A drenagem linfática faz sucesso, e não é por acaso. É uma massagem capaz de reduzir a retenção de líquidos, com efeito anti-inflamatório e relaxante,
alguns dos atributos que ajudam a explicar sua popularidade.
Criada há mais de 90 anos pelo dinamarquês Emil Vodder, a técnica tem como objetivo estimular regiões específicas do corpo para oxigenar os tecidos e eliminar toxinas.
Como a massagem linfática funciona
Mas como isso acontece? No organismo, há um líquido chamado linfa, que circula pelos vasos linfáticos. A drenagem linfática busca justamente melhorar o fluxo desse sistema.
Isso é feito por meio de movimentos manuais ou mecânicos, realizados de forma cuidadosa e ritmada, com o objetivo de aumentar a velocidade de circulação da linfa pelos vasos.
Assim, o corpo elimina o excesso de líquidos e toxinas, o que reduz o inchaço e pode gerar, em algumas pessoas, a sensação de emagrecimento. A técnica também serve para outras necessidades.
Para quem é indicada?
“Ela é indicada para reduzir inchaço, melhorar a circulação, auxiliar no pós-operatório de cirurgias, como lipoaspiração, aliviar a sensação de peso nas pernas e até contribuir para a melhora do aspecto da celulite”, explica Marcella Alves, especialista em dermatologia da Onne Clinic e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
“Além disso, promove relaxamento e pode trazer uma sensação geral de bem-estar.”
É possível fazer drenagem linfática sozinha?
A drenagem linfática pode ser feita em casa, mas não tem o mesmo efeito de uma profissional. “Serve de forma complementar, especialmente para manutenção dos resultados entre as sessões profissionais”, diz Marcella. “No entanto, é importante entender que a técnica caseira é mais superficial e simplificada.”
Passo a passo
A orientação geral é a seguinte: “realize movimentos leves, lentos e sempre no sentido dos gânglios linfáticos, como axilas e virilha, sem pressionar demais a pele”, pontua.
A técnica pode ser feita deitada, em pé ou sentada, basta escolher a posição mais confortável para a região massageada.
No abdômen, a recomendação é fazer movimentos circulares ao redor do umbigo com a palma da mão e, em seguida, deslizar as mãos das costelas em direção à virilha, com pressão leve a moderada. “Os movimentos circulares leves ajudam a estimular a região”, diz ela.
“Nas pernas, os movimentos devem ser ascendentes, direcionando o líquido para a região da virilha”, segundo Marcella. É possível deslizar as mãos da parte interna dos joelhos em direção à virilha. Na panturrilha, a indicação é começar atrás do joelho e deslizar da canela em direção a essa região.
Você também pode começar fazendo a ativação, pressionando levemente o pescoço enquanto leva a mão para baixo. Nas axilas, pressione com as mãos em concha.
“Ainda assim, o ideal é que a pessoa receba orientação inicial de um profissional para evitar execução incorreta”, aconselha a médica.
Qual a diferença entre drenagem profissional e a feita em casa?
“A drenagem profissional é feita por um especialista treinado, que conhece a anatomia do sistema linfático e aplica a técnica com precisão, respeitando o ritmo, a pressão e o direcionamento corretos. Isso torna o resultado mais eficaz e seguro”, segundo a médica.
“Já a drenagem feita em casa tem um papel mais de manutenção e bem-estar, mas não substitui o tratamento profissional, principalmente em casos específicos, como pós-operatórios ou retenção mais intensa”, acrescente ela.
Os erros mais comuns da drenagem feita em casa
Segundo a especialista, os principais erros cometidos por quem faz a drenagem linfática sozinho são:
- Aplicar pressão excessiva, como se fosse uma massagem modeladora;
- Fazer movimentos rápidos demais;
- Não respeitar o sentido correto da drenagem;
- Ignorar contraindicações, como infecções, trombose ou problemas circulatórios não avaliados.
“Por isso, mesmo sendo uma prática simples, é importante ter orientação adequada para evitar prejuízos e garantir benefícios reais.”
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