- Líderes europeus condenam ataques aos Emirados Árabes Unidos
- Relatos de ataques do Irã e dos EUA ameaçam cessar-fogo
- EUA dizem ter destruídos seis embarcações do Irã, Teerã nega
- Emirados Árabes afirmam ter interceptado mísseis iranianos
- Incêndio é registrado em zona petrolífera dos Emirados
- Irã afirma ter feito disparos contra navio de guerra dos EUA em Ormuz, americanos negam
- Irã estuda resposta dos EUA à sua proposta de 14 pontos para pôr fim à guerra
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual
conflito no Oriente Médio:
Irã afirma que 5 civis morreram em ataque dos EUA contra duas embarcações
Os militares do Irã acusaram nesta terça-feira (05/05)os Estados Unidos de serem responsáveis pela morte de cinco civis num ataque contra dois cargueiros na costa de Omã, após Washington afirmar ter destruído lanchas rápidas iranianas.
Uma fonte militar iraniana, citada pela agência de notícias estatal Tasnim, relatou que, "após a falsa afirmação do Exército americano" sobre a destruição de lanchas rápidas iranianas, foram realizadas investigações com fontes locais e concluiu-se que nenhum navio de combate da Guarda Revolucionária Islâmica teria sido atingido.
A mesma fonte assegurou que dois pequenos cargueiros com civis a bordo, que navegavam de Khasab, na costa de Omã, em direção ao litoral iraniano, foram atacados pelos EUA, resultando em cinco mortos, que o meio de comunicação afirma serem civis e não militares.
Na segunda-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) afirmou ter facilitado o trânsito de dois navios mercantes pelo Estreito de Ormuz, no âmbito da operação anunciada para escoltar navios por esta via, e ter destruído seis lanchas rápidas iranianas que, segundo asseguraram, tentaram impedir sua passagem.
as (Efe)
Líderes europeus condenam ataques aos Emirados Árabes Unidos
O chanceler alemão, Friedrich Merz, instou o Irã a retornar às negociações de paz após os Emirados Árabes Unidos (EAU) acusarem Teerã de lançar ataques com mísseis e drones contra um de seus portos.
O Ministério da Defesa dos EAU afirmou que suas defesas aéreas interceptaram um total de 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones nos primeiros ataques iranianos contra o país desde o início do cessar-fogo, há quase quatro semanas.
"Teerã deve retornar à mesa de negociações e parar de manter a região e o mundo como reféns: o bloqueio do Estreito de Ormuz deve terminar", escreveu Merz em mensagem divulgada nesta segunda-feira (04/05) nas redes sociais. "Condenamos veementemente esses ataques. Nossa solidariedade está com o povo dos Emirados Árabes Unidos e com nossos parceiros na região."
Merz também reiterou sua posição de que "Teerã não deve adquirir uma arma nuclear" e alertou que "não deve haver mais ameaças ou ataques contra nossos parceiros".
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também pediu a redução das tensões no Oriente Médio. "O Reino Unido condena os ataques com drones e mísseis contra os Emirados Árabes Unidos", disse o premiê. "A escalada deve cessar. O Irã precisa se engajar de forma significativa em negociações para garantir que o cessar-fogo no Oriente Médio seja duradouro e que uma solução diplomática de longo prazo seja alcançada."
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os ataques iranianos contra infraestruturas civis nos Emirados Árabes Unidos são "injustificados e inaceitáveis"
rc (DW)
Ataques do Irã e dos EUA ameaçam cessar-fogo no Oriente Médio
A frágil trégua no Oriente Médio estava sob ameaça nesta terça-feira (05/04), após os Estados Unidos e o Irã lançarem novos ataques em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.
As Forças Armadas americanas anunciaram nesta segunda-feira a destruição de seis embarcações iranianas, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, enviar a Marinha para escoltar petroleiros pelo estreito em uma campanha que ele chamou de Projeto Liberdade.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em publicação nas redes sociais nesta terça-feira que a segurança do tráfego marítimo estava ameaçada, acusando os EUA e seus aliados de violarem o cessar-fogo iniciado há quase quatro semanas.
Vários navios mercantes na região do Golfo Pérsico relataram explosões ou incêndios nesta segunda-feira. O Estreito de Ormuz, uma via essencial para o abastecimento global de petróleo, fertilizantes e outras commodities, está praticamente fechado desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã em 28 de fevereiro.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram nesta segunda-feira que ataques iranianos com drones e mísseis causaram um incêndio no porto petrolífero de Fujairah. O país afirmou que os ataques iranianos representam uma grave escalada no conflito e que se reserva o direito de reagira às agressões.
