O mês de junho já começou e com ele novos lançamentos no meio literário. O período traz novos textos de autores consagrados como o japonês Haruki Murakami e a argentina Mariana Enriquez.
Há ainda lançamento
brasileiro de best seller do New York Times e novas edições de clássicos. Confira 5 indicações de Bravo! entre os livros lançados em junho de 2026.
Um lugar ensolarado para gente sombria (Intrínseca, 2026), de Mariana Enriquez
Chegou às livrarias nesta semana o novo livro de Mariana Enriquez. Autora de As coisas que perdemos no fogo (2018), a argentina é uma figura proeminente e inovadora do gênero do terror.
Em Um lugar ensolarado para gente sombria, Enriquez retorna aos contos após o premiado Nossa parte de noite (2021). No novo livro, monstros emergem sem aviso nas realidades mais corriqueiras, em grandes cidades ou pequenas vilas remotas. O primeiro conto, Meus mortos tristes, é inspiração para a minissérie de mesmo nome anunciada pela Netflix no ano passado, ainda sem data de estreia.
O Império da IA (Rocco, 2026), de Karen Hao
Vencedor do National Book Critics Circle Award e best-seller instantâneo do New York Times, O império da IA chegou ao Brasil em junho pela Rocco.
Primeira jornalista a cobrir a OpenAI, criadora do Chat GPT, em 2019, Karen Hao reúne relatos desde engenheiros do Vale do Silício a trabalhadores do Quênia e ativistas ambientais no Chile para revelar os bastidores inéditos e as verdadeiras faces que controlam essa tecnologia.
O livro já está à venda. A autora virá ao Brasil para lançá-lo oficialmente no dia 30 de junho no Centro Cultural Camargo Guarnieri, na Cidade Universitária da USP, em São Paulo, como parte do Esquenta do Congresso da Abraji.
Por que a guerra? (Amarilys, 2026), organizado por Luiz Felipe Pondé
Na próxima segunda-feira (8), chega às livrarias uma nova edição brasileira de Por que a guerra?, livro que reúne cartas trocadas entre Albert Einstein (1879–1955) e Sigmund Freud (1856–1939).
Nesta edição, o texto original ganha uma nova tradução, além de também incluir um ensaio de Freud sobre a guerra, escrito em 1915, e um prefácio crítico do filósofo Luiz Felipe Pondé, que examina a atualidade dessas ideias à luz dos conflitos do século XXI.
Na correspondência histórica trocada em 1932, os dois discutem as raízes psicológicas da agressividade, o papel das instituições políticas e os limites da civilização diante da barbárie.
A cidade e suas muralhas incertas (Alfaguara, 2026), de Haruki Murakami
O novo romance do autor japonês de Norwegian Wood (1987) e Kafka à beira-mar (2002) chega às livrarias na terça-feira (9). Murakami retoma e transforma uma ideia que o acompanha desde os anos 1980 para construir um de seus romances mais pessoais: uma história de amor, memória e perda que atravessa décadas e dois mundos.
Durante o verão, de tempos em tempos um jovem se encontra com a namorada que conheceu no concurso estudantil de redação. Em um dos momentos que passam juntos, ela lhe revela a existência de uma cidade enigmática. Quando ela desaparece subitamente, ele decide procurar a cidade misteriosa, convencido de que ela possa ter ido para lá.
Fim de partida (Companhia das Letras, 2026), de Samuel Beckett
A Companhia das Letras lança, na terça (9), uma nova edição brasileira da peça Fim de partida, do dramaturgo inglês Samuel Beckett (1906-1989), mais de quinze anos após a última.
Concebida em 1954 e finalizada em 1956, a peça é cultuada como uma das grandes obras de Beckett e a peça preferida do autor. No cenário inspirado pela atmosfera opressora do pós-guerra, encontramos Hamm em uma cadeira de rodas que pergunta pelo fim que nunca chega, enquanto Clov o auxilia nas tarefas mais banais, em uma relação complexa de amor e ódio sadomasoquista.
Marco Nanini e Guilherme Weber estão em turnê pelo Brasil com esse espetáculo, com direção de Rodrigo Portella. Após passar por São Paulo, fica em cartaz de 6 a 21 de junho na Caixa Cultural Brasília.











