A morte de Marilyn Monroe continua sendo um dos episódios mais debatidos da história de Hollywood. Mais de seis décadas depois de sua morte, ocorrida em agosto de 1962, a autópsia da atriz ainda alimenta
teorias conspiratórias, livros, documentários e discussões intermináveis sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada em Los Angeles.
O relatório oficial concluiu que Monroe morreu em decorrência de uma overdose de barbitúricos e classificou o caso como “provável suicídio”. No entanto, detalhes da investigação, supostas falhas no exame toxicológico e depoimentos contraditórios fizeram com que parte do público jamais aceitasse completamente essa versão.
A morte de Marilyn Monroe
Na época de sua morte, Marilyn Monroe tinha apenas 36 anos e atravessava um período turbulento tanto na vida pessoal quanto na carreira. Embora continuasse sendo uma das maiores estrelas do cinema mundial graças a filmes como Some Like It Hot e Gentlemen Prefer Blondes, a atriz enfrentava crises emocionais, dependência de medicamentos e dificuldades profissionais nos bastidores de seu último projeto, Something’s Got To Give.
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Marilyn Monroe / Crédito: Getty Images[/caption]
Na madrugada de 5 de agosto de 1962, a governanta Eunice Murray estranhou o fato de Monroe não responder aos chamados vindos de seu quarto. Preocupada, ela entrou em contato com o psiquiatra da atriz, Ralph Greenson. Segundo os relatos oficiais, Greenson quebrou uma janela da residência e encontrou Monroe morta em sua cama, nua e segurando um telefone. Diversos frascos de remédios estavam espalhados pelo quarto.
O corpo foi encaminhado para autópsia no mesmo dia. O exame foi conduzido pelo médico legista Thomas Noguchi, figura que posteriormente se tornaria conhecida por participar de casos polêmicos envolvendo celebridades. O laudo apontou “envenenamento agudo por barbitúricos” causado por overdose de sedativos. Altas concentrações de Nembutal e hidrato de cloral foram encontradas no organismo da atriz.
Poucos dias depois, o legista Theodore Curphey afirmou publicamente que Monroe havia ingerido uma quantidade extremamente elevada de comprimidos em um curto espaço de tempo. Paralelamente, especialistas em saúde mental realizaram uma espécie de “autópsia psicológica”, concluindo que a atriz apresentava histórico de depressão, instabilidade emocional e pensamentos suicidas recorrentes.



Rara fotografia em que é possível ver Marilyn Monroe e John F. Kennedy juntos / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons[/caption]