Fujairah está localizada fora do estreito, sendo uma das poucas rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio que não exigem a passagem pelo Estreito de Ormuz.
As autoridades iranianas divulgaram um mapa do que afirmaram ser uma área marítima expandida sob seu controle, que se estende muito além do estreito, incluindo longos trechos do litoral dos Emirados Árabes Unidos.
Teerã não confirma ataques
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, disse que os eventos desta segunda-feira mostram que não há solução militar para a crise. Ele afirmou que as negociações de paz estavam progredindo com a mediação do Paquistão e alertou os EUA e os Emirados Árabes Unidos para o risco de se envolverem em um "atoleiro".
Teerã, no entanto, não confirmou nem negou os ataques aos Emirados Árabes Unidos. A emissora de televisão estatal iraniana citou um oficial militar dizendo que o Irã "não tinha planos" de atacar o país ou qualquer um de seus campos de petróleo.
"O incidente resultou do aventureirismo militar dos EUA para criar uma passagem ilegal", disse o oficial, que não foi identificado pela emissora.
O Irã também afirmou nesta segunda-feira ter disparado contra um navio de guerra dos EUA que se aproximava do estreito, forçando a embarcação a recuar. Autoridades iranianas descreveram posteriormente o disparo como tiros de advertência.
rc (Reuters, DW)
Países registram ataques no Golfo em meio ao cessar-fogo
As tensões no Golfo voltaram a escalar pela primeira vez em quase quatro semanas de cessar-fogo na guerra entre os EUA e o Irã. Nesta segunda-feira (04/05), os Emirados Árabes Unidos relataram que suas defesas aéreas interceptaram ao menos 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones iranianos. Moradores de várias regiões foram orientados a procurar abrigo.
Segundo a agência de notícias alemã dpa, o Irã confirmou um ataque a instalações de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, em reação ao que descreve como uma "passagem ilegal" de navios de guerra dos Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter lançado uma operação para garantir o tráfego marítimo na região, com contratorpedeiros navais entrando no Golfo e dois navios comerciais de bandeira americana deixando a área.
Também na segunda-feira, os Estados Unidos disseram ter afundado seis pequenos barcos iranianos, o que Teerã nega. Trump afirma que a ação ocorreu após suposta ofensiva contra dois navios neutros no conflito, incluindo um cargueiro sul-coreano.
A Guarda Revolucionária do Irã ainda afirmou ter disparado vários mísseis como advertência contra navios de guerra americanos operando ao largo da costa sul, enquanto a mídia iraniana informou que dois mísseis teriam atingido uma embarcação dos EUA — alegação negada por Washington.
Os Emirados Árabes Unidos também relataram um ataque separado com drone iraniano a um petroleiro operado pela estatal de energia ADNOC, sem registro de vítimas.
Já a Coreia do Sul analisa relatos de que uma embarcação ligada a uma empresa de navegação sul-coreana havia sido atacada na região.
Em Omã um prédio residencial em Bukha foi atingido e trabalhadores estrangeiros ficaram feridos. Não ficou imediatamente claro quem foi o responsável.
As negociações entre Irã e Estados Unidos para transformar a trégua, iniciada em 8 de abril, em um acordo permanente estão paralisadas, diante de divergências sobre as ambições nucleares do Irã e o controle do Estreito de Ormuz.
gq (DPA)
Trump diz que Irã pode ser "varrido da face da Terra"
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (04/05) que o Irã e suas forças serão "varridos da face da Terra" se navios americanos forem atacados no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos executam o que Trump chama de "Projeto Liberdade" para forçar a reabertura da passagem marítima. Ao longo do dia, mísseis iranianos voltaram a ser disparados em direção aos Emirados Árabes Unidos na primeira ofensiva desde o início do cessar-fogo. Dois navios cargueiros relataram explosões na região.
Trump fez a declaração à Fox News, após ser perguntado sobre os ataques de Teerã. Anteriormente, o presidente foi criticado por declarações semelhantes, quando disse, por exemplo, que uma civilização inteira morreria em seus ataques.
gq (OTS)
EUA dizem ter destruído seis embarcações iranianas; Teerã nega
As Forças Armadas dos EUA anunciaram nesta segunda-feira (04/05) a destruição de seis embarcações iranianas e a interceptação de mísseis e drones do Irã contra navios militares dos EUA e embarcações comerciais.
