- Navio ancorado nos EAU foi apreendido, diz Reino Unido
- Irã autoriza passagem de navios chineses em Ormuz
- Trump e Xi concordam que Ormuz deve permanecer aberto, diz Casa Branca
- Bloqueio do regime iraniano sobre internet completa mais de 70 dias
- Irã ameaça enriquecer urânio a 90% caso EUA voltem a atacar
- Pentágono diz que guerra já custou US$ 29 bilhões aos EUA
- Israel continua a lançar ataques mortíferos no Líbano, mesmo sob cessar-fogo
- Trump rejeita resposta iraniana a plano de paz
- Piratas somalis ressurgem após guerra no Irã desviar navios
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual
conflito no Oriente Médio:
Navio ancorado nos EAU foi apreendido, diz Reino Unido
Um navio ancorado ao largo da costa leste dos Emirados Árabes Unidos foi apreendido e segue em direção às águas iranianas, informou nesta quinta‑feira (14/05) o Exército do Reino Unido.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) disse ter recebido relatos de que a embarcação foi tomada por pessoas não autorizadas enquanto estava ancorada a 70 quilômetros a nordeste do porto de Fujairah, nos EAU, próximo ao Estreito de Ormuz. .
Fujairah é um importante terminal de exportação de petróleo e o principal porto dos EAU fora do Golfo Pérsico. A região tem sido repetidamente atacada durante a guerra com o Irã. Ainda não está clara a bandeira da embarcação.
Tensão com EAU escala
A apreensão ocorreu enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunia com o líder chinês, Xi Jinping, durante uma visita a Pequim.
O incidente também acontece horas depois de Israel afirmar que o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu havia visitado secretamente os EAU no auge da guerra com o Irã. O governo emiradense, porém, negou que a visita secreta tenha ocorrido.
O país do Golfo normalizou relações com Israel em 2020. O Irã criticou esse acordo e, ao longo dos anos, sugeriu repetidamente que Israel mantém presença militar e de inteligência nos EAU.
Também nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou os Emirados Árabes Unidos de desempenharem um papel ativo na guerra dos EUA e de Israel contra seu país.
"Os Emirados Árabes Unidos são um parceiro ativo nessa agressão, e não há nenhuma dúvida sobre isso", disse Araghchi em uma publicação no Telegram, enquanto participava de uma cúpula do Brics na Índia.
gq (AP, AFP)
Trump e Xi concordam que Estreito de Ormuz "deve permanecer aberto"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping concordaram nesta quinta-feira (14/05) que o Estreito de Ormuz "deve permanecer aberto", informou a Casa Branca após a reunião dos dois líderes em Pequim.
O Irã tem bloqueado em grande parte a navegação pela via marítima, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural do mundo, desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
"As duas partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para apoiar o livre fluxo de energia", afirmou a Casa Branca.
De acordo com a Casa Branca, Xi manifestou interesse em comprar mais petróleo americano para reduzir, no futuro, sua dependência em relação ao estreito.
O comunicado divulgado por Pequim sobre o encontro, porém, não mencionou qualquer interesse desse tipo.
Irã permite passagem de navios chineses
Pouco depois da informação divulgada pela Casa Branca o Irã começou a permitir que alguns navios chineses transitem pelo Estreito de Ormuz após um entendimento sobre os protocolos iranianos de gestão da via marítima, informou nesta quinta-feira a agência de notícias iraniana Fars.
A China é diretamente afetada pelo fluxo no Estreito de Ormuz. Mais da metade do petróleo bruto importado por via marítima por Pequim vem do Oriente Médio e transita principalmente pelo estreito, segundo a empresa de análise marítima Kpler.
gq (AFP)
Emirados Árabes Unidos negam visita de Netanyahu durante auge da guerra
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) negaram nesta quinta-feira (14/05) relatos de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenha visitado secretamente o país após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã.
O próprio gabinete de Netanyahu afirmara na quarta-feira que ele havia visitado os EAU durante as atuais hostilidades com o Irã e que teria sido recebido pelo presidente Mohamed bin Zayed. O governo israelense afirmou que a passagem "levou a um avanço histórico nas relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos".
O Ministério das Relações Exteriores dos EAU, porém, rejeitou a afirmação israelense em um comunicado publicado nesta quinta-feira, negando também que qualquer delegação militar tenha sido recebida.
Segundo a pasta, "quaisquer alegações sobre visitas não anunciadas ou acordos não divulgados são totalmente infundadas, a menos que sejam oficialmente anunciadas pelas autoridades competentes dos EAU".
O ministério acrescentou que as relações com Israel operam no âmbito dos Acordos de Abraão de 2020 e não se baseiam em entendimentos informais ou opacos. O pacto celebrado há seis anos normalizou relações entre Israel e vários Estados árabes, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão.
Irã diz que cooperação é "imperdoável"
O Irã criticou duramente a suposta visita. A emissora estatal IRIB informou que Teerã havia sido informada pelo chanceler Abbas Araghchi sobre a viagem "no auge do confronto militar".
Araghchi, que está atualmente na Índia, descreveu a cooperação entre os Emirados Árabes Unidos e Israel como "imperdoável".
gq (DPA)
Produção da Opep cai quase 34% devido à guerra no Irã e ao fechamento de Ormuz
A produção petrolífera da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), atingida pela guerra no Irã e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, continuou caindo até atingir em abril a média de 18,98 milhões de barris por dia (mbd), quase 34% a menos do que o bombeamento de fevereiro.
A perda acumulada pelo grupo de 12 países desde o início da guerra, no último dia 28 de fevereiro, é de 9,67 mbd, segundo os números publicados nesta quarta-feira pela Opep em seu relatório mensal, calculados por vários institutos independentes.
Trata-se de um colapso recorde do bombeamento conjunto, superior ao corte histórico implementado voluntariamente pela organização há seis anos para conter a queda dos preços do petróleo causada pela crise da pandemia de covid-19.
Com um recuo de quase um milhão de barris/dia entre março e abril, a produção saudita ficou em 6,77 mbd, 33% abaixo do nível de fevereiro (10,11 mbd).
Proporcionalmente, são ainda muito maiores as perdas sofridas por Kuwait e Iraque, cujas extrações foram reduzidas em quase 77% e 67%, respectivamente, ao passarem de 2,58 mbd para 0,6 mbd, e de 4,18 mbd para 1,38 mbd.
Os barris iranianos também continuaram baixando, totalizando 2,85 mbd no mês passado, frente aos 3,24 mbd de fevereiro, segundo o relatório.
Em contrapartida, os Emirados Árabes Unidos recuperaram parte do terreno perdido em março, com uma subida moderada de 0,13 mbd (até 2,02 mbd) no que foi o seu último mês como país membro da Opep, já que em 1º de maio se retiraram da organização com sede em Viena.
No entanto, continuam acumulando uma queda de mais de 40% em relação aos 3,4 mbd que produziram antes da guerra.
São também modestos os aumentos de outros sócios, como Líbia (+0,55 mbd), Venezuela (+0,46 mbd), Nigéria (+0,13 mbd) e Argélia (+0,9 mbd), de forma que estão longe de poder compensar o colapso histórico do bombeamento total.
Quanto aos dez petroestados independentes aliados da Opep, a Rússia, que os lidera, também viu seus suprimentos caírem em abril, possivelmente devido aos ataques ucranianos às suas instalações petrolíferas, embora o recuo de 0,10 mbd tenha sido compensado pelo incremento do Cazaquistão (+0,11 mbd).
No total, a aliança Opep+ (Opep e seus aliados) bombeou em abril 33,19 mbd, quase 10% a menos que em fevereiro.
Nesta situação, o grupo está longe de aplicar os aumentos de produção pactuados para entrar em vigor em abril e maio, de 0,20 mbd cada um, nem se vislumbra que possam incrementar outros 0,18 mbd em junho, conforme estabelecido, pelo menos enquanto não se normalizar o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, via pela qual habitualmente circula 20% do petróleo comercializado no mundo.
jps (EFE,)
Irã liberta advogada e ativista Nasrin Sotoudeh sob fiança
A advogada iraniana e defensora dos direitos humanos Nasrin Sotoudeh foi libertada após o pagamento de fiança, após ter sido detida no início de abril por conceder uma entrevista a um veículo de comunicação da oposição.
“A mamãe foi libertada temporariamente sob fiança há algumas horas”, informou no Instagram a filha da ativista, Mehraveh Khandan.
Khandan não deu mais informações sobre a libertação ou o motivo da prisão em 2 de abril, que ocorreu dias após a ativista conceder uma entrevista ao "Iranwire", um veículo de oposição com sede nos Estados Unidos, na qual criticou a República Islâmica.
A advogada, de 63 anos, já passou longos períodos atrás das grades por acusações como "propaganda contra o sistema", entre outras, por defender mulheres presas por tirarem publicamente o véu e opositores da República Islâmica do Irã.
Em 2012, foi reconhecida com o Prêmio Sakharov, concedido pelo Parlamento Europeu por seu trabalho em defesa dos direitos humanos.
Seu marido, Reza Khandan, está na prisão cumprindo pena por seu ativismo.
Desde o início da guerra lançada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, o Irã prendeu ao menos 4 mil pessoas por motivos políticos ou de segurança nacional, segundo o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
Há dois dias, as autoridades iranianas suspenderam temporariamente as sentenças de prisão da vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, devido ao seu mau estado de saúde. Ela foi transferida para um hospital em Teerã após semanas de pressões internacionais para que recebesse os cuidados médicos.
jps (EFE, ots)
Netanyahu fez viagem secreta aos Emirados Árabes Unidos durante auge da guerra com Irã
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou secretamente os Emirados Árabes Unidos em março, no auge do conflito do Irã, e se reuniu com o líder do país árabe, o xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan, confirmou nesta quarta-feira (13/05) em comunicado o gabinete do governante israelense.
"Esta visita propiciou um avanço histórico nas relações entre Israel e Emirados Árabes Unidos", apontou o texto. Os dois líderes reuniram-se por várias horas em Al Ain, uma cidade-oásis na fronteira com Omã, em 26 de março, antes do cessar-fogo de 8 de abril, informou a a agência Reuters.
Uma fonte disse à agência de notícias que o diretor do Mossad, David Barnea, também realizou pelo menos duas visitas aos Emirados Árabes Unidos durante a guerra com o Irã para coordenar ações militares. A visita do chefe da inteligência foi noticiada primeiramente pelo Wall Street Journal.
Os Emirados Árabes Unidos foram, em 2020, o primeiro país árabe a aderir aos Acordos de Abraão a fim de normalizar as relações com Israel.
Depois de Emirados, Bahrein, Sudão e Marrocos também assinaram estes acordos de normalização diplomática — mediados pelos Estados Unidos.
Durante a guerra de EUA e Israel contra o Irã, os Emirados Árabes Unidos interceptaram cerca de 550 mísseis balísticos, 29 mísseis de cruzeiro e 2.260 drones lançados pela República Islâmica em represália pelas agressões contra o seu território, segundo o Ministério da Defesa do país.
Recentemente, o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, confirmou que Israel enviou uma bateria do sistema de defesa antiaérea, conhecido como Domo de Ferro, aos Emirados para que pudessem se defender dos ataques do Irã.
jps (EFE, ots)
Irã: controle de Ormuz poderia dobrar receitas com petróleo
O Irã acredita que pode usar seu controle sobre o Estreito de Ormuz para obter ganhos econômicos e geopolíticos significativos, à medida que a crise no Oriente Médio continua.
Em tempos de paz, essa importante via navegável responde por cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito, além de outras commodities importantes. Mas Teerã bloqueou em grande parte a navegação pelo estreito desde que os Estados Unidos e Israel começaram a lançar ataques aéreos em 28 de fevereiro.
"Nossa supervisão do Estreito de Ormuz gerará receitas econômicas significativas para o nosso país – potencialmente até dobrando nossa renda com petróleo – e fortalecerá nossa influência no cenário internacional", afirmou o porta-voz militar Mohammad Akraminia, citado pela agência de notícias iraniana Isna.
Os Estados Unidos, que impuseram seu próprio bloqueio naval aos portos iranianos, alegam ter degradado severamente as capacidades militares do Irã e destruído efetivamente sua marinha.
Akraminia, no entanto; afirmou que a parte ocidental do Estreito de Ormuz permanece sob o controle da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), enquanto a parte oriental é controlada pela Marinha iraniana.
