Recentemente, um estudo lançado na revista Scientifics Reports publicou os possíveis motivos para a Grande Pirâmide de Gizé ter sobrevivido a tantos terremotos mesmo após quase 5 milênios de história.
A grande atração do Egito perdeu apenas 10 metros de sua altura desde que foi construída durante o Antigo Império do Egito (2649 a 2150 a. C.). Porém, sua excepcional capacidade de resistir às fortes vibrações, incluindo um terremoto de magnitude 6,8 que atingiu o Cairo em 1847, foi finalmente revelada.
O estudo da pirâmide
Todo mundo sabe que a construção de uma base densa e sólida ajuda a fortalecer a estrutura. Nesse sentido, estruturas como pirâmides são excepcionais em se segurar. O recente estudo mostrou que técnicas egípcias especializadas foram aplicadas para que a estrutura durasse tanto tempo.
Dentro da Grande Pirâmide de Gizé, câmaras de alívio de pressão, localizadas acima da câmara do faraó Khufu, amortecem as vibrações do movimento sísmico em direção a topo da estrutura.
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Asem Salama, co-autor do estudo e geocientista do Instituto Nacional de Pesquisas de Astronomia e Geofísica, no Cairo, escreveu Live Science em um e-mail:
[O] estudo destaca o extraordinário conhecimento prático de engenharia dos antigos construtores egípcios, que desenvolveram práticas de construção altamente eficazes através de séculos de experimentação e refinamento"
Conforme a pesquisa, as taxas de vibrações na Grande Pirâmide de Gizé são extremamente semelhantes, não variando para muito além de 2,0 e 2,6 hertz. Entretanto, o solo próximo da pirâmide vibra em uma frequência de 0,6 hertz. Característica que explica parte da sua resiliência.
Muito provavelmente, a lacuna de frequências faz com que a pirâmide não absorva todo o impacto de terremotos logo na sua base. Ainda, a presença de câmaras de alívio de pressão, a 61 metros de altura, permitem que nem todo impacto recebido seja transferido para a ponta da estrutura.
Desse modo, apesar do corpo balançar, a ponta permanece alinhada e com uma frequência semelhante. Ao mesmo tempo, características como a fundação de calcário, geometria estrutural simétrica e a base maciça também contribuem para a resiliência.
De todo modo, os pesquisadores ainda precisam de mais medições e investigações para chegarem em uma conclusão definitiva. Por enquanto, estão em busca dessas mesmas características nas outras pirâmides para identificar se há algum padrão.
*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes











