Um ataque ucraniano em larga escala entre a noite de domingo (19/07) e a madrugada de segunda-feira contra Moscou, com mais de 400 drones, deixou vários feridos e provocou incêndios em instalações industriais
a 30 quilômetros ao sul da capital russa.
"Entre 20h30 e 5h, horário de Moscou, mais de 400 drones inimigos atacaram a região de Moscou, a maioria dos quais foi neutralizada pelas forças de defesa antiaérea nas proximidades", comunicou pelo Telegram o prefeito da capital russa, Sergey Sobyanin.
Segundo o prefeito, 85 drones foram destruídos enquanto se aproximavam da megalópole.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, confirmou o ataque e afirmou que várias "instalações logísticas e um depósito de petróleo" foram atingidos. Zelensky disse ainda que seu Exército atingiu durante a noite outros dois petroleiros e quatro cargueiros que se dirigiam ou vinham de portos russos no Mar Negro.
A nova ofensiva contra Moscou ocorreu pouco de depois de a Rússia ter lançado ataques à capital da Ucrânia, Kiev, e outras cidades do país durante a madrugada deste domingo com mísseis balísticos e outras armas, matando ao menos quatro pessoas e ferindo mais de 30, além de causar danos e incêndios em diversas áreas, segundo autoridades locais.
Diversos canais no Telegram afirmam, em linha com a declaração do mandatário ucraniano, que os ataques provocaram um incêndio em um depósito de petróleo na cidade de Podolsk, a cerca de 30 quilômetros ao sul de Moscou, embora o chefe do distrito, Grigory Artamonov, tenha assegurado que o ataque foi repelido.
"As forças de defesa aérea repeliram um ataque com veículos aéreos não tripulados em Podolsk. (...) Foram registrados drones e destroços caindo em instalações industriais e áreas residenciais", informou nas redes sociais, acrescentando que não houve feridos.
Também foi registrado um incêndio na mesma cidade em um armazém da empresa nacional de comércio eletrônico Wildberries, cujas instalações já haviam sido atacadas no sábado ao norte de Moscou e na região de Tambov.
Infraestruturas também sofreram danos na vizinha cidade de Domodedovo, a nove quilômetros de Podolsk. Segundo as autoridades russas, pelo menos dez pessoas ficaram feridas nos ataques na região de Moscou.
As autoridades russas descrevem este como um dos maiores ataques contra a região de Moscou, além do ocorrido no último dia 7 de julho, quando 430 drones ucranianos atacaram o território.
Enquanto isso, as autoridades regionais informaram sobre uma vítima na região fronteiriça de Belgorod, a mais castigada pelos constantes ataques ucranianos.
Por sua vez, o Ministério da Defesa comunicou que destruiu um total de 381 drones ucranianos nas regiões de Belgorod, Bryansk, Volgogrado, Voronej, Kaluga, Kursk, Lipetsk, Oriol, Rostov, Tambov, Ryazan, Smolensk, Tula, na região de Moscou, Krasnodar e na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
Também foram interceptados drones sobrevoando o Mar Negro e o Mar de Azov.
Não é a primeira vez que o balanço do Ministério da Defesa, que há meses deixou de especificar quantos drones foram abatidos em cada região, não coincide com os números comunicados pelas autoridades regionais.
jps (EFE)
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