Recentemente, pesquisadores destacaram que a geleira Thwaites, na Antártida Ocidental, também conhecida como “Geleira do apocalipse” está prestes a quebrar. Imagens de satélite destacam que a aceleração
do processo de derretimento pode causar no aumento do nível do mar em 3,3 metros.
Atualmente, essa geleira é responsável por 4% da elevação global dos oceanos. Contudo, no ritmo do derretimento, o enfraquecimento da estrutura pode desencadear um crescimento de até 3,3 metros de altura. Subida que pode engolir praias, cidades e até países.
A importância da geleira
Os glacionistas explicam, pela revista New Scientist, que a Plataforma de Gelo Oriental de Thwaites (TEIS), que contém em média 1.500 km² e atualmente serve de barreira natural para a criação de icebergs, está sofrendo um derretimento acelerado por conta do aquecimento da água do oceano.
Nos últimos anos, a estrutura vem passando por mudanças drásticas, fissuras gigantes e placas de gelo finas passaram a ser comuns. Ainda, o aquecimento da água do oceano têm destruído os pontos de ancoragem da pedra de gelo, podendo fazê-la sair flutuando muito em breve.
Ainda que seja impossível prever quando haverá a quebra efetiva da geleira, os indícios estão claros e podem ocorrer a qualquer momento. Porém, tal qual os cavaleiros do apocalipse, essa geleira não é o desastre em si, só o anuncia.
Conforme os especialistas, sem essa barreira, os icebergs se lançarão em alto mar, aumentando o ponto de contato deles com a água aquecida. Desse modo, o derretimento das reservas de gelo pode se intensificar aceleradamente.
Desde 2020, o fluxo de gelo que escapa da TEIS aumentou em 33%, ou seja, ela paulatinamente está deixando de exercer sua função. Por consequência, se ela deixar de existir, em 2067, cerca de 190 gigatoneladas de gelo por ano serão perdidos. Volume 30% maior que o atual.
Nesse sentido, nas próximas décadas, é possível que cidades, praias, e até mesmo partes de países deixem de existir. Conforme a Galileu, é possível que o degelo cause a infiltração de água do mar sob a geleira, favorecendo um mecanismo chamado desprendimento impulsionado pela flutuabilidade.
Ou seja, tanto a água que está por cima, quanto a que está por baixo, coloca pressão na geleira para que ela derreta. De todo modo, essas notícias, junto as visíveis mudanças climáticas, não oferecem um futuro muito agradável aos habitantes da Terra.
*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes











