As programações da Flip 2026 começam nesta quarta-feira (22) e vão até o domingo (26). A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty promove 21 mesas como parte da programação oficial, e mais uma centena
de eventos nas casas parceiras, entre debates, lançamentos, sessões de autógrafos e mais.
A programação da Flip inclui o evento principal, a Flip+ – concebida e organizada pela Flip em parceria com outras instituições –, o Programa de Casas Parceiras – com eventos independentes – e a Praça Aberta.
Em meio a tantas opções, a Bravo! fez uma seleção de 7 programações do evento literário para quem vai aproveitar um ou mais dias direto de Paraty, ou mesmo ficar de olho à distância – as mesas são transmitidas no YouTube da Flip. Confira.
Neste link você as informações imprescindíveis para aproveitar a Flip 2026. A programação completa da Flip 2026 está em flip.org.br.
Carla Madeira e Valter Hugo Mãe – qui. (23), às 10h, Casa da Arquitetura
Em um encontro raro entre duas das vozes mais marcantes da literatura em língua portuguesa, Valter Hugo Mãe e Carla Madeira conversam sobre o tempo em que vivemos, as transformações do mundo contemporâneo e o lugar da literatura perante as inquietações do século XXI.
A conversa propõe um olhar íntimo e profundo a respeito da condição humana, cruzando diferentes experiências, geografias e sensibilidades literárias.
Amyr Klink e a equipe do filme de 100 dias – qui (23), às 17h, Casa da Cultura
A Flip+ traz a programação “100 dias: entre o livro e o filme – os caminhos para transformar um clássico da literatura brasileira em experiência cinematográfica”. Com o autor e velejador Amyr Klink, ao lado do diretor Carlos Saldanha, do ator Filipe Bragança – que dará vida a Klink nos cinemas –, a roteirista Elena Soarez e Thais Tavares.
Eles conversam sobre a adaptação de Cem dias entre céu e mar para o cinema, compartilhando as escolhas narrativas e criativas que conduziram a obra das páginas para as telas. Tem mediação de Marcelo Tas.. Confira tudo sobre o filme aqui.
Nathacha Appanah e Bethânia Pires Amaro – sex (24), às 17h, Auditório da Matriz
A franco-mauriciana Nathacha Appanah, ganhadora do Femina 2025 com um dos romances de maior repercussão no ano passado na França, conversa com a brasileira Bethânia Pires Amaro, que recebeu o Jabuti (Contos) em 2024.
Com mediação de Gabriela Longman, conversam sobre seus livros que têm protagonistas mulheres. Em comum, eles revelam inúmeras formas de violência a que são submetidas suas personagens.
Natalia Timerman e Tati Bernardi – sáb (25), às 14h30, Flip+Motiva
Existem limites éticos para ficcionalizar histórias reais? Escritoras conhecidas no campo da autoficção, Natalia Timerman e Tati Bernardi falam de seus livros mais recentes, respectivamente, “Antes que apague” e “A boba da corte”, e refletem sobre a dor e a delícia de falar de si mesmas – e sobre quem está por perto, com mediação de Nanni Rios.
Hisham Matar e Milton Hatoum – sáb (25), às 17h, Auditório da Matriz
No sábado (25), às 17h, o líbio-americano Hisham Matar encontra o amazonense Milton Hatoum, imortal da ABL, no Auditório da Matriz, para a Mesa 17 – não mais sabemos do barco, mas há sempre um náufrago, do programa principal, com mediação de Paulo Roberto Pires.
O foco da conversa serão as histórias de famílias que têm seu destino determinado por governos autoritários. Matar tinha 19 anos quando seu pai foi sequestrado pelo governo do ditador líbio Muammar Gaddafi e nunca mais reapareceu. Hatoum, em sua recente trilogia, narra o desaparecimento de uma mãe ocorrido durante a ditadura militar brasileira.
Zadie Smith – sáb (25), às 19h, Auditório da Matriz
A escritora britânica Zadie Smith é uma das sensações da Flip 2026. Ela faz uma mesa solo no sábado, às 19h, com mediação de Juliana Borges, no Auditório da Matriz.
Zadie responderá questões sobre sua obra, a construção fina e arguta de cada um de seus livros, e discutirá temas presentes em seus romances como colonialismo, imigração e racismo.
Jamil Chade e Milly Lacombe – dom (26), às 12h, Casa da Cultura
Com a Copa do Mundo 2026 ainda ecoando e diante da preparação do Brasil para receber o Mundial Feminino em 2027, os dois autores lançam um debate sobre o papel do futebol na construção da identidade e do afeto e sobre sua transformação em um espelho da economia global.













