Novas informações sobre a queda do voo MU5735 da China Eastern Airlines, que matou 132 pessoas em março de 2022, reacenderam as suspeitas de que o desastre possa ter sido provocado deliberadamente dentro
da cabine do avião. Dados divulgados recentemente pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) indicam que houve movimentos conflitantes nos controles da aeronave pouco antes da queda, sugerindo uma possível luta entre pilotos.
O acidente envolveu um Boeing 737-800 que fazia uma rota doméstica entre as cidades chinesas de Kunming e Guangzhou. Durante o voo, a aeronave entrou abruptamente em um mergulho quase vertical e atingiu uma área montanhosa na província de Guangxi. Não houve sobreviventes. Até hoje, o caso permanece oficialmente sem conclusão definitiva por parte das autoridades chinesas.
Queda do Boeing
Segundo os novos documentos analisados pelo NTSB, os interruptores de combustível dos dois motores foram movidos manualmente para a posição de corte poucos segundos antes da perda total de potência do avião. Especialistas afirmam que esse tipo de ação exige intervenção humana deliberada e dificilmente ocorreria por falha acidental.
Os dados também mostram movimentos bruscos e contraditórios nos controles da cabine logo após o desligamento dos motores. Investigadores acreditam que isso pode indicar que um dos pilotos tentou recuperar o controle da aeronave enquanto outro a conduzia para o mergulho fatal. Informações obtidas por veículos internacionais apontam que os registros incluem mudanças rápidas nos manche e na direção do avião, compatíveis com uma disputa física dentro da cabine.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a ausência de qualquer pedido de socorro ou código de emergência enviado pela tripulação. Além disso, análises preliminares não encontraram falhas mecânicas significativas no Boeing 737-800 envolvido no acidente.
As revelações aumentaram as críticas à falta de transparência das autoridades chinesas. Quatro anos após o desastre, a Administração de Aviação Civil da China ainda não publicou um relatório final sobre o caso, algo considerado incomum em investigações aéreas internacionais. Documentos divulgados após pedidos feitos com base na Lei de Liberdade de Informação dos EUA também indicam que conteúdos relacionados ao acidente foram removidos de redes sociais chinesas após começarem a circular online.












