No final do mês de março, o mundo acompanhou a visita do rei britânico Charles III aos EUA. Na época, foi informado que o monarca não se encontraria com seu filho mais novo, o príncipe Harry , que vive
no país norte-americano, por falta de agenda. No entanto, não teria sido esse o verdadeiro motivo para a ausência de uma reunião entre pai e filho. Pelo menos, não segundo uma fonte anônima ouvida pelo Radar Online.
De acordo com o informante, a principal razão teria sido a resistência da rainha consorte Camilla, que estaria fazendo "tudo o que pode" para manter distância entre Charles e o Duque de Sussex. Segundo a fonte, essa mesma situação teria provocado tensão em seu casamento.
Camilla não queria que o encontro acontecesse. Ela acha que Harry já causou problemas suficientes para seu pai e para Família Real e não tem interesse em resolver as coisas. Charles sente que não tem opção a não ser concordar com Camilla porque, de outra forma, causaria muita tensão em casa”, declarou o informante.
Ressentimentos
Como lembra o portal Monet, o ressentimento de Camilla em relação a Harry remontaria a 2020, quando o príncipe decidiu abandonar suas funções oficiais na monarquia e se mudar para os Estados Unidos ao lado da esposa, Meghan Markle.
Segundo a publicação, entrevistas concedidas pelo casal, a série documental lançada por eles e a autobiografia de Harry, intitulada "O Que Sobra", publicada em 2023, teriam ampliado ainda mais os atritos dentro da família.
"Camilla odeia que Harry e Meghan ainda estejam descaradamente lucrando com seus títulos reais", afirmou a fonte, citando tanto a viagem do casal à Austrália quanto produtos lançados pela marca de Meghan inspirados nos filhos do casal.
Ainda segundo o informante, a rainha consorte consideraria o enteado "um canalha traiçoeiro e egoísta". Em contrapartida, Harry continuaria enxergando a madrasta como "a amante do pai que destruiu o casamento de seus pais".
Em sua autobiografia, Harry admitiu que nunca apoiou o casamento de Charles com Camilla. Já em entrevista ao programa norte-americano "60 Minutes", ele insinuou que a rainha consorte trocava favores com a imprensa britânica ao fornecer histórias negativas sobre ele em troca de cobertura favorável à própria imagem.
"Harry acha Camilla repugnante e insuportavelmente mandona e presunçosa", disse a fonte. O ressentimento do príncipe teria aumentado ainda mais depois que Camilla passou a tratar Meghan de maneira hostil. "Harry acredita que Camilla não tem direito de julgar Meghan depois de toda a angústia que ela mesma causou aos membros da Família Real", acrescentou o informante.
'Lavagem cerebral'
O livro "Betrayal: Power, Deceit and the Fight for the Future of the Royal Family" ('Traição: Poder, Enganação e Briga pelo Futuro da Família Real', em tradução livre), de Tom Bower, também aprofundou as especulações sobre os conflitos internos. Na obra, Bower afirma que Camilla teria dito a amigos que Meghan "fez lavagem cerebral em Harry". Os Sussex, por sua vez, reagiram duramente às alegações presentes no livro, acusando o autor de promover "conspirações e melodramas perturbadores".
No centro de toda essa tensão estaria o próprio rei. Segundo a fonte, o Charles não ignora as reclamações da esposa, mas ainda deseja preservar algum tipo de relação com Harry e com os netos. Apesar disso, a possibilidade de um encontro durante a viagem aos Estados Unidos teria se tornado inviável. "Camilla bateu o pé, e Charles não tem energia para enfrentá-la", declarou a fonte.
Para o informante, a justificativa oficial baseada na falta de agenda acabou agravando ainda mais a situação. "Charles tinha uma desculpa válida, mas mesmo assim ficou parecendo uma outra ignorada, o que deixou as coisas ainda piores. Ele quer evitar esse tipo de situação em que precisava interpretar um juiz entre sua esposa e seu filho", concluiu.











