São Paulo foi apontada como a cidade mais feliz da América Latina no Happy City Index 2026, levantamento internacional que analisa qualidade de vida e bem-estar urbano em diferentes regiões do mundo. A capital
paulista aparece na 161ª colocação global e lidera entre as cidades latino-americanas presentes na lista, enquanto o Rio de Janeiro ficou fora do ranking.
O índice avaliou 251 cidades com base em 64 indicadores distribuídos em seis grandes áreas: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. O objetivo, segundo os organizadores, não é eleger uma única melhor cidade do mundo, mas destacar centros urbanos que conseguem reunir sustentabilidade, resiliência, boa administração pública e melhores condições de vida para seus habitantes.
Com quase 12 milhões de moradores, São Paulo aparece à frente de grandes metrópoles internacionais como Nova York, que ocupa a 207ª posição, Pequim, na 211ª, e Xangai, na 229ª colocação. No Brasil, além da capital paulista, apenas Curitiba e Belo Horizonte também foram incluídas no levantamento, ocupando respectivamente o 197º e o 219º lugares, conforme repercute o g1.
Outras grandes cidades globais e regionais, como Cidade do México e Nova Delhi, não aparecem na lista deste ano. Já entre as chamadas “cidades de ouro”, grupo que reúne as 50 melhores classificadas, predominam centros urbanos da Europa e da Ásia.
A liderança global ficou com Copenhague, na Dinamarca, seguida por Helsinque, na Finlândia. Essas cidades se destacaram pela combinação de políticas públicas eficientes, qualidade ambiental e infraestrutura urbana voltada ao bem-estar da população.
Detalhes do estudo
A metodologia do Happy City Index atribui pesos diferentes aos critérios analisados, que variam entre 0,5% e 3%. Entre os fatores com maior relevância estão a presença de universidades com reconhecimento internacional, expectativa de vida da população, quantidade de áreas verdes por habitante, níveis de poluição do ar, acesso ao ensino superior e participação eleitoral.
Segundo os responsáveis pelo estudo, a proposta é observar como diferentes aspectos da vida urbana contribuem para a felicidade coletiva, indo além de indicadores puramente econômicos. A avaliação considera desde a eficiência da mobilidade até a capacidade das cidades de oferecer oportunidades e serviços essenciais à população.
O 251º lugar foi atribuído a Kiev, capital da Ucrânia, mas sem pontuação ou comparação com as demais cidades. A inclusão simbólica foi feita, segundo o índice, como forma de reconhecimento aos esforços das autoridades municipais ucranianas em meio a circunstâncias extraordinariamente difíceis.












