Minha mãe faz crochê. E adora me presentear com as suas produções. Tenho um sousplat amarelo, outro vermelho. Porta-copos coloridos.
Costumo apostar, entre
o básico e o clássico, no preto, branco, cinza ou bege. Mas, naquela noite, escolhi cores vivas.
Três amigas — dessas que a vida aproxima pelo estudo — chegariam para trocarmos ideias sobre carreira, aprendizados e futuros. Não costuma ser um papo sério. Pelo contrário, divertido. Assim como a composição da mesa, acompanhada de uma taça de vinho meio cheia.
A ode à fofoca
A gente não conta apenas histórias nossas, fazemos uma ode à fofoca, esse wi-fi invisível que conecta a sociedade.
A vida financeira dos outros nos interessa, confesso.
Não estou assistindo a nenhum reality show, mas falar da vida de quem conhecemos de perto é irresistível.
Como a da “mãe trackfield”, que leva o filho na escola e posta a malhação que se arrasta por toda a manhã; a da família legendária, que para o carro na calçada; os pais de pet, que andam com os bichinhos em carrinho de bebê.
Demos risada, e uma amiga rebateu: “Mas sem julgamento?”.
Concordamos, claro.
Quando o assunto pesa
Mesa posta, conversa relaxante: enfim, chegamos. É um assunto novo, intimista, delicado e necessário: “burnout” financeiro.
Não adianta a desculpa “sou de humanas”, é hora de encarar os fatos.
Juntas, após outra taça, agora totalmente cheia, concluímos que é aquele estado de esgotamento emocional, mental e físico causado pela pressão constante com dinheiro, seja por falta, instabilidade, excesso de responsabilidade ou até pela obsessão em ganhar mais.
O esgotamento silencioso
A discussão, dessa vez mais profunda, bateu em nós quatro — de formas diferentes em cada uma, mas não menos preocupantes.
Aquela sensação de nunca dar conta financeiramente, mesmo trabalhando muito; ansiedade ao abrir o app do banco; culpa ao gastar até com coisas básicas; pensamentos recorrentes tipo: “preciso ganhar mais” ou “não posso parar”; dificuldade de descansar porque a cabeça está sempre no dinheiro; exaustão ligada ao trabalho, mas com raiz financeira.
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