Silenciosas, recorrentes e muitas vezes subestimadas, as infecções vaginais estão entre os principais motivos que levam mulheres ao ginecologista.
A vaginose
bacteriana é a infecção íntima mais frequente em mulheres em idade reprodutiva representam as queixas mais frequentes nos consultórios ginecológicos: 40% dos motivos da consulta. Os dados são da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Qual a causa das vaginoses?
Essas alterações estão relacionadas ao desequilíbrio da microbiota vaginal — o conjunto de microrganismos responsáveis por proteger a região íntima.
Quando esse ambiente sofre mudanças, seja por fatores hormonais, uso de antibióticos ou hábitos cotidianos, surgem sintomas como corrimento, odor, coceira, ardor e desconforto durante a relação sexual.
Entre os quadros mais frequentes estão a vaginose bacteriana, a candidíase e a tricomoníase. Revisões clínicas e consensos médicos indicam que a vaginose bacteriana é a condição mais recorrente entre essas infecções, seguida pela candidíase vulvovaginal, que pode acometer uma parcela significativa das mulheres ao longo da vida.
Apesar da alta prevalência, essas condições ainda são cercadas por interpretações equivocadas.
“Um grande mito ainda muito disseminado é a associação da vaginose a uma vida sexual promíscua, o que é um erro. Muitas vezes, a condição está ligada ao excesso de higiene, quando feito de forma exagerada e prejudicial à vagina”, afirma Marcela Mc Gowan, ginecologista e obstetra especializada em sexualidade feminina.
A fala da especialista chama atenção para um fator pouco intuitivo: práticas consideradas saudáveis, como a higiene íntima, podem se tornar prejudiciais quando feitas em excesso.
Isso porque podem alterar o pH vaginal e reduzir a presença de lactobacilos — bactérias fundamentais para a proteção da microbiota vaginal, como apontam estudos sobre saúde íntima feminina.
Como tratar?
O tratamento dessas condições varia conforme o diagnóstico, geralmente com o uso de antifúngicos ou antibióticos. Ainda assim, a recorrência é um desafio frequente.
Estudos clínicos sobre vaginose bacteriana e candidíase indicam que uma parcela relevante das pacientes apresenta episódios recorrentes ao longo do tempo, o que sugere que o tratamento da infecção isolada nem sempre é suficiente para restabelecer o equilíbrio da microbiota vaginal.
Diretrizes médicas destacam, nesses casos, a importância de estratégias complementares de cuidado.
Probióticos entram no radar da ginecologia
Nesse contexto, cresce o interesse por abordagens que atuem na manutenção do equilíbrio vaginal. O uso de probióticos voltados à saúde íntima tem sido investigado em estudos recentes como uma possível estratégia complementar.
Inclusive, projeções indicam que o mercado de probióticos femininos pode alcançar US$ 3,4 bilhões até 2034. No Brasil, o crescimento foi de 15% nos últimos 12 meses, de acordo com IQVIA (MAT Mar/26).
É nesse cenário que surgem formulações como o Zaila, probiótico desenvolvido pela Libbs Farmacêutica em parceria com a dinamarquesa Novonesis, para atuar no equilíbrio da microbiota vaginal por meio da reposição de lactobacilos, microrganismos associados à proteção natural da região íntima.
“Os probióticos podem atuar como aliados na manutenção do equilíbrio da microbiota vaginal, especialmente como complemento às terapias convencionais”, afirma a ginecologista e obstetra especialista da Libbs Farmacêutica, Thalita Domenich.
Com o acordo, a Libbs passa a disponibilizar com exclusividade no mercado brasileiro o suplemento alimentar, um probiótico de uso oral (em cápsulas) com cepas exclusivas Lacticaseibacillus rhamnosus GR-1 e Limosilactobacillus reuteri RC-14.
“O desenvolvimento de probióticos exige conhecimento altamente especializado — desde o cultivo de cepas específicas até a comprovação científica de eficácia foram mais de 40 estudos in vivo e in vitro—, o que torna estratégica a união entre empresas com expertises complementares”, afirma Anna Guembes, diretora de Inovação e Desenvolvimento de Negócios da Libbs.
Pesquisas envolvendo essas cepas específicas de lactobacilos apontam potencial na recomposição da microbiota vaginal, especialmente em casos de recorrência.
Ainda que o uso de probióticos não substitua o tratamento tradicional, ele passa a integrar uma abordagem mais ampla, voltada também à prevenção.
A alta incidência de vulvovaginites e vaginoses mostra que o tema está longe de ser pontual. Ao contrário, trata-se de uma questão recorrente na saúde feminina, que exige atenção, diagnóstico adequado e, sobretudo, informação.
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