrou que precisa melhorar a atenção defensiva. Deu tempo para Harvey pegar a sobra na entrada da área e chutar um balaço no ângulo direito de Ederson. Foi um alerta de desatenção que não pode acontecer novamente no jogo valendo. Mas o saldo terminou de forma positiva para a Seleção, com ganho de ânimo, abraço do torcedor carioca e bom uso das peças que têm condições de jogo.















