Em 1969, a expedição Apollo 12 se tornou a segunda a pisar no solo lunar. Porém, a transcrição das falas de astronautas sempre deixou teorias sobre OVNIS em aberto. Recentemente, a Nasa divulgou as imagens
que deram origem à um dos relatos mais misteriosos da história.
Na década de 60, o comandante da missão, Charles "Pete" Conrad Jr ., e o piloto do módulo lunar, Alan L. Bean, desceram até a Lua enquanto Richard F. Gordon pilotava na órbita lunar. Porém, enquanto descia até a superfície lunar, Bean enxergou feixes de luz que o deixou perplexo. Disse:
Você pode ver essas luzes — partículas de luz, flashes de luz... apenas navegando no espaço. [...] Parece que algumas dessas coisas estão escapando da lua. Eles realmente saem daqui e apenas se afastam das estrelas."
A transcrição do momento está pública há décadas. No entanto, somente nesta sexta-feira, 8, que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou os documentos.
As fotografias reveladas
Devido aos recentes acontecimentos envolvendo Donald Trump e o ex-presidente estadunidense, Barack Obama, o departamento de defesa dos Estados Unidos revelou uma série de fotografias levemente alteradas. Confira uma delas:
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Fotografia divulgada pela Nasa de OVNIS. Cinco regiões são destacadas no céu lunar - Créditos: Divulgação/Nasa[/caption]
Conforme a Live Science, dentre os mais de 150 arquivos, vídeos e imagens de supostos vazamentos de OVNIS, aqueles que mais chamaram atenção do público foram os produzidos na Apollo 12.
Em entrevistas posteriores, Bean acusou que, no momento, acreditou que eram partículas que estavam vazando da caldeira de água do módulo de pouso. Porém a movimentação das luzes que rondavam o satélite natural não se assemelhava à qualquer tipo de fumaça.
As (não) descobertas
De qualquer forma, durante décadas os pesquisadores da Nasa investigaram as fotos de pouca qualidade, é por esse mesmo motivo que as imagens possuem pequenas edições que destacam a posição dos OVNIS.
Mas, conforme a Nasa, nenhuma conclusão foi tirada sobre essas “aparições”. Durante a expedição, os astronautas chegam à conclusão, junto da equipe da Terra, de que provavelmente eram sinais indesejados emitidos por tecnologia feita pelo homem ou fontes de radiação cósmica, como explosões solares. Porém, como dito anteriormente, não houve consenso algum.
No entanto, as imagens recém-desclassificadas chocaram a população — que após mais de 50 anos que foram tiradas, teve contato com elas. A NASA sustenta que fenômenos anômalos não identificados (UAP, nome preferido do governo para OVNIs) são reais, mas não têm nada a ver com alienígenas.
O argumento é que as câmeras ruins do fim dos anos 60 não vão desqualificar décadas de pesquisa científica com os telescópios mais caros da história. De todo modo, os astrônomos afirmam que podem ser apenas efeitos ópticos frequentes no espaço.
Ademais, argumentam que: se fosse na Terra, haveria explicações como pássaros, balões meteorológicos ou naves de espionagem estrangeiras. Mas o espaço também tem suas surpresas, eventos como detritos transportados pelo ar, defeitos fotográficos (como brilho) e ilusões de ótica são tão comuns quanto.
Em suma, apesar de não explicar nada, as argumentações dos astrônomos e da própria Nasa destacam a importância da transparência do governo com a população.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli











