A NASA divulgou novas imagens impressionantes das crateras de Marte captadas pela sonda 2001 Mars Odyssey, missão que orbita o planeta há mais de duas décadas. As fotografias revelam detalhes inéditos
da superfície do planeta vermelho, incluindo camadas rochosas, cânions internos e estruturas esculpidas por bilhões de anos de impactos, erosão e atividade geológica. As imagens fazem parte de uma nova fase da missão voltada à observação do horizonte marciano em ângulos mais baixos, permitindo perspectivas muito mais próximas das paisagens do planeta.
Entre os registros divulgados estão crateras gigantescas localizadas próximas à região vulcânica de Tharsis, lar dos maiores vulcões conhecidos do Sistema Solar. As fotografias mostram encostas abruptas, depósitos sedimentares e padrões de desgaste que ajudam pesquisadores a compreender como vento, gelo e possíveis fluxos de água moldaram Marte ao longo de eras geológicas.
Crateras de Marte
Segundo a NASA, a técnica utilizada lembra a observação de um planeta “de perfil”, em vez das tradicionais imagens totalmente verticais captadas do espaço. Isso permite aos cientistas analisar melhor a espessura da atmosfera marciana, a distribuição de poeira e nuvens e o relevo das formações montanhosas e crateras profundas.
A sonda Mars Odyssey foi lançada em 2001 e se tornou a missão mais longeva já operando em órbita marciana. Originalmente projetada para mapear minerais e procurar sinais de água congelada, ela acabou desempenhando um papel crucial na comunicação com robôs exploradores enviados posteriormente ao planeta, incluindo os veículos Spirit, Opportunity, Curiosity e Perseverance.
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Formações geológicas nas crateras de Marte - NASA/JPL-Caltech/ASU[/caption]
As novas imagens também oferecem pistas importantes sobre o passado climático de Marte. Algumas crateras apresentam sinais de antigos deslizamentos e depósitos em camadas que sugerem interações prolongadas com gelo ou água líquida em períodos remotos da história marciana. Cientistas acreditam que, bilhões de anos atrás, Marte possivelmente possuía rios, lagos e uma atmosfera muito mais espessa do que a atual.
Outro aspecto que chamou atenção dos pesquisadores é a nitidez com que certas crateras preservam marcas de impactos secundários — pequenos choques causados por fragmentos lançados após colisões maiores. Esses padrões ajudam astrônomos a estimar a idade relativa das superfícies marcianas e reconstruir cronologias de eventos cósmicos ocorridos no planeta.
A NASA afirma que os registros também possuem valor estratégico para futuras missões tripuladas. O estudo detalhado do relevo marciano ajuda engenheiros a identificar áreas seguras para pousos e potenciais regiões de interesse científico para exploração humana nas próximas décadas.