Teerã finaliza plano para adminsitrar Ormuz
Nesta quarta-feira (13/05), Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, disse que um plano para administrar a hidrovia já havia sido finalizado.
"A República Islâmica do Irã pretende usar essa posição estratégica como alavanca de poder por meio da gestão estratégica do Estreito de Ormuz", afirmou, segundo a televisão estatal.
No mês passado, o vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamidreza Hajibabaei, disse que Teerã havia recebido suas primeiras receitas com os pedágios cobrados das embarcações que atravessam o estreito.
rc (DW)
Irã entra no 75º dia de bloqueio de internet, o mais longo já registrado
O bloqueio que as autoridades iranianas mantêm sobre o acesso à internet global entra nesta quarta-feira em seu 75º dia e já é o mais longo deste tipo de que se tem registro, superando os 72 dias da restrição imposta pelas autoridades de Mianmar durante o golpe de Estado de fevereiro de 2021, segundo informou a organização NetBlocks, que monitora o tráfego e a censura na rede.
O diretor da NetBlocks, Alp Toker, afirmou à Agência EFE que "o apagão do Irã é o apagão nacional mais longo já registrado e o mais extenso deste tipo em uma sociedade conectada digitalmente", superando Mianmar e, há várias semanas, o Sudão.
De acordo com os registros da organização, os apagões mais longos após o do Irã e de Mianmar ocorreram no Sudão em junho de 2019 (36 dias) e em outubro de 2021 (25 dias), enquanto o quinto em duração também foi aplicado pelo Irã durante os protestos de janeiro, quando a internet foi desconectada por 20 dias.
A NetBlocks também possui registros de outros incidentes em locais onde o acesso à internet não estava disponível de forma generalizada, como na Coreia do Norte ou na Líbia.
"Esta censura digital provocou especulação e uma deterioração da segurança digital, uma vez que os planos de internet 'Pro' apoiados pelo governo e as listas brancas seletivas estão resultando em vigilância, corrupção e golpes", assinalou a organização ao referir-se ao apagão no Irã.
A república islâmica optou por um acesso à internet por níveis, passando de um direito público para um serviço limitado e dispendioso, em um modelo que alguns meios de comunicação já descrevem como "internet por classes".
Sob o nome de internet Pro, as autoridades implementaram um sistema aprovado em instâncias superiores ao governo, como o Conselho Supremo de Segurança Nacional, cuja execução foi encarregada ao Centro Nacional do Ciberespaço.
O resultado, segundo o jornal Shargh, é um esquema de acesso desigual não apenas entre quem tem conexão e quem não tem, mas também entre os próprios beneficiários.
O próprio governo iraniano criticou "qualquer forma de restrição ou discriminação" no acesso à rede, embora tais decisões estejam vinculadas a órgãos relacionados à segurança nacional.
A discriminação já existia previamente, pois alguns usuários, especialmente altos cargos políticos, contam com o que se conhece como "cartões brancos" - chips com acesso à internet sem censura que, mesmo em tempos de corte nas conexões, continuam funcionando, o que gera forte indignação entre a população.
jps (EFE)
Irã executa mais um prisioneiro condenado
As autoridades do Irã executaram nesta quarta-feira um prisioneiro condenado por supostamente colaborar com o Mossad, o serviço de inteligência de Israel, em meio a uma onda de enforcamentos na república islâmica.
"Ehsan Afrasht foi enforcado por espionagem a favor do regime sionista, por manter contato e colaborar com agentes do serviço de inteligência Mossad", informou a Mizan, agência de notícias vinculada ao Judiciário iraniano.
Segundo o relato da agência oficial, Afrasht recebeu treinamento do Mossad, espionou para o serviço israelense fingindo ser taxista e, mais tarde, trabalhou para uma empresa afiliada ao Exército iraniano para compartilhar informações com Tel Aviv.
O Irã acelerou as execuções desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, no último dia 28 de fevereiro, especialmente de réus condenados por supostos laços com Israel ou manifestantes que participaram dos protestos de janeiro.
Na segunda-feira, as autoridades do Irã executaram Erfan Shakourzadeh por supostamente atuar como espião da CIA (agência de inteligência dos EUA) e do Mossad e, na primeira semana de maio, pelo menos outros cinco prisioneiros foram enforcados pelo mesmo motivo.
