A franja pode ser uma ótima aliada para renovar o visual em qualquer idade. Depois dos 50, no entanto, alguns cuidados fazem toda a diferença para que o corte
valorize seus traços, acompanhe as alterações naturais dos fios e combine com sua rotina. Antes de mudar o visual, vale observar pontos.
1. Não escolha só porque está na moda
Franjas cortina, micro franjas, franjas repicadas... as redes sociais estão cheias de referências, mas nem toda tendência funciona para todas as mulheres.
Antes de decidir, é preciso observar o formato do rosto, a textura e a densidade dos fios, além da rotina de escova e secador. Uma franja bem escolhida emoldura o rosto; já copiar uma referência incompatível com suas características pode pesar a expressão e exigir uma manutenção que não cabe no dia a dia.
Rostos ovais costumam combinar com praticamente todos os modelos, dos mais retos aos repicados. Os alongados tendem a ser favorecidos por versões mais cheias, que ajudam a equilibrar as proporções. Já a cortininha (aquela aberta no centro) é uma das mais versáteis e funciona bem em diferentes formatos, incluindo rostos redondos e quadrados. Para os triangulares, as versões desfiadas e irregulares costumam criar um efeito mais harmonioso.
Também é importante considerar as mudanças naturais do cabelo com o envelhecimento. Com o passar dos anos, os fios podem ficar mais finos, ressecados e com menor densidade. Nesses casos, franjas muito retas e pesadas podem evidenciar a falta de volume, enquanto os mais longos, desfiados ou em cortina costumam proporcionar um resultado mais leve e natural.
No vídeo explico outros pontos para ajudar na opção da franja ideal;
2. Não ignore o tempo de manutenção
Por ficar na parte da frente do rosto, esse tipo de corte perde o formato rápido. Em média, é necessário um retoque a cada três ou quatro semanas para manter comprimento e caimento.
Depois dos 50, com fios naturalmente mais ressecados e sujeitos à quebra, esse cuidado importa ainda mais. Como a franja costuma ser modelada com mais frequência, ela fica mais exposta ao calor do secador e da prancha.
Por isso, vale reforçar a hidratação com fórmulas que reúnam ativos como pró-vitamina B5 (pantenol), queratina hidrolisada, aminoácidos, proteínas da seda e óleos vegetais ricos em ômegas, que ajudam a manter a fibra capilar mais resistente, macia e flexível.
Na finalização, o protetor térmico continua indispensável. Já séruns ou óleos devem ser usados com moderação e apenas uma pequena quantidade, para não deixar a franja pesada ou com aspecto oleoso.
3. Não escolha uma franja sem orientação
Antes de passar a tesoura, vale conversar com um profissional para entender se o modelo realmente combina com o seu cabelo e com a sua rotina. Além de indicar o comprimento e o acabamento mais adequados, o cabeleireiro consegue avaliar detalhes como o caimento natural e a forma como a franja vai se integrar ao restante do corte.
Outra dica é perguntar diretamente se esse visual vai exigir escova todos os dias para funcionar? Se a resposta for sim, talvez ela não seja a melhor escolha para o dia a dia. O ideal é optar pelo look que tenha movimento, acompanhe a textura dos fios e seja fácil de manter.
4. Não corte em casa
A vontade de mudar o visual pode aparecer de repente, mas cortar a franja sozinha é uma atitude arriscada. Sem o devido conhecimento sobre ângulo e técnica, é fácil chegar em um resultado bem diferente do esperado.
Ainda quando ela começa a crescer, o ideal é não fazer ajustes por conta própria. Um pequeno equívoco pode comprometer todo o desenho original, tornando o reparo no salão muito mais trabalhoso.
Em qualquer situação, o mais seguro é procurar um profissional que saiba como redistribuir o volume e alinhar o comprimento sem sacrificar o estilo pensado desde o início.
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