O Irã contestou a versão americana, negando que qualquer embarcação tenha sido destruída pelas forças dos Estados Unidos.
"A declaração dos EUA que afirma ter afundado vários navios de guerra iranianos é falsa", afirmou um responsável militar iraniano, citado pela televisão estatal.
De acordo com o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), Brad Cooper, helicópteros de ataque Apache e Seahawk visaram "seis barcos iranianos que representavam uma ameaça para a navegação comercial".
O responsável acrescentou que as forças americanas "neutralizaram eficazmente" todos os mísseis e drones disparados contra as suas unidades e contra navios civis na região.
As versões contraditórias surgem num contexto de escalada de tensão no golfo Pérsico, com ataques e operações militares a afetarem a segurança da navegação numa das principais rotas energéticas mundiais.
jps (Lusa)
Alemanha envia navio caça-minas ao Mediterrâneo
O caça‑minas FGS Fulda, da Marinha alemã, deixou o porto de Kiel, no norte da Alemanha, nesta segunda-feira (04/05) com destino ao Mediterrâneo.
A embarcação segue para um local de pré‑posicionamento avançado, para o caso de ser necessária em uma missão europeia destinada a garantir o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, após a eventual assinatura de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
A Embaixada da Alemanha nos EUA publicou um longo texto sobre o deslocamento da embarcação. Berlim busca apaziguar o presidente dos EUA, Donald Trump, após comentários do chanceler federal alemão Friedrich Merz sobre a guerra na semana passada, que levaram os EUA a retirar soldados americanos do país europeu.
Segundo a embaixada, o Fulda está sendo pré‑posicionado para poder chegar ao Golfo o mais rapidamente possível, caso seja convocado. O texto afirma que a Alemanha pode contribuir com capacidades navais de contramedidas contra minas, comando, logística e reconhecimento aéreo.
"Qualquer deslocamento exige três condições claras: um fim sustentável das hostilidades; um mandato sob o direito internacional; e autorização do Parlamento alemão (Bundestag)", afirmou a embaixada.
Outros meios navais alemães devem se juntar ao Fulda nas próximas semanas, acrescentou a representação diplomática.
gq (DW)
Trump insta Coreia do Sul a entrar na guerra
O presidente dos EUA, Donald Trump, instou a Coreia do Sul a se juntar ao conflito contra o Irã após o país asiático confirmar que teve um de seus navios mercantes atingido por uma explosão dentro do Estreito de Ormuz.
"O Irã deu alguns tiros contra nações não relacionadas no que diz respeito ao movimento de navios, o Projeto Liberdade, incluindo um navio de carga sul-coreano. Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão!", publicou Trump nas redes sociais nesta segunda-feira.
Segundo o ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, ninguém ficou ferido no incidente.
Mais cedo, a agência britânica de Operações Comerciais Marítimas (UKMTO, na sigla em inglês) relatou que dois navios foram atingidos ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, e a estatal petrolífera emiradense ADNOC disse que um de seus petroleiros vazios foi atacado por drones iranianos enquanto tentava atravessar.
O Irã voltou a disparar mísseis após os EUA anunciarem uma missão para liberar a navegação no Estreito de Ormuz.
gq (Reuters, AP)
Dois navios pegam fogo na costa dos EAU em meio a relatos de ataques iranianos
Dois navios pegaram fogo por causas desconhecidas na costa dos Emirados Árabes Unidos (EAU), em três incidentes deste tipo em menos de 24 horas no país do Golfo Pérsico, que relatou ataques iranianos pela primeira vez desde o início da trégua iniciada há quase um mês.
A agência britânica de Operações Comerciais Marítimas (UKMTO, na sigla em inglês) afirmou que houve um incêndio na casa de máquinas de um navio de carga que se encontra a 36 milhas náuticas (66 quilômetros) ao norte de Dubai.
"A causa do incêndio é desconhecida no momento", afirmou a entidade, que assinalou que "toda a tripulação encontra-se a salvo".
Por outro lado, a UKMTO disse ter recebido "informação" de outro incidente a 14 milhas náuticas (26 quilômetros) a oeste de Mina Saqr, localizada no emirado de Ras al Khaimah (costa oeste), sobre "um navio em chamas" e solicitou aos barcos nas proximidades que mantenham "uma distância segura".