De acordo com o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, 21 pessoas foram executadas e mais de 4.000 foram detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde o início do conflito bélico.
O Irã é um dos países com o maior número de execuções no mundo e, em 2025, enforcou 1.639 pessoas, um aumento de 68% em relação ao ano anterior - a cifra mais elevada desde 1989, segundo o relatório anual das ONGs Iran Human Rights (IHRNGO) e Ensemble contre la Peine de Mort (ECPM).
jps (EFE)
Envios de petróleo da ilha iraniana de Kharg sofrem a maior paralisação desde o início da guerra
Os envios de petróleo da ilha iraniana de Kharg, principal terminal exportador do país, parecem estar paralisados há vários dias consecutivos, segundo imagens de satélite compiladas pela rede Bloomberg, no que representa a interrupção mais prolongada detectada desde o início da guerra.
As imagens de satélite coletadas pela agência mostram que não havia petroleiros oceânicos atracados no terminal nos dias 8, 9 e 11 de maio. Embora desde o começo do conflito já tivessem sido registrados dias isolados sem navios nos cais, nunca se havia observado um período tão prolongado sem atividade de carga.
O Irã havia mantido as operações em Kharg durante o conflito e continuou carregando petróleo em navios utilizados posteriormente como armazenamento flutuante, depois que a Marinha americana bloqueou a saída de embarcações do Golfo Pérsico.
A Bloomberg aponta que uma paralisação prolongada do terminal aumentaria ainda mais a pressão sobre as instalações de armazenamento restantes do país, que, segundo as imagens citadas, estão cada vez mais cheias. Se a capacidade for esgotada, Teerã poderá se ver obrigada a aplicar novos cortes de produção, depois de já ter reduzido parte do seu bombeamento.
O jornal The New York Times relatou previamente um vazamento de 3 mil barris na instalação a partir de uma imagem feita no dia 6 de maio, o que poderia ter afetado os carregamentos. O Irã negou a existência do vazamento e as imagens posteriores não mostram sinais evidentes de derramamento.
As fotografias tiradas em 11 de maio pelo satélite Sentinel 2 da União Europeia mostram que todos os pontos de atracação de Kharg estão vazios. Outras imagens captadas dois e três dias antes também não registram petroleiros no terminal.
Desde o início dos ataques lançados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, apenas duas imagens anteriores haviam mostrado o terminal sem navios atracados: uma no início de março e outra em meados de abril.
Diante da impossibilidade de deixar o Golfo Pérsico sem risco de apreensão ou ataque por parte da Marinha americana desde meados de abril, vários petroleiros iranianos estão sendo utilizados como armazenamento flutuante.
Segundo Bloomberg, o número de grandes petroleiros ancorados a leste de Kharg aumentou de três embarcações, em 11 de abril, para ao menos 18 navios de diferentes tamanhos em 11 de maio. Outras embarcações se concentram em frente ao porto iraniano de Chabahar, perto da fronteira com o Paquistão.
jps (EFE)
Ataques israelenses a veículos perto de Beirute deixam 8 mortos, dois deles crianças
Pelo menos oito pessoas morreram nesta quarta-feira, entre elas duas crianças, em vários ataques lançados por Israel contra veículos na estrada que liga o sul do Líbano a Beirute, a uma distância de entre 20 e 30 quilômetros ao sul da capital.
"Os três ataques realizados pelo inimigo israelense na rodovia costeira Sidon-Sul, especificamente em Barja, Jiyeh e Saadiyat, causaram oito mortos, incluindo duas crianças", informou o Centro de Operações de Emergência do Líbano em um comunicado.
Por sua vez, a agência de notícias libanesa ANN relatou que todos os bombardeios tiveram como alvo veículos que circulavam pela zona, e divulgou fotografias de dois dos carros destruídos e em chamas após serem atingidos pelos mísseis.
As áreas onde os veículos foram bombardeados situam-se a distâncias de entre 20 quilômetros de Beirute, no caso de Saadiyat, a mais próxima, e cerca de 30 quilômetros, no caso de Jiyeh e da rotatória de Barja.
