A maior retrospectiva de Vik Muniz inaugura nesta quarta-feira (20), no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). Com curadoria de Daniel Rangel, Vik Muniz – A Olho Nu reúne mais de 220
obras, de 43 diferentes séries, entre fotografias e esculturas.
Após acumular mais de 150 mil visitantes em passagens pelo Instituto Ricardo Brennand, em Recife, e pelo Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, a mostra chega ao Rio de Janeiro acrescida de cerca de vinte trabalhos, dos quais cinco são inéditos.
Eles fazem parte de algumas das seis novas séries exibidas na exposição em relação às cidades anteriores. De Veículos Mnemônicos (2014/2026), é mostrada pela primeira vez no Brasil, logo na entrada da exposição, a escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), produzida em Turim, na Itália. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik tinha na infância. A transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em obras monumentais é um dos eixos da mostra.
A Olho Nu reúne não apenas as fotografias que o tornaram mundialmente famoso, mas também as esculturas e objetos com que começou sua produção, de 1987 até 2026.
Da série Verso (2008/2012), estão presentes três obras: Verso (Abaporu) (2010), a partir da obra de Tarsila do Amaral, de 1928, atualmente exposta no Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires (Malba), na Argentina; Verso (Gioconda) (2012), a partir da obra de Leonardo da Vinci, de 1503-1506, pertencente ao Museu do Louvre, em Paris; e Verso (Noite Estrelada) (2008), a partir da obra de Vincent van Gogh, de 1889, exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), nos EUA. Para as obras, Vik fotografou a parte de trás de famosas obras de arte em museus.
Museu de Cinzas (2019/2026) é inspirada no incêndio que abateu o Museu Nacional, no RJ, em 2018. Nela, o artista recria a imagem de artefatos pertencentes à coleção do Museu, utilizando cinzas recolhidas no local da tragédia e fotografando-as na sequência. Tropeognathusmesembrinus (2026), um gigante pterossauro, feito de polímero infundido com cinzas, é uma obra inédita da série exibida em A Olho Nu. Ela estará suspensa no teto do CCBB.
Família, da série Álbum, revela um retrato de Vik na infância, junto de seus pais. No final do percurso da exposição, o público verá uma Linha do Tempo sobre a trajetória de Vik Muniz. O artista paulistano tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador e, para compor suas obras, apropria-se de imagens da cultura e de materiais como açúcar, feijão, chocolate e até lixo.
Serviço
Vik Muniz – A Olho Nu
Até 7 de setembro de 2026
CCBB RJ | Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro-RJ
Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças
Ingresso: Gratuito