Navio sul-coreano registra incêndio
A Coreia do Sul informou que um de seus navios, operado pela empresa HMM, estaria entre os atingidos por incêndios no Estreito de Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano disse que havia 24 tripulantes a bordo, mas que não houve feridos.
Segundo a pasta, o navio estava ancorado próximo aos Emirados Árabes Unido no momento do incêndio, o que sugere que era uma das embarcações que aguardavam ou esperavam autorização para atravessar a via marítima.
Isso ocorre pouco após o Ministério da Defesa dos Emirados afirmar ter interceptado sobre suas águas territoriais três mísseis de cruzeiro "procedentes do Irã", e também no mesmo dia em que Abu Dhabi denunciou um ataque "terrorista iraniano" com dois drones lançado nesta madrugada contra um navio-tanque pertencente à companhia estatal de petróleo dos Emirados, a ADNOC.
Esta é a primeira vez que os Emirados anunciam que estão respondendo a um ataque desde a entrada em vigor da trégua entre Estados Unidos e Irã em 8 de abril, um pacto que pôs fim aos ataques iranianos de retaliação pela guerra lançada por Washington e Tel Aviv em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
jps/gq (EFE/Reuters)
Preço do petróleo tem alta após incêndio em refinaria nos Emirados
O mercado de petróleo registra mais um dia de oscilações bruscas após relatos de ataques com drones nos Emirados Árabes Unidos.
O Brent ultrapassou os US$ 115 por barril pouco depois das 13h (horário de Brasília), após relatos de que o complexo petrolífero de Fujairah havia sido atacado, registrando alta de mais de 5% no dia.
Jps (ots)
Emirados Árabes Unidos afirmam ter interceptado mísseis disparados pelo Irã
Os Emirados Árabes Unidos afirmam ter interceptado nesta segunda-feira (04/05) três mísseis disparados do Irã sobre suas águas territoriais,
Um quarto teria caído no mar, informou o Ministério da Defesa do país do Golfo em uma publicação no Faceboo.
A notícia surge após autoridades dos Emirados Árabes Unidos terem relatado nesta segunda-feira um incêndio na Zona Industrial de Petróleo de Fujairah, em decorrência do que descreveram como um ataque com drones originado no Irã.
"Esses ataques constituem uma escalada perigosa e uma transgressão inaceitável", diz um comunicado do ministério.
Jps (ots)
Tráfego marítimo em Ormuz não reage após EUA anunciarem esforços de liberação
Não houve sinais de aumento no tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (04/05), um dia após o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos iniciariam esforços para liberar a navegação.
Apenas um navio-tanque entrou no Golfo de Omã, além de alguns cargueiros e uma embarcação de lançamento de cabos, segundo dados do site especializado MarineTraffic.
Por ora, predomina a falta de clareza sobre os procedimentos para uma passagem segura. A indústria naval não recebeu orientações sobre a operação dos EUA nem sobre seus objetivos, enquanto a situação geral de segurança permanecia inalterada, afirmou o Conselho Marítimo Báltico e Internacional (BIMCO, na sigla em inglês), entidade que fornece alertas de segurança ao setor.
"Sem o consentimento do Irã para permitir que navios comerciais transitem com segurança pelo Estreito de Ormuz, atualmente não está claro se a ameaça iraniana às embarcações pode ser reduzida ou neutralizada", disse Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da BIMCO.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pelos Estados Unidos, afirmou que o nível de ameaça à segurança marítima no estreito permanecia "crítico" e recomendou que os navegantes considerassem rotas pelas águas territoriais de Omã.
Já o Comando Central dos EUA disse que suas operações combinariam esforços diplomáticos com coordenação militar.
ht (Reuters)
Irã força recuo de navio de guerra dos EUA em Ormuz, diz mídia estatal
O Irã afirmou ter forçado um navio de guerra dos Estados Unidos a recuar no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (04/05). Um ataque de advertência teria sido realizado, de acordo com autoridades iranianas, o que o Comando Central dos EUA negou.
Segundo a mídia estatal, dois mísseis atingiram a embarcação perto da entrada sul à rota marítima, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Os Estados Unidos negaram que um dos seus navios de guerra tenha sido atingido. O Comando Central dos EUA disse que apoiava o "Projeto Liberdade" do presidente Donald Trump, cujo objetivo é guiar a saída de navios comerciais presos no Golfo durante a guerra contra o Irã.