Israel continua a bombardear o território libanês apesar da entrada em vigor de um cessar-fogo há quase um mês, mas as suas ações costumam concentrar-se no sul do país e apenas neste fim de semana tinha ocorrido uma ação semelhante na estrada que leva à capital.
Também na semana passada, o Estado judeu atacou pela primeira vez durante a trégua os subúrbios meridionais de Beirute conhecidos como Dahye, onde afirmou ter tido como alvo o comandante do corpo de elite do grupo xiita Hezbollah, as Forças Radwan.
Nesta terça-feira, o ministro da Saúde Pública do Líbano, Rakan Nasreddine, afirmou que 380 pessoas foram mortas e outras 1.122 ficaram feridas em ataques israelenses perpetrados após a implementação da cessação das hostilidades, em meados de abril.
jps (EFE)
Trump diz que situação no Irã está "sob controle" e que não precisa pedir ajuda a Xi
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que não precisa pedir ajuda para resolver a guerra do Irã ao líder da China, Xi Jinping, com quem se reunirá nesta semana em Pequim, já que considera que o conflito com a república islâmica "está sob controle".
"Temos muitas coisas para discutir. Para ser franco, não diria que o Irã seja uma delas, porque temos o Irã muito sob controle. Ou chegaremos a um acordo ou (os iranianos) serão dizimados. De uma forma ou de outra, vamos vencer", disse Trump a jornalistas no lado de fora da Casa Branca antes de viajar para a China, onde ficará até sexta-feira.
O presidente americano classificou sua relação com Xi como "imensa" e reiterou que espera que o encontro seja "magnífico".
"Sempre nos demos bem, estamos indo muito bem com a China, e trabalhar com eles tem sido muito positivo. Por isso, esperamos com entusiasmo essa reunião. Como sabem, o presidente Xi virá aqui no final do ano, o que também será muito emocionante", declarou.
Quanto à situação no Irã, Trump insistiu que não precisa de nenhuma ajuda e que as capacidades militares de Teerã "foram dizimadas", apesar da incerteza em relação às negociações de paz depois que ele considerou "totalmente inaceitável" a resposta do Irã à proposta americana.
No entanto, Trump pediu em outras ocasiões à China, maior parceiro comercial do Irã, que convença o país a reabrir o estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 45% das importações de gás e petróleo chinesas.
Na semana passada, ele disse que conversará com Xi sobre o assunto e que o líder chinês tem sido "muito gentil" em relação ao conflito, levando em conta que Pequim importa do golfo Pérsico a maioria dos hidrocarbonetos que consome.
Além disso, Trump confirmou na segunda-feira que vai abordar o apoio histórico de Washington a Taiwan e o fornecimento de armamentos para a ilha, que Pequim considera uma província rebelde e já ameaçou ocupá-la militarmente.
A visita de Trump à China, a primeira em mais de oito anos, estava prevista para março, mas foi adiada devido à guerra que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã
jps (EFE)
Trump diz que não precisa da Otan para lidar com o Irã e critica aliados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que não precisa da ajuda da Otan para lidar com o Irã, porque Washington já venceu militarmente a República Islâmica, e reiterou suas críticas pela falta de apoio dos aliados na guerra.
"A Otan me decepcionou profundamente. A Otan não esteve presente quando precisamos dela. Não precisamos da Otan, mas, se precisássemos, simplesmente não estaria lá", disse Trump à imprensa na Casa Branca antes de viajar a Pequim para se reunir com o seu homólogo chinês, Xi Jinping.
Trump repetiu que não precisarão de "nenhuma ajuda" de seus parceiros no Irã. "Venceremos de uma forma ou de outra. Venceremos pela via pacífica ou de qualquer outro modo", acrescentou.
O mandatário americano tem criticado repetidamente os países-membros da Otan por não atenderem ao chamado dos EUA, que, junto a Israel, iniciaram a guerra contra o Irã no último dia 28 de fevereiro, sem consultar ou avisar previamente seus parceiros.
Em resposta aos comentários do chanceler alemão, Friedrich Merz, de que Washington havia sido "humilhado" por Teerã nas negociações de paz, Trump ordenou o início da retirada de cerca de 5 mil militares americanos da Alemanha, número que pode ser ampliado.
