A voz rouca, a postura transgressora e a intensidade de um dos maiores ícones da música popular brasileira estão prestes a ganhar as telas de cinema. Após uma disputada bateria de testes, a atriz Luisa
Arraes foi a escolhida para protagonizar Cássia — O Filme, cinebiografia que promete contar a trajetória artística e os bastidores íntimos da cantora.
O projeto da Migdal Filmes H2O Produções, que deve começar a ser rodado no segundo semestre sob a batuta do diretor Diego Freitas, ganhou a benção e o endosso público de Maria Eugênia, viúva de Cássia Eller. "Fazer um filme da Cássia vinte e cinco anos depois da morte dela é muito importante para mostrar uma faceta dela que ficou muito pouco conhecida", afirmou Maria Eugênia.
O roteiro, assinado por Bia Crespo e Fernando Bonassi, pretende equilibrar a apoteose dos palcos — como a lendária apresentação no Rock in Rio de 2001 — com as facetas mais reservadas e afetuosas de Cássia longe dos holofotes.
O vídeo anunciando a escalação de Arraes foi publicado nesta quarta (27). "A atriz escolhida para fazer o papel da Cássia, ela tem uma energia parecida com a própria personagem. A Cássia era uma moleca, mas ao mesmo tempo aparece aquela mãe amamentando. Eu acho que elas combinam muito nesse sentido", compartilhou a companheira da cantora.
Luisa, que também é roteirista, diretora e cantora, comemorou nas redes sociais o projeto. "Esse o maior desafio das nossas vidas, então foi muito emocionante receber tantas mensagens calorosas. Prometemos que vamos fazer o possível e o impossível. Somos obsessivos e queremos fazer a maior homenagem a essa mulher que não só foi um ícone e mudou a música, como mudou também o Brasil e seus costumes", contou a artista.
Ver essa foto no Instagram
A trajetória multifacetada de Luisa Arraes
-
O estopim na TV: revelada ao grande público na série cômica Louco por Elas (2012-2013), Luisa logo cavou seu espaço nas produções da TV Globo, emendando papéis na novela Babilônia (2015) e nas elogiadas minisséries antológicas Justiça (2016), A Fórmula (2017) e Amor e Sorte (2020).
-
Cinema nacional: nas telonas, construiu um currículo sólido e plural. Brilhou no drama sensível Boa Sorte (2014) e em Transe (2022), de Carolina Jabor e Anne Pinheiro Guimarães. Recentemente, encarou a missão de interpretar Diadorim na ambiciosa adaptação contemporânea de Grande Sertão (2024).
-
Música e Direção: O diálogo de Luisa com o universo da música não é novidade, o que deve alimentar sua performance como a cantora: ela integra a banda de rock Comes e Bebes e lançou single autoral recentemente. Além disso, a artista tem se provado atrás das câmeras como roteirista e diretora, tendo estreado na condução de filmes com o curta-metragem Dependências (2023).











