O prince Harry ainda espera reencontrar o pai, o rei britânico Charles III, em um futuro próximo. Nos bastidores da monarquia, no entanto, fontes próximas ao soberano afirmam que uma reunião entre os dois
é considerada "impossível" no momento, principalmente por causa da falta de confiança que passou a marcar a relação entre os dois.
A primeira chance para esse reencontro teria surgido no fim de abril, durante a visita oficial de Charles aos Estados Unidos. O encontro, porém, não aconteceu. A próxima possibilidade deverá ocorrer nos próximos meses, quando Harry viajará ao Reino Unido para compromissos ligados ao Invictus Games, torneio criado pelo próprio duque para veteranos de guerra feridos em serviço.
Segundo Duncan Larcombe, jornalista especializado na Família Real britânica, dificilmente a situação mudará antes do verão no hemisfério norte. O principal temor do rei seria que Harry e sua esposa, Meghan Markle, divulguem conversas e informações que deveriam permanecer privadas.
"Charles está em uma posição impossível neste momento", afirmou Duncan ao jornal Daily Mirror. O especialista prosseguiu: "Ele e o príncipe William não podem se aproximar de Harry por medo de que ele torne isso público depois. Esse é o grande impasse. Se retomarem o contato, correm o risco de Harry e Meghan revelarem mais detalhes pessoais e soltarem novas bombas sobre o que acontece nos bastidores. É aí que está o receio da família real."
Anos turbulentos
O receio da monarquia ganhou força após os últimos anos turbulentos envolvendo o casal. Desde que deixou suas funções oficiais e se mudou para a Califórnia, Harry concedeu entrevistas explosivas e lançou a biografia Spare, publicada no Brasil como "O Que Sobra", uma obra recheada de revelações sobre a vida dentro da realeza britânica.
"Se Charles ligasse para Harry e dissesse: 'Estou indo aos Estados Unidos e adoraria te ver', o perigo é de que Harry tornasse isso público. Essa quebra de confiança é a coisa mais importante", acrescentou Duncan.
Outro comentarista especializado na Família Real, Richard Palmer, destacou ainda que a viagem de Charles aos EUA teve outro elemento delicado: a presença de Donald Trump, que já demonstrou publicamente antipatia por Harry e Meghan. Ainda assim, segundo ele, ninguém estaria satisfeito com o distanciamento familiar. "Tudo isso é decepcionante para os Sussex e para o rei", afirmou.
Nos últimos dois anos, Charles e Harry se encontraram apenas uma vez. O breve reencontro ocorreu em setembro do ano passado, na Clarence House, em Londres, e teria durado apenas 53 minutos.