Ele também recriminou em mais de uma ocasião a decisão da Espanha de não autorizar o uso das bases de Morón e Rota nas operações militares dos EUA e chegou a ameaçar cortar todo o comércio com Madri e impor um embargo comercial ao país.
O presidente americano disse hoje que não tem pressa em fechar um acordo de paz com Teerã que não cumpra os objetivos da guerra, já que o bloqueio naval às costas e portos iranianos lhes dá vantagem no diálogo.
A trégua na guerra contra o Irã encontra-se em seu momento mais frágil depois que o próprio Trump classificou como "totalmente inaceitável" a resposta iraniana à proposta de paz de Washington, cujos detalhes ainda são desconhecidos.
jps (EFE)
Ministro iraniano participará de reunião do Brics na Índia
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, participará da reunião de chanceleres do grupo Brics na Índia na quinta e sexta-feira, no primeiro encontro presencial de alto nível do bloco entre Teerã e alguns de seus vizinhos após o início da guerra contra Estados Unidos e Israel.
"O ministro das Relações Exteriores do Irã @araghchi viajará a Nova Délhi para participar da reunião de ministros das Relações Exteriores do BRICS", informou o governo iraniano.
Teerã indicou que está previsto que Araghchi se reúna com seu homólogo indiano, S. Jaishankar, e outros chanceleres para "debater a estabilidade regional, a cooperação multilateral e a resiliência econômica".
Participarão do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e seus homólogos da Rússia, Sergey Lavrov,; do Egito, Badr Abdelatty; da África do Sul, Ronald Lamola; e, pela primeira vez desde sua incorporação, da Indonésia, Sugiono.
Também está prevista a presença de altos representantes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, países que o Irã atacou durante a guerra contra EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, se ausentará das sessões devido à coincidência de datas com a cúpula bilateral entre o presidente de seu país, Xi Jinping, e o americano, Donald Trump, em Pequim.
As divergências entre Teerã e Abu Dhabi sobre o conflito no Oriente Médio já haviam bloqueado o consenso na reunião preparatória de vice-ministros e enviados especiais em 26 de abril, que terminou sem uma declaração conjunta.
O encontro desta semana, que se estenderá até sexta-feira, estabelecerá as bases técnicas da próxima Cúpula de Líderes dos BRICS, que será sediada em Nova Délhi em setembro.
jps (EFE)
Secretário de Guerra de Trump evita confirmar se EUA intensificarão conflito no Irã
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, evitou detalhar os planos militares para o conflito no Irã durante duas audiências realizadas nesta terça-feira na Câmara dos Representantes e no Senado, em um momento em que o cessar-fogo parece estar em seu momento mais frágil.
"Temos um plano para intensificar as medidas, se for necessário. Temos um plano para reverter a situação, se for necessário. Temos um plano para realocar recursos", declarou Hegseth.
Apesar de a representante democrata de Minnesota, Betty McCollum, ter questionado o secretário com insistência para que fornecesse detalhes sobre os planos do Exército americano, este comentou que não revelaria publicamente os próximos passos.
Hegseth também não esclareceu se o cessar-fogo com o Irã está mantido, apesar da troca de tiros entre iranianos e americanos nos últimos dias.
"Como sabem, na maioria dos casos, um cessar-fogo significa que os disparos cessam", limitou-se a dizer.
Outro assunto tratado nas audiências no Capitólio foi a redução das reservas de armamento do Exército dos Estados Unidos, uma preocupação que Hegseth classificou como "exagerada", afirmando que o país conta com mais reservas do que o necessário.
"Não concordo com a afirmação de que as munições estão se esgotando. Isso não é verdade", afirmou o secretário de Guerra americano.
Sobre a mesma questão, que tem ocupado parte do debate público nos Estados Unidos pelo temor de o país ficar desprotegido frente à China ou à Rússia, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, também se pronunciou para tentar dissipar os receios.
"Temos munições suficientes para as tarefas que nos foram incumbidas neste momento", garantiu Caine.
Durante as sessões desta terça-feira, o tom de Hegseth foi mais moderado do que o adotado no mês passado no Capitólio, quando atacou os legisladores, chamando-os de "maior adversário" dos Estados Unidos por suas resistências em relação à guerra no Irã.
jps (EFE)











