O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (22/07) em depoimento ao Senado que a estimativa mais recente do Pentágono situa em US$ 37,5 bilhões o custo da guerra
com o Irã, em comparação com os US$ 29 bilhões no início de maio.
O valor representa um aumento de US$ 8,5 bilhões em pouco mais de dois meses e vem à tona no momento em que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, voltou a escalar.
Hegseth, interrompido por manifestantes durante sua fala, foi ao Comitê de Orçamento do Senado para solicitar mais verbas destinadas a financiar as operações militares e defender a estratégia do governo do presidente americano, Donald Trump.
Ele pediu aos senadores um orçamento total de US$ 1,5 trilhão para o Pentágono e quase US$ 70 bilhões adicionais especificamente para a guerra no Irã.
Hegseth afirmou que China e Rússia estão auxiliando o Irã "em diferentes níveis" e facilitando algumas de suas atividades.
Durante as perguntas, a senadora republicana Lisa Murkowski questionou Hegseth se a Casa Branca considera desnecessária a autorização do Congresso para dar continuidade às operações militares no Oriente Médio. O secretário respondeu que o governo entende possuir a autoridade legal requerida.
Depois, Hegseth declarou também que o esforço militar americano para escoltar navios pelo estreito de Ormuz tem continuado "de forma sigilosa" desde maio, tendo contribuído para viabilizar a passagem de até 500 milhões de barris de petróleo.
Em 8 de julho, Trump declarou o fim do cessar-fogo e as hostilidades foram retomadas, resultando em novas baixas entre as forças dos EUA.
Baixas
O Pentágono identificou nesta terça-feira o sargento Michael Emmanuel Swinton como o militar americano morto após a explosão de um drone iraniano no Iraque durante a atual escalada da guerra.
A morte de Swinton somou-se à de outros dois militares na Jordânia: o primeiro-tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, e a soldado Isabella Gonzales, de 19.
Estas foram as primeiras mortes registradas nas tropas dos EUA no conflito desde a ruptura da trégua entre Washington e Teerã, ocorrida há cerca de duas semanas.
Com esses óbitos, subiu para ao menos 17 o número de militares americanos mortos desde que EUA e Israel lançaram a ofensiva inicial da atual guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro.
O Departamento de Guerra dos EUA informou nesta segunda-feira que cerca de 100 homens ficaram feridos nas últimas duas semanas durante o agravamento do conflito, o que dificulta as negociações por um acordo de paz.
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jps (EFE)











