Neste domingo, dia 10 de maio, uma explosão solar da classe M 5.7, potência significativa, chamou a atenção dos astrônomos. Conforme a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), órgão dos Estados
Unidos, a explosão pode gerar “aurora boreal” no céu dos EUA no dia 12 de maio.
Ainda conforme o comunicado, é possível que a explosão gere interferências e até mesmo apagões temporários em aparelhos que utilizam ondas de rádio de alta frequência. A classe de explosão solar “M” é a segunda mais forte, ficando atrás das de classe X.
A erupção
Primeiramente, vale explicar que erupções solares são ondas massivas de radiação eletromagnética ejetadas do Sol. Devido à falta de matéria na composição, essa energia viaja na velocidade da luz.
No entanto, o campo magnético e a atmosfera da Terra conseguem retardar e dissipar grande parte dos efeitos dessa onda. Dentre os efeitos amortecidos pela atmosfera estão os raios cancerígenos.
Contudo, as comunicações de rádio que circulam pela atmosfera, bem como satélites e espaçonaves podem ser afetados ainda. Apesar dos riscos iminentes dessa interferência, devido sua alta velocidade, não vai durar muito mais que algumas poucas horas.
Da mesma forma que emitiu a onda eletromagnética, uma onda de plasma solar e radiação está vindo em direção a Terra. Esse fenômeno pode desencadear tempestades geomagnéticas e exibições de auroras.
Entretanto, não há garantia de que o CME atingirá a Terra, mas podemos sofrer um golpe de raspão, de acordo com o Space Weather Prediction Center (SWPC). Um porta voz do SWPC disse em um comunicado:
A modelagem do CME resultante indica que uma grande parte do material deve passar bem atrás da órbita da Terra. [...] Dito isto, um golpe de raspão e ou uma chegada de choque no final de 12 de maio nas primeiras partes do dia 13... não podem ser descartados".
As auroras
Entretanto, o evento animou alguns entusiastas diante da possibilidade do que o golpe de relance da tempestade geomagnética poderia causar. De acordo com o Reino Unido Met Office, a tempestade pode causar auroras em lugares incomuns como o norte de Michigan e Maine.
Da mesma forma, devido à perturbação das ondas eletromagnéticas da Terra, a onda pode alterar o sentido de animais migratórios, pois dependem de células especializadas para captar as ondas da Terra e realizar sua geolocalização.
Em suma, as auroras que aparecem no céu são partículas de oxigênio e nitrogênio altamente carregadas pelas partículas vindas do Sol. Essa reação químico-física produz uma irradiação de cor diferenciada, sendo o oxigênio responsável pela coloração verde e vermelha, enquanto que o nitrogênio produz as cores azul e púrpura.
De todo modo, esse evento inesperado advém de um momento surpreendentemente ativo do nosso Sol, uma vez que, segundo a Live Science, o ideal seria a gradual diminuição da sua atividade estelar ao longo do tempo.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes











