Quantidade de cômodos, área de lazer e vagas na garagem são alguns dos principais pontos observados na hora de alugar ou comprar um apartamento.
O que muitos
se esquecem, porém, é de considerar detalhes que vão desde documentação até uma análise técnica minuciosa das condições do imóvel, que passam despercebidos inicialmente mas podem gerar dores de cabeça no futuro.
Para garantir a escolha certa do seu novo apê, selecionamos tudo que você precisa saber antes de fechar o contrato.
1. Problemas na infraestrutura do imóvel
Uma única visita a um apartamento pode indicar problemas estruturais que merecem atenção. De acordo com a designer de interiores Kiani Maximiano, há três pontos principais que qualquer pessoa pode identificar. São eles:
- Mofo: especialmente em áreas molhadas ou cômodos sem entrada de luz e ventilação natural. "Também pode ser percebido cheirando os internos de armário e sentindo se as paredes estão geladas e úmidas", afirma.
- Descascamento de pintura: pode significar umidade na parede.
- Desnível de piso: uma dica da especialista é verificar pelo toque ou com a utilização de bolinhas de gude, soltando-as no chão e analisando os caminhos e as direções para onde elas vão.
2. Baixa qualidade no acabamento da obra
O primeiro sinal de alerta pode estar sob seus pés: pisos mal instalados ou de material duvidoso entregam sua fragilidade ao toque. "Se estiver oco ao bater com os dedos é um veredito de má execução", explica Kiani. A atenção deve se estender ao rejunte; se houver frestas ou falhas, é certeza que há ou haverá infiltração.
3. Portas e janelas danificadas
Portas e janelas que não fecham perfeitamente de primeira podem denunciar desde uma instalação desleixada até problemas graves de balanço estrutural.
4. Interruptores e tomadas
Já em relação a interruptores e tomadas, a designer explica que a instalação torta ou mal encaixada é um reflexão de uma baixa qualidade do acabamento nas fiações e projetos elétricos.
5. Trincas e rachaduras
Trincas finas, com menos de 0,5 mm e localizadas no meio de paredes ou tetos, geralmente são apenas superficiais. Elas costumam indicar um mau acabamento, mas não são motivo para alarme imediato.
"Já as rachaduras mais profundas, com mais de 1 mm, que normalmente aparecem nas extremidades e apresentam inclinação de 45 graus, precisam ser investigadas", afirma Kiani.
A atenção deve ser redobrada, especialmente quando há um desnível entre as bordas da abertura.
6. Banheiros sem janelas
Embora os sistemas de exaustão mecânica ajudem a dissipar odores, a especialista alerta que eles não são totalmente eficazes contra o vapor acumulado.
"Em banheiros ou lavabos sem janelas, o resultado a longo prazo é um alto índice de umidade e o surgimento de mofo", diz.
7. Área de serviço pequena ou com pouca ventilação
As lavanderias pequenas e mal organizadas podem gerar problemas no dia a dia. "É comum vermos espaços reduzidos repletos de equipamentos — condensadoras, aquecedores, motores de coifas e exaustores — que acabam limitando a circulação. Com isso, os moradores tornam-se mais dependentes de uma lava e seca ou do uso de varais de chão espalhados pela casa", afirma a designer.
8. Elétrica e hidráulica
Ao fazer uma visita a um apartamento, a atenção deve se voltar para o quadro de energia: a falta de padronização nas marcas dos componentes ou fios que chegam soltos — sem o devido isolamento de conduítes — são indícios claros de uma instalação feita sem projeto técnico.
Já em relação à hidráulica, Kiani orienta: "Abra todas as torneiras e chuveiros simultaneamente para conferir a pressão e observe se há gotejamento após a descarga, o que indica válvulas gastas".
9. Localização
O apartamento dos sonhos pode se tornar um pesadelo se estiver localizado em um bairro que não atende às suas necessidades.
Por isso, é essencial avaliar a proximidade de serviços como supermercados, hospitais e transporte público.
A falta de infraestrutura na região pode impactar não apenas a sua rotina, mas também o valor de revenda do imóvel.
Além disso, verificar como é o trânsito nos horários de pico, o barulho da vizinhança e a existência de obras próximas pode evitar possíveis transtornos na qualidade de vida.
10. Segurança
Analisar o quesito segurança é indispensável antes de fechar o contrato, especialmente se você vai morar sozinha.
Em relação ao prédio, busque saber se a portaria é 24 horas ou remota e qual o protocolo de entrada e saída, além de verificar se há câmeras de segurança instaladas.
Não há como garantir que um bairro será 100% protegido, mas alguns elementos contribuem para uma região mais segura: observe se as ruas são bem iluminadas e se há comércios na região.
Também vale a pena conferir índices de criminalidade na Secretaria de Segurança Pública (SSP), observando dados como a taxa de delito, ocorrências registradas e produtividade policial.
11. Ciladas financeiras
Quando falamos no quesito financeiro, observar apenas o valor do aluguel ou da parcela pode ser um tiro no pé, especialmente quando o orçamento está apertado.
Considere custos fixos como o condomínio, IPTU e taxas de coleta de lixo, além de possíveis manutenções. No caso de compra, não se esqueça das taxas de cartório e o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis).
12. Documentação e riscos jurídicos
Esta área merece uma atenção detalhada, especialmente em caso de compra, para que possíveis pendências jurídicas não representem um risco para o sua aquisição.
Para verificar a regularidade do imóvel, exija a Escritura Registrada, a Certidão de Ônus Reais — que mostra se existem dívidas ou penhoras — e o Habite-se, que confirma a aptidão para moradia.
13. Contrato
No contrato, certifique-se de que a identificação das partes, a descrição do imóvel, as cláusulas de rescisão e as formas de reajuste — ou a forma de pagamento, prazos e as condições de financiamento, no caso de compra — estejam claras e detalhadas.
Se achar necessário, é recomendado ter um advogado ou despachante para revisar o contrato antes de assinar.
14. Planos futuros
Onde você quer estar daqui 5 anos? Se a resposta é no mesmo lugar, avalie se o espaço atende às suas necessidades de médio e longo prazo, como planos de aumentar a família ou fazer um home office.
Se a estrutura não permite modificações ou reformas futuras, isso pode ser uma red flag para quem busca estabilidade.
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