Protagonizado pela estrela Amanda Seyfried, o longa O Testamento de Ann Lee é um épico histórico musical que conta a história real de uma líder religiosa
do século XVIII.
Disponível no Disney+, a produção dirigida por Mona Fastvold acompanha a trajetória da personagem desde o nascimento até a morte. Abaixo, reunimos motivos para você assistir!
Um resgate histórico
O drama mostra a trajetória da líder fundadora dos
Shakers, grupo religioso que cantava e vibrava durante as orações como forma de expurgar os pecados.Considerada pagã na Inglaterra do século XVIII, ela foi internada em um hospício, onde teve visões que a levaram a se denominar profeta. Saindo de lá, se uniu a seus seguidores rumo aos Estados Unidos em uma jornada que deu início a uma comunidade utópica.
Musical baseado em costumes religiosos
O canto e a dança são peças fundamentais no longa. Segundo Fastvold, “os fiéis viviam suas vidas como um musical, começando a cantar e dançar quando se sentiam tocadas pelo Espírito Santo”.
Para criar as sequências musicais, a produção reuniu um time especialista. Para começar, a trilha sonora foi composta pelo vencedor do Oscar, Daniel Blumberg (O Brutalista), cujas composições foram inspiradas em hinos e melodias reais do povo.
Já as coreografias foram criadas por Celia Rowlson-Hall com base em ilustrações das danças do grupo.
A superação da protagonista
Amanda Seyfried construiu uma sólida carreira como atriz e, ao longo de quase 30 anos em Hollywood, poucos projetos foram tão desafiadores quanto esse. Para interpretar a personagem, que a fez cantar, dançar e dar vida a momentos de forte emoção, ela passou por uma preparação que começou quase um ano antes das gravações.
Primeiro, ela se dedicou a aprender o sotaque de uma mulher da classe operária de Manchester do século XVIII para pronunciar os sermões de Ann Lee. Depois, precisou lidar com um figurino com tantas camadas que, por vezes, limitava seus movimentos, o que a fez suar em dobro nas cenas musicais.
“Eu já dancei muito, mas nunca desse jeito”, explicou a atriz, que depois celebrou a chance de dar vida à personagem: “Interpretar Ann definitivamente me mudou mais do que qualquer coisa em um bom tempo”.
Desafios em alto mar
Um momento importante para Ann Lee e os Shakers foi a viagem que eles fizeram da Inglaterra para os Estados Unidos. As filmagens dessa parte da jornada exigiram grande esforço da equipe, começando pela escolha do cenário: Em vez de tentar construir um barco, a produção viajou para a Suécia e gravou as sequências no Götheborg, uma réplica histórica operacional do maior navio de madeira à vela de oceano do mundo.
Acontece que o elenco precisou dançar a bordo da embarcação, que apesar de ancorada, ainda balançava no ritmo do mar. Além disso, os atores constantemente ficavam molhados e com frio, o que dificultava ainda mais os movimentos: “acho que acabei pesando o dobro do meu peso por minhas roupas estarem encharcadas”, relembra Seyfried.
Equipe de câmeras também atuou
Além de Amanda, grandes estrelas de Hollywood estão no elenco, como Lewis Pullman (Thunderbolts), Christopher Abbott (Pobres Criaturas), Thomasin McKenzie (Jojo Rabbit) e mais.
Porém, para dar vida ao vasto mundo do grupo religioso, boa parte da equipe por trás das câmeras também apareceu na frente delas.
O diretor de fotografia William Rexer afirma que “quase todo mundo atua no filme”. Segundo ele, as coisas não pararam por aí, visto que a extensão do elenco incluiu também familiares do próprio time: “Quando meu filho veio me visitar, Mona o colocou para interpretar um dos caras indo atrás de Amanda no final”.
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