Você já saiu de um encontro com amigos com aquela sensação de cansaço emocional, como se tivesse sido plateia de um longo monólogo? Ou já conviveu com alguém
que te interrompe o tempo todo e nunca pergunta como você está? Essas situações podem até ser inofensivas mas, com o tempo, geram incômodo.
“As pessoas são autorreferentes e isso é fisiológico. É um método até de proteção. Vamos pensar que no tempo das cavernas era preciso pensar primeiro em si para sobreviver", explica a psicóloga Priscila Martins. “Então, é muito natural as pessoas se sentirem mais confortáveis em falar de si mesmas.”
Entenda o padrão
Se você percebe que sempre escuta, acolhe e aconselha, mas raramente é ouvido, existe um desequilíbrio. Amizade não é terapia.
Mas, antes de rotular ou se afastar de vez, vale entender o que está em jogo. Segundo a especialista, a empatia – ou se colocar no lugar do outro – é uma habilidade que precisa ser treinada.
Observe como você se sente
Mais do que o que a pessoa faz, repare em como você sai dessas interações.
“A sensação de mal-estar pode acontecer porque você se sente desvalorizado. Se você conversa com alguém e não se sente ouvido, começa a ter pensamentos inferiores sobre si e isso pode drenar a energia, esgotar e querer manter distância", ressalta Priscila.
Coloque limites com clareza e gentileza
Se a relação for importante, vale tentar conversar. “Ainda assim, não existe garantia de que isso não vá gerar um conflito”, aponta a psicóloga. “A questão não é fugir dele, mas aprender a lidar porque, muitas vezes, as relações precisam disso para evoluir.”
Frases simples, em primeira pessoa, podem funcionar. “Quando a fala parte desse lugar, de alguém que tem carinho e quer ajudar, apoiar e fortalecer a relação, o outro tende a parar para ouvir.”
Saiba quando se afastar
Se, mesmo após tentativas de diálogo, nada muda, o afastamento pode ser uma opção. “É possível manter o vínculo ajustando as expectativas, compreendendo esse conflito interno, expondo isso ao outro e administrando para avaliar se vale a pena", conta. “Em alguns casos, não vale.”
“Ainda assim, afastar-se é uma forma de fuga, especialmente quando se trata de uma relação que merece esse gasto de energia”, finaliza.
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