Por ora, há poucos detalhes sobre o plano da Casa Branca para auxiliar estas embarcações e suas tripulações, que estão confinadas com recursos limitados, inclusive de alimentos. No domingo, Trump disse que aumentariam os esforços de liberação.
Em resposta, o Irã alertou petroleiros e navios comerciais a não fazerem nenhum movimento sem coordenação com suas forças armadas.
ht/cn (Reuters)
Irã estuda resposta dos EUA à sua proposta de 14 pontos para pôr fim à guerra
O Irãconfirmou neste domingo (03/05) que já recebeu, por meio do Paquistão, a resposta dos Estados Unidos sobre a proposta iraniana de 14 pontos destinada a pôr fim à guerra, e assegurou que analisa o conteúdo antes de emitir uma resposta oficial.
"A posição dos Estados Unidos sobre a proposta de Teerã chegou ao Irã através do Paquistão", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, à emissora de televisão estatal.
O diplomata explicou que a postura americana "está sendo avaliada" e que, uma vez concluída a análise, o Irã apresentará sua resposta.
Baghaei insistiu que a proposta iraniana “está focada exclusivamente em pôr fim à guerra" e sublinhou que os assuntos relacionados ao programa nuclear não têm absolutamente nenhum lugar" nesse plano.
"O plano do Irã está condicionado exclusivamente ao fim da guerra. Nesta fase, não mantemos negociações nucleares", acrescentou.
O porta-voz da diplomacia iraniana também negou que o Irã tenha dado um prazo de 30 dias aos EUA para encerrar a guerra.
"O prazo de 30 dias é para estabelecer a maneira como o acordo de paz deve ser implementado", explicou.
Segundo informações divulgadas ontem à noite pela agência de notícias Tasnim, o Irã apresentou, através do Paquistão, um plano de 14 pontos centrado no fim definitivo da guerra.
Entre os pontos incluídos na proposta iraniana figuram garantias de não agressão militar, a retirada de forças americanas do entorno do Irã, o levantamento do bloqueio naval, a liberação de ativos iranianos congelados, o pagamento de indenizações, a suspensão de sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, assim como um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem à noite que revisaria "em breve" o plano enviado pelo Irã, embora tenha antecipado que "não pode imaginar que seja aceitável".
Horas depois, veículos vinculados à Guarda Revolucionária iraniana afirmaram que Trump está diante de uma escolha limitada entre uma operação militar "impossível" ou alcançar um “acordo ruim” com o Irã.
Irã e Estados Unidos realizaram uma reunião de alto nível em Islamabad nos últimos dias 11 e 12 de abril, mas não alcançaram um acordo para encerrar o conflito e, desde então, não houve consenso para retomar as conversas. No entanto, ambas as partes prosseguiram com a troca de mensagens.
JPS (EFE)
Ataque a navio que passava por Ormuz não deixa feridos, diz portal de segurança marítima
Várias pequenas embarcações atacaram um navio graneleiro que navegava em direção ao norte do Estreito de Ormuz, segundo relatou neste domingo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), sem deixar nenhum ferido na tripulação ou causar danos ambientais.
"O capitão de um navio graneleiro que navegava para o norte informou ter sido atacado por várias embarcações pequenas. Toda a tripulação está a salvo e não foram reportados impactos ambientais", escreveu o UKMTO em sua página na internet.
O incidente ocorreu quando a embarcação se encontrava a 20 quilômetros da cidade de Sirik, no sudoeste do Irã.
O UKMTO, autoridade no setor de segurança marítima que informa sobre incidentes no mar, recebeu desde o dia 28 de fevereiro até ontem, 2 de maio, 41 relatórios de incidentes afetando navios que operam no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã.
Após três semanas de cessar-fogo na guerra do Irã, tanto esse país quanto os Estados Unidos seguem mantendo um bloqueio seletivo do estreito, uma via estratégica para o tráfego de petróleo, gás e outras matérias-primas essenciais para a economia mundial.
Precisamente hoje, um "superpetroleiro" iraniano com mais de 1,9 milhão de barris de petróleo bruto a bordo, avaliados em cerca de US$ 220 milhões, conseguiu evadir o bloqueio dos Estados Unidos sobre o estreito, segundo divulgou o portal especializado TankerTrackers.
Enquanto isso, as conversas para alcançar um acordo de abertura da zona permanecem estagnadas e hoje o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, instou seu homólogo do Irã, Abbas Araghchi, a reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz.
jps (EFE